Por Emanoel Richardson
Parte II
E de repente chega “o PAN” e o Brasil ganha muitas medalhas, pois em nível continental é realmente muito competitivo entre seus vizinhos da America Latina. E o show de medalhas é potencializado pela imprensa num oba-oba que ilude o público, acostumado a sempre esperar ver o Brasil campeão do futebol.
E no ano seguinte chega a Olimpíada (e não “as olimpíadas” como grande parte da mídia erroneamente chama). E aí vem as “decepções”.
Os “torcedores” geralmente ignorantes sobre os demais esportes, não espera nada além do ouro e ficam à mercê das ilusões vendidas pela imprensa, que por desconhecimento e falta do dever de casa, espera uma chuva de medalhas. E isso numa sucessão de erros, narradores e alguns comentaristas que não conhecem o objeto e cometem erros grosseiros, e só confundem o público. E o brasileiro decepciona, e a brasileira “amarela”, e os comentários não informam nada. E o público, adestrado em projetar suas frustrações no sucesso ou derrota de “heróis” da mídia, de repente se tornam especialistas sem saber do que falam.
Ora, em todos os esportes existem os fracassos e as derrotas, até as inesperadas. Só nessa primeira semana de jogos eu contabilizei 6 candidatos a medalha americanos que fracassaram e outros quatro britânicos, contra, vamos dizer três brasileiros. A diferença é que eles têm 20, 30 candidatos à medalha enquanto o Brasil tem esses três!
E festa por que a Olimpíada em 2016 será no Rio de Janeiro! E daqui a quatro anos será a mesma coisa. O Brasil vai continuar ganhando em torno de 15 medalhas, vão continuar acontecendo as “decepções”. Nesse caso maiores por que estaremos “em casa”. E nem adianta se num milagre o Brasil começar a fazer o dever de casa, pois são necessário pelo menos 8 anos pra se fazer um atleta olímpico. Os possíveis medalhistas brasileiros já estão aí, no mínimo com 17, 18 anos. Pelo menos cuidemos deles.
domingo, 12 de agosto de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Aprovada a criação de duas novas extensões do IFPI
A partir de meados de 2013, duas novas extensões devem entrar em funcionamento: uma no bairro Santa Maria da Codipi, em Teresina; outra, no município Pio IX.
Município de Pio IX, imagem: wikipédia.
Município de Pio IX, imagem: wikipédia.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O Brasil na Olimpíada
Parte I
Por Emanoel Richardson
A cada quatro anos é a mesma coisa. Jogos Olímpicos. Esperanças de medalhas para o Brasil. Torcida pelos brasileiros. Decepções. Algumas alegrias. Perguntas. Repostas prontas. Porque o Brasil vai tão mal nas Olimpíadas? Esses brasileiros amarelam demais...
Sendo bem sucinto e sem análises demasiadas profundas, como deveria ser, vejo alguns fatos.
Imagem: www.reiventando-se.blogspot.com.br
Os jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo, visto a cada quatro anos por mais de 4 bilhões de pessoas pela TV. Foi o grande impulsionador do crescimento do esporte pelo mundo. Hoje mais de 200 países participam dos jogos. O COI (Comitê Olímpico Internacional) tem mais filiados do que a ONU.
No Brasil o investimento no esporte sempre foi pífio. Nos dias de hoje, até que o esporte de alto nível tem dinheiro (não é mais tão comum, como em outros tempos, atletas mendigarem para irem a mundiais ou deixarem de participar por não ter verba). A própria Sarah Menezes conta com uma estrutura bem razoável, vivendo e treinando no Piauí. Essa merece todas as homenagens até 50 anos pra frente!
O grande problema é que não se tem um sistema desportivo que promova a massificação e a seleção dos talentos que vão chegar a esse alto nível. Ainda vivemos de alguns potenciais descobertos. Quantas crianças no Brasil tem contato com esportes que não o futebol e futsal, esportes onde nosso país tem excelência?
Todos os países de grande resultados têm sistemas desportivos que massificam os esportes. Isso não significa ter dinheiro: Quênia, Etiópia e Jamaica são países paupérrimos, mas todas as crianças correm na escola ou mesmo pra frequentá-las. Os países do antigo bloco socialista, dos quais remanescem Cuba e China, mesmo depois da transição para o capitalismo mantém sistemas desportivos baseados nas escolas de esporte. Nos estados unidos o sistema educacional é responsável pela descoberta de atletas do ensino fundamental à universidade. No Brasil pela questão cultural, em certo momento o futebol se tornou dominante, toda criança “joga bola” desde cedo. Lógico, da massificação se descobre os talentos. Isso não ocorre com os demais esportes. Quem já praticou atletismo, ou ginástica na escola? Quantas escolinhas de natação ou judô existem em cidades do interior? Temos piscinas públicas?
Imagem: www.imagensengracadas2.com/
A monocultura do futebol, perpetuada pela mídia: todos sabem o nome do zagueiro reserva do Madureira, mas nesses jogos olímpicos tem um atleta que faz todas as provas de todos os esportes, é “o brasileiro”. Só se ouvem os narradores dizerem: daqui a pouco vai competir o brasileiro!
Nossa “Imprensa esportiva” passa anos e anos ignorando os esportes e os atletas que não estão no “brasileirão”. Aqui ou acolá fala um pouco de algum esporte que esteja na evidencia, como o voleibol, mas não há um acompanhamento sistemático ,como ocorre com os grandes times de futebol do sudeste que são mencionados todo dia, nem que seja pra dizer que treinaram e um olhou de cara feia para o outro. Ora como é que as pessoas vão gostar do que não conhecem? Tudo bem que o público ame futebol, mas por que não mostrar os demais esportes? Em outros lugares do mundo vê-se estádios cheios em vários esportes ao mesmo tempo!
O professor Emanoel Richardson é formado em Educação Física e leciona no IFPI-Uruçuí. Obrigado por mais esse artigo!!
Por Emanoel Richardson
A cada quatro anos é a mesma coisa. Jogos Olímpicos. Esperanças de medalhas para o Brasil. Torcida pelos brasileiros. Decepções. Algumas alegrias. Perguntas. Repostas prontas. Porque o Brasil vai tão mal nas Olimpíadas? Esses brasileiros amarelam demais...
Sendo bem sucinto e sem análises demasiadas profundas, como deveria ser, vejo alguns fatos.
Imagem: www.reiventando-se.blogspot.com.br
Os jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo, visto a cada quatro anos por mais de 4 bilhões de pessoas pela TV. Foi o grande impulsionador do crescimento do esporte pelo mundo. Hoje mais de 200 países participam dos jogos. O COI (Comitê Olímpico Internacional) tem mais filiados do que a ONU.
No Brasil o investimento no esporte sempre foi pífio. Nos dias de hoje, até que o esporte de alto nível tem dinheiro (não é mais tão comum, como em outros tempos, atletas mendigarem para irem a mundiais ou deixarem de participar por não ter verba). A própria Sarah Menezes conta com uma estrutura bem razoável, vivendo e treinando no Piauí. Essa merece todas as homenagens até 50 anos pra frente!
O grande problema é que não se tem um sistema desportivo que promova a massificação e a seleção dos talentos que vão chegar a esse alto nível. Ainda vivemos de alguns potenciais descobertos. Quantas crianças no Brasil tem contato com esportes que não o futebol e futsal, esportes onde nosso país tem excelência?
Todos os países de grande resultados têm sistemas desportivos que massificam os esportes. Isso não significa ter dinheiro: Quênia, Etiópia e Jamaica são países paupérrimos, mas todas as crianças correm na escola ou mesmo pra frequentá-las. Os países do antigo bloco socialista, dos quais remanescem Cuba e China, mesmo depois da transição para o capitalismo mantém sistemas desportivos baseados nas escolas de esporte. Nos estados unidos o sistema educacional é responsável pela descoberta de atletas do ensino fundamental à universidade. No Brasil pela questão cultural, em certo momento o futebol se tornou dominante, toda criança “joga bola” desde cedo. Lógico, da massificação se descobre os talentos. Isso não ocorre com os demais esportes. Quem já praticou atletismo, ou ginástica na escola? Quantas escolinhas de natação ou judô existem em cidades do interior? Temos piscinas públicas?
Imagem: www.imagensengracadas2.com/
A monocultura do futebol, perpetuada pela mídia: todos sabem o nome do zagueiro reserva do Madureira, mas nesses jogos olímpicos tem um atleta que faz todas as provas de todos os esportes, é “o brasileiro”. Só se ouvem os narradores dizerem: daqui a pouco vai competir o brasileiro!
Nossa “Imprensa esportiva” passa anos e anos ignorando os esportes e os atletas que não estão no “brasileirão”. Aqui ou acolá fala um pouco de algum esporte que esteja na evidencia, como o voleibol, mas não há um acompanhamento sistemático ,como ocorre com os grandes times de futebol do sudeste que são mencionados todo dia, nem que seja pra dizer que treinaram e um olhou de cara feia para o outro. Ora como é que as pessoas vão gostar do que não conhecem? Tudo bem que o público ame futebol, mas por que não mostrar os demais esportes? Em outros lugares do mundo vê-se estádios cheios em vários esportes ao mesmo tempo!
O professor Emanoel Richardson é formado em Educação Física e leciona no IFPI-Uruçuí. Obrigado por mais esse artigo!!
terça-feira, 7 de agosto de 2012
"Tristes Trópicos": mais do que um livro, uma mudança de conceito
Por Clayton Ribeiro
Em 1955, o livro "Tristes Trópicos", do antropólogo Claude Lévi-Strauss (1909-2009), foi publicado; começava uma nova forma de abordar a sociedade indígena. Lévi-Strauss fez parte de uma comitiva de professores franceses que vieram ao Brasil na década de 1930 para fundar cursos do campo das Ciências Humanas na Universidade de São Paulo - USP.
Capa da edição brasileira dos "Tristes Trópicos", imagem: www.extra.com.br/
Durante seus períodos de férias da USP, Lévi-Strauss visitava comunidades indígenas no Brasil Central e na Amazônia, tais como os Bororo e os Nambiquaras; aliás, esse foi um dos motivos do interesse desse antropólogo em vir para o Brasil. Depois de quatro anos fazendo anotações, em forma de diário, Lévi-Strauss construiu uma narrativa - ainda que de leitura enfadonha em muitos momentos - que entrou para o limitado grupo dos livros canônicos da antropologia mundial, assim como da história do Brasil.
O livro "Tristes Trópicos" tem muitos méritos, aqui falarei de um apenas: a desmistificação do mito do "bom selvagem". Era senso comum entre os pesquisadores tratarem o índio como um ser quase imaculado, inocente, sem maldade. Assim, o índio viveria em perfeita harmonia com o sistema ecológico, entre outras coisas. E a colonização européia desumana, quanto sofrimento!
Claude Lévi-Strauss no Brasil na década de 1930, imagem: www.dusinfernus.wordpress.com/
A despeito disso, Lévi-Stauss analisou a sociedade indígena sem esses preconceitos, mostrando suas fraquezas morais, contradições, hipocrisias, comuns a qualquer comunidade humana. Muitos dos comportamentos hipócritas dos indígenas observados pelo antropólogo decorria de sua organização patriarcal. Ora, esse tipo de cultura patriarcal, machista, Lévi-Strauss também encontrou em suas viagens pelo mundo árabe. Entre os árabes é comum o homem ter várias mulheres, desde que ele as mantenha financeiramente de modo satisfatório. Porém, esse comportamento não era fruto de uma cultura religiosa tradicional ou de relações sociais harmônicas, mas de um patriarcalismo autoritário. Desse modo, a comparação entre os hábitos indígenas brasileiros com os dos árabes, feita por Lévi-Strauss, nos trouxe uma lição que ainda hoje não foi completamente compreendida por vários pesquisadores da cultura indígena.
Quem conhece o livro "Tristes Trópicos"? Foi assim que um antigo professor, dos tempos das aulas na Faculdade de Educação (FAE) da UFMG, nos inqueriu certa vez. Para sua surpresa, ninguém da sala tinha ouvido falar dos "Tristes Trópicos". Então, o professor comentou algo como: "quem não leu esse livro, não conhece a história do Brasil". Hoje, se eu pudesse acrescentar algo a essa frase, diria: quem não leu esse livro, não conhece a história universal em sua essência.
Em 1955, o livro "Tristes Trópicos", do antropólogo Claude Lévi-Strauss (1909-2009), foi publicado; começava uma nova forma de abordar a sociedade indígena. Lévi-Strauss fez parte de uma comitiva de professores franceses que vieram ao Brasil na década de 1930 para fundar cursos do campo das Ciências Humanas na Universidade de São Paulo - USP.
Capa da edição brasileira dos "Tristes Trópicos", imagem: www.extra.com.br/
Durante seus períodos de férias da USP, Lévi-Strauss visitava comunidades indígenas no Brasil Central e na Amazônia, tais como os Bororo e os Nambiquaras; aliás, esse foi um dos motivos do interesse desse antropólogo em vir para o Brasil. Depois de quatro anos fazendo anotações, em forma de diário, Lévi-Strauss construiu uma narrativa - ainda que de leitura enfadonha em muitos momentos - que entrou para o limitado grupo dos livros canônicos da antropologia mundial, assim como da história do Brasil.
O livro "Tristes Trópicos" tem muitos méritos, aqui falarei de um apenas: a desmistificação do mito do "bom selvagem". Era senso comum entre os pesquisadores tratarem o índio como um ser quase imaculado, inocente, sem maldade. Assim, o índio viveria em perfeita harmonia com o sistema ecológico, entre outras coisas. E a colonização européia desumana, quanto sofrimento!
Claude Lévi-Strauss no Brasil na década de 1930, imagem: www.dusinfernus.wordpress.com/
A despeito disso, Lévi-Stauss analisou a sociedade indígena sem esses preconceitos, mostrando suas fraquezas morais, contradições, hipocrisias, comuns a qualquer comunidade humana. Muitos dos comportamentos hipócritas dos indígenas observados pelo antropólogo decorria de sua organização patriarcal. Ora, esse tipo de cultura patriarcal, machista, Lévi-Strauss também encontrou em suas viagens pelo mundo árabe. Entre os árabes é comum o homem ter várias mulheres, desde que ele as mantenha financeiramente de modo satisfatório. Porém, esse comportamento não era fruto de uma cultura religiosa tradicional ou de relações sociais harmônicas, mas de um patriarcalismo autoritário. Desse modo, a comparação entre os hábitos indígenas brasileiros com os dos árabes, feita por Lévi-Strauss, nos trouxe uma lição que ainda hoje não foi completamente compreendida por vários pesquisadores da cultura indígena.
Quem conhece o livro "Tristes Trópicos"? Foi assim que um antigo professor, dos tempos das aulas na Faculdade de Educação (FAE) da UFMG, nos inqueriu certa vez. Para sua surpresa, ninguém da sala tinha ouvido falar dos "Tristes Trópicos". Então, o professor comentou algo como: "quem não leu esse livro, não conhece a história do Brasil". Hoje, se eu pudesse acrescentar algo a essa frase, diria: quem não leu esse livro, não conhece a história universal em sua essência.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Em 2015, professor receberá menos do que USP paga hoje
Proposta cria níveis na carreira dos doutores e salário para dedicação exclusiva será de 8.639,50, em 2015. Hoje, USP paga 8.715,12
Fonte: Diário do Povo do Piauí
O salário dos professores doutores com dedicação exclusiva às universidades federais, em 2015, será menor do que o pago atualmente nas universidades estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp - aos docentes com mesma titulação e regime de trabalho.
Hoje, as estaduais de São Paulo pagam R$ 8.715,12 para os professores doutores que ingressam nas instituições em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (40h). Nas federais, docentes nas mesmas condições recebem R$ 7.627,02 e ingressam na carreira como professor adjunto 1. Com a mudança na carreira proposta pelo governo federal, os professores doutores vão ingressar como professores assistentes e receber, em 2015, R$ 8.639,50.
A carreira dos professores das universidades federais é atualmente dividida em classes auxiliar, assistente, adjunto e associado, cada uma com quatro níveis. O último nível é de professor titular, com ingresso por concurso público, totalizando 17 níveis. A proposta do governo diminuiu os níveis para 13, reduzindo para dois os níveis nas classes iniciais: auxiliar e assistente. Essas etapas, no entanto, não existiam para os profissionais, a carreira aumentou de nove para 13 níveis.
"Com o salário inicial que o governo oferece é uma perda", avalia Virgínia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp). A professora destaca como positiva a redução total do número de níveis e a inclusão do cargo de professor titular na carreira (sem a necessidade de prestar concurso), mas critica a criação de grupos de trabalho para padronizar os critérios de promoção. "Não queremos isso de uma maneira centralizada, que não considera as especificidades dos locais. Nós temos critérios e processos internos. Isso fere a autonomia das universidades."
Giorgio Romano, professor de Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC), avalia que a proposta do governo apenas recompõe perdas salariais. "Não há nenhum aumento. E uma estrutura de progressão salarial lógica, sequer foi discutida", opina. Ele defende a proposta de estabelecer um piso e porcentagens de aumento para cada um dos níveis.
Fonte: Diário do Povo do Piauí
O salário dos professores doutores com dedicação exclusiva às universidades federais, em 2015, será menor do que o pago atualmente nas universidades estaduais paulistas - USP, Unicamp e Unesp - aos docentes com mesma titulação e regime de trabalho.
Hoje, as estaduais de São Paulo pagam R$ 8.715,12 para os professores doutores que ingressam nas instituições em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa (40h). Nas federais, docentes nas mesmas condições recebem R$ 7.627,02 e ingressam na carreira como professor adjunto 1. Com a mudança na carreira proposta pelo governo federal, os professores doutores vão ingressar como professores assistentes e receber, em 2015, R$ 8.639,50.
A carreira dos professores das universidades federais é atualmente dividida em classes auxiliar, assistente, adjunto e associado, cada uma com quatro níveis. O último nível é de professor titular, com ingresso por concurso público, totalizando 17 níveis. A proposta do governo diminuiu os níveis para 13, reduzindo para dois os níveis nas classes iniciais: auxiliar e assistente. Essas etapas, no entanto, não existiam para os profissionais, a carreira aumentou de nove para 13 níveis.
"Com o salário inicial que o governo oferece é uma perda", avalia Virgínia Junqueira, presidente da Associação dos Docentes da Unifesp (Adunifesp). A professora destaca como positiva a redução total do número de níveis e a inclusão do cargo de professor titular na carreira (sem a necessidade de prestar concurso), mas critica a criação de grupos de trabalho para padronizar os critérios de promoção. "Não queremos isso de uma maneira centralizada, que não considera as especificidades dos locais. Nós temos critérios e processos internos. Isso fere a autonomia das universidades."
Giorgio Romano, professor de Economia da Universidade Federal do ABC (UFABC), avalia que a proposta do governo apenas recompõe perdas salariais. "Não há nenhum aumento. E uma estrutura de progressão salarial lógica, sequer foi discutida", opina. Ele defende a proposta de estabelecer um piso e porcentagens de aumento para cada um dos níveis.
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
Qual escritor brasileiro você prefere?
Qual escritor brasileiro você prefere?
Em pesquisa de opinião, realizada pelo site “UOL”, sobre o escritor predileto dos seus internautas, a votação ainda está em aberto, o resultado parcial aponta para a preferência pelos autores clássicos. Até o momento, os mais votados são:
MACHADO DE ASSIS (2.140 votos)
CLARICE LISPECTOR (1.837 votos)
CASTRO ALVES (1.687 votos)
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1.661 votos)
GRACILIANO RAMOS (1.516 votos)
Imagem de Machado de Assis, fonte: website.cefet-rj.br/
E você, qual é seu autor preferido?
R: o meu autor preferido é Gilberto Freyre, considerando-se que alguns de seus textos também podem ser considerados literários como, por exemplo, "Casa Grande & Senzala". Porém, entre os cinco primeiros da lista, prefiro Machado de Assis, ou seja, Machado fica assim com 2.141 votos.
Em pesquisa de opinião, realizada pelo site “UOL”, sobre o escritor predileto dos seus internautas, a votação ainda está em aberto, o resultado parcial aponta para a preferência pelos autores clássicos. Até o momento, os mais votados são:
MACHADO DE ASSIS (2.140 votos)
CLARICE LISPECTOR (1.837 votos)
CASTRO ALVES (1.687 votos)
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE (1.661 votos)
GRACILIANO RAMOS (1.516 votos)
Imagem de Machado de Assis, fonte: website.cefet-rj.br/
E você, qual é seu autor preferido?
R: o meu autor preferido é Gilberto Freyre, considerando-se que alguns de seus textos também podem ser considerados literários como, por exemplo, "Casa Grande & Senzala". Porém, entre os cinco primeiros da lista, prefiro Machado de Assis, ou seja, Machado fica assim com 2.141 votos.
Grandes Nomes do Renascimento: William Harvey
Por Clayton Ribeiro
William Harvey (1578-1657)
Imagem de W. Harvey, fonte: www.ahistoria.com.br/
Profissão: médico
Descoberta: Sistema Circulatório
Ano: 1628
País de origem: Inglaterra
Desde a antiguidade clássica Greco-romana, acreditava-se que os alimentos transformavam-se em sangue no fígado para, em seguida, serem consumidos pelo organismo. Essas ideias foram defendidas pela primeira vez pelo grego Cláudio Galeno (129-217) e persistiam ainda no Renascimento quando, em 1628, foi publicado o livro "Sobre o Movimento do Coração e do Sangue no Animais", do médico William Harvey, tornando obsoleta a teoria de Galeno.
Harvey descobriu que o coração bombeava o sangue para os pulmões e artérias. Elaborou um quadro completo das funções dos órgãos do sistema circulatório (coração, pulmões, veias e artérias). Além disso, mostrou que o sangue não era consumido pelo organismo, ou seja, circulava continuamente levando nutrientes e oxigênio para o organismo.
Sistema Circulatório, fonte: www.ahistoria.com.br/
Porém, o médico inglês teve receio de que sua descoberta fosse recebida negativamente pela sociedade, pois o coração era visto como a morada da alma e da consciência. Por isso, o livro sobre o sistema circulatório foi publicado em latim, com o título "De Motu Cordis", para que poucas pessoas tivessem acesso ao conteúdo dessa obra! Apesar das desconfianças, em 1650, o livro de Harvey tinha se tornado leitura obrigatória para a formação dos alunos de medicina.
Somente uma questão não foi solucionada pela teoria de Harvey: como o sangue passava das artérias para as veias. A solução desse problema teve uma resolução apenas três anos após a morte de Harvey, em 1670, pelo italiano Marcello Malpighi (1628-1694). Este último notou que os vasos capilares eram os responsáveis por levar o sangue das artérias para as veias. É preciso lembrar que tal descoberta só foi possível porque o uso do microscópio passou a ser difundido, situação que não existia na época de William Harvey.
Fonte: KENDALL, Haven. 100 maiores descobertas científica de todos os tempos.)
William Harvey (1578-1657)
Imagem de W. Harvey, fonte: www.ahistoria.com.br/
Profissão: médico
Descoberta: Sistema Circulatório
Ano: 1628
País de origem: Inglaterra
Desde a antiguidade clássica Greco-romana, acreditava-se que os alimentos transformavam-se em sangue no fígado para, em seguida, serem consumidos pelo organismo. Essas ideias foram defendidas pela primeira vez pelo grego Cláudio Galeno (129-217) e persistiam ainda no Renascimento quando, em 1628, foi publicado o livro "Sobre o Movimento do Coração e do Sangue no Animais", do médico William Harvey, tornando obsoleta a teoria de Galeno.
Harvey descobriu que o coração bombeava o sangue para os pulmões e artérias. Elaborou um quadro completo das funções dos órgãos do sistema circulatório (coração, pulmões, veias e artérias). Além disso, mostrou que o sangue não era consumido pelo organismo, ou seja, circulava continuamente levando nutrientes e oxigênio para o organismo.
Sistema Circulatório, fonte: www.ahistoria.com.br/
Porém, o médico inglês teve receio de que sua descoberta fosse recebida negativamente pela sociedade, pois o coração era visto como a morada da alma e da consciência. Por isso, o livro sobre o sistema circulatório foi publicado em latim, com o título "De Motu Cordis", para que poucas pessoas tivessem acesso ao conteúdo dessa obra! Apesar das desconfianças, em 1650, o livro de Harvey tinha se tornado leitura obrigatória para a formação dos alunos de medicina.
Somente uma questão não foi solucionada pela teoria de Harvey: como o sangue passava das artérias para as veias. A solução desse problema teve uma resolução apenas três anos após a morte de Harvey, em 1670, pelo italiano Marcello Malpighi (1628-1694). Este último notou que os vasos capilares eram os responsáveis por levar o sangue das artérias para as veias. É preciso lembrar que tal descoberta só foi possível porque o uso do microscópio passou a ser difundido, situação que não existia na época de William Harvey.
Fonte: KENDALL, Haven. 100 maiores descobertas científica de todos os tempos.)
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Ouro para Sarah Menezes e "latão" para os oportunistas!!!
Imagem de Sarah Menezes. Fonte: www.jornalnh.com.br/
Sarah Menezes fez história após ganhar a medalha de ouro em Londres. Única atleta piauiense de destaque que não saiu do Piauí para continuar seus treinos, mesmo sabendo que esse deveria ser o caminho natural de um atleta do seu nível. É que alguns desportistas conseguem superar até as maiores dificuldades, invertendo assim a lógica difícil da falta de apoio. Desse modo, Sarah decidiu ficar em Teresina. O técnico de Sarah, Expedito Falcão, também deve ser lembrado e reverenciado. Ele teve o "olho clínico", comum no grandes treinadores, para identificar o potencial de uma grande vencedora...
Agora, como num passe de mágica, apareceram inúmeros parceiros, patrocinadores e apoiadores ausentes, que cara de pau...Até o governador quer encostar na fama da Sarah, que horrível...ainda bem que não tem medalha para governador, senão seria de "latão"...e, rimou com ladr...
Bom, vamos esquecer esses abutres...e receber a Sarah no carro do Corpo de Bombeiros...parabéns campeã...
sexta-feira, 27 de julho de 2012
Santos-Dumont, Júlio Verne e o primeiro astronauta brasileiro
Por Clayton Ribeiro
A ligação entre o inventor brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932) e o escritor francês de literatura científica, Júlio Verne (1828-1905), é maior do que geralmente se pode imaginar.
Imagem de Santos Dumont - (Fonte: www.culturabrasil.pro.br/)
Os livros de Júlio Verne estavam, com certeza, entre as obras mais lidas pela juventude brasileira nas décadas finais do século XIX. Como o valor dos livros era bastante elevado nesse período, somente as classes abastadas tinham acesso a esse recurso cultural. Entre os brasileiros, livros como "Cinco semanas em um balão" (1863), "Vinte mil léguas submarinas" (1870), "A volta ao mundo em 80 dias" (1872), eram consideradas obras educativas e que despertavam o interesse dos jovens pela ciência e pelo estudo, acreditavam os seus pais. (FREYRE, Gilberto. Ordem e Progresso, 1957)
Júlio Verne (Imagem: www.portaldoastronomo.org/)
Com Santos Dumont não foi diferente. Leitor costumaz de Júlio Verne, principalmente, dos livros "Cinco semanas em um balão" e "A volta ao mundo em 80 dias", Santos Dumont pode ter sido influenciado indelevelmente pelos personagens impetuosos e desbravadores da narrativa do escritor francês.
No primeiro dos livros citados ("Cinco semanas...), a temática é nada menos que a busca das nascentes do Rio Nilo, objetivo acalentado por muitos cientistas do século XIX, mas que foi apenas descoberta em 1858 pelos naturalistas ingleses Richard Francis Burton e John Hanning Speke. Em "A volta ao mundo em 80 dias", não havia um interesse propriamente científico e toda a narrativa do livro está envolta em uma grande aventura por vários países e culturas diferentes. Nos dois livros, assim como em outros de Júlio Verne, quase sempre o prêmio pelo êxito dos aventureiros era uma gorda quantia em dinheiro, além do prestígio de ter realizado um grande feito, é claro...
Desse modo, analisando retrospectivamente a vida de Santos Dumont, pode-se dizer que o seu lado aventureiro, ao estilo dos personagens de Júlio Verne, se tornou o traço mais forte de sua personalidade e do seu estilo de vida. Assim, o que o movia não era o interesse específico pelo avanço da ciência, mas a vontade de vencer os seus próprios limites, assim como os das máquinas que construía.
Imagem do "14-Bis" - Fonte: www.megaarquivo.com/
Em 2006, no centenário do primeiro vôo de Santos Dumont no seu avião ("14-Bis"), um brasileiro (Marcos Pontes), nosso primeiro astronauta, decolou para o espaço em uma nave russa (Soyuz-TMA-8), no Centro de Lançamento de Baikonur, no Cazaquistão, em missão internacional. A viagem de Pontes marcou oficialmente o grande feito de Santos Dumont, cem anos antes...homenagem mais que representativa e correta...nosso astronauta fez essa façanha em um país distante, mais como um aventureiro do que como um cientista...uma aventura que trouxe mais glória pessoal do que coletiva...valeu Pontes...Valeu Dumont...
Imagem: wikipédia.
A ligação entre o inventor brasileiro Alberto Santos Dumont (1873-1932) e o escritor francês de literatura científica, Júlio Verne (1828-1905), é maior do que geralmente se pode imaginar.
Imagem de Santos Dumont - (Fonte: www.culturabrasil.pro.br/)
Os livros de Júlio Verne estavam, com certeza, entre as obras mais lidas pela juventude brasileira nas décadas finais do século XIX. Como o valor dos livros era bastante elevado nesse período, somente as classes abastadas tinham acesso a esse recurso cultural. Entre os brasileiros, livros como "Cinco semanas em um balão" (1863), "Vinte mil léguas submarinas" (1870), "A volta ao mundo em 80 dias" (1872), eram consideradas obras educativas e que despertavam o interesse dos jovens pela ciência e pelo estudo, acreditavam os seus pais. (FREYRE, Gilberto. Ordem e Progresso, 1957)
Júlio Verne (Imagem: www.portaldoastronomo.org/)
Com Santos Dumont não foi diferente. Leitor costumaz de Júlio Verne, principalmente, dos livros "Cinco semanas em um balão" e "A volta ao mundo em 80 dias", Santos Dumont pode ter sido influenciado indelevelmente pelos personagens impetuosos e desbravadores da narrativa do escritor francês.
No primeiro dos livros citados ("Cinco semanas...), a temática é nada menos que a busca das nascentes do Rio Nilo, objetivo acalentado por muitos cientistas do século XIX, mas que foi apenas descoberta em 1858 pelos naturalistas ingleses Richard Francis Burton e John Hanning Speke. Em "A volta ao mundo em 80 dias", não havia um interesse propriamente científico e toda a narrativa do livro está envolta em uma grande aventura por vários países e culturas diferentes. Nos dois livros, assim como em outros de Júlio Verne, quase sempre o prêmio pelo êxito dos aventureiros era uma gorda quantia em dinheiro, além do prestígio de ter realizado um grande feito, é claro...
Desse modo, analisando retrospectivamente a vida de Santos Dumont, pode-se dizer que o seu lado aventureiro, ao estilo dos personagens de Júlio Verne, se tornou o traço mais forte de sua personalidade e do seu estilo de vida. Assim, o que o movia não era o interesse específico pelo avanço da ciência, mas a vontade de vencer os seus próprios limites, assim como os das máquinas que construía.
Imagem do "14-Bis" - Fonte: www.megaarquivo.com/
Em 2006, no centenário do primeiro vôo de Santos Dumont no seu avião ("14-Bis"), um brasileiro (Marcos Pontes), nosso primeiro astronauta, decolou para o espaço em uma nave russa (Soyuz-TMA-8), no Centro de Lançamento de Baikonur, no Cazaquistão, em missão internacional. A viagem de Pontes marcou oficialmente o grande feito de Santos Dumont, cem anos antes...homenagem mais que representativa e correta...nosso astronauta fez essa façanha em um país distante, mais como um aventureiro do que como um cientista...uma aventura que trouxe mais glória pessoal do que coletiva...valeu Pontes...Valeu Dumont...
Imagem: wikipédia.
Assinar:
Postagens (Atom)












