Por Clayton Ribeiro
Reza a lenda que a expressão "a porca comeu", referindo-se a uma derrota eleitoral, surgiu no município de Campo Maior, norte do Piauí, entre as décadas de 1950 e 1960. Segundo conta-se, um candidato com poucas chances de vencer honestamente o pleito escondeu uma urna cheia de votos favoráveis a ele próprio, com a intenção de trocá-la pela urna oficial no dia da eleição. Porém, algo deu muito errado. Uma porca encontrou a urna escondida em uma moita e a estraçalhou. Desse modo, o candidato corrupto perdeu a eleição, porém, ficou eternizado no folclore político piauiense.
Imagem do terror dos políticos corruptos do Piauí, fonte: www.grupovirtualadv.blogspot.com
Hoje, a expressão "a porca comeu" é usada em qualquer contexto de derrota eleitoral, como uma espécie de vingança contra a classe política ou contra um grupo rival. No entanto, essa forma de depreciação da política é, de certo modo, negativa. A política deve ser vista como um campo de resolução de problemas e de diálogo. Corrupção política existe desde que o homem apareceu na Terra, ou seja, não é algo exclusivo da democracia. Por outro lado, a derrota eleitoral é um acontecimento corriqueiro, banal...portanto, não é humilhação perder um pleito. É bom lembrar que muitos candidatos bons não ganham eleição...assim tem muito "eleitor-mula" também...que escolhe mau seus representantes...
E o Eleitor-Mula? Fonte: www.fotosdahora.com.br
Desse modo, vamos torcer pela "porca comedora" contra aqueles políticos que realmente tentam manipular o resultado das eleições de modo fraudulento ou algo parecido. Um abraço.
Fonte de pesquisa: artigo encontrado no sítio www.advivo.com.br/blog/luisnassif/
terça-feira, 9 de outubro de 2012
sábado, 6 de outubro de 2012
Grécia Antiga: origem da democracia.
Por Clayton Ribeiro
Os princípios básicos da democracia antiga foram implantados pelo grego Sólon em 594 a.C.. Atenas, principal cidade grega da antiguidade, estava à beira de uma guerra civil. Grandes proprietários de terras estavam escravizando o povo ateniense por dívidas no campo. O povo se revoltou. Sólon, homem público bem quisto em toda a cidade, foi chamado para mediar o conflito. Desse modo, Sólon mudou a legislação de Atenas, trazendo benefícios para ambos os lados em disputa, evitando assim a guerra interna.
Imagem de Sólon, fonte: www.quemdisse.com.br
Como resultado, temos a criação dos princípios básicos da democracia antiga e do republicanismo. Vejamos alguns elementos da reforma política soloniana: a)isonomia jurídica, ou seja, os pobres passaram a ter o direito de processar os ricos; b)cidadania, nenhum cidadão poderia mais perder esse status, ou seja, passar de cidadão a escravo ou pária; c)divisão do poder, o povo pobre passou a participar do poder político de Atenas, não somente escolhendo seus representantes, mas decidindo sobre os assuntos relevantes da cidade (polis).
Posteriormente, esses princípios seriam adotados pelos democratas (Clístenes e Péricles), pelos republicanos (platônicos ou não) e pelos defensores do governo misto (Aristóteles). Assim, em sua origem, a democracia não é apenas o governo da maioria, mas o governo da mediação e da inclusão dos mais frágeis na polis. um abraço.
Os princípios básicos da democracia antiga foram implantados pelo grego Sólon em 594 a.C.. Atenas, principal cidade grega da antiguidade, estava à beira de uma guerra civil. Grandes proprietários de terras estavam escravizando o povo ateniense por dívidas no campo. O povo se revoltou. Sólon, homem público bem quisto em toda a cidade, foi chamado para mediar o conflito. Desse modo, Sólon mudou a legislação de Atenas, trazendo benefícios para ambos os lados em disputa, evitando assim a guerra interna.
Imagem de Sólon, fonte: www.quemdisse.com.br
Como resultado, temos a criação dos princípios básicos da democracia antiga e do republicanismo. Vejamos alguns elementos da reforma política soloniana: a)isonomia jurídica, ou seja, os pobres passaram a ter o direito de processar os ricos; b)cidadania, nenhum cidadão poderia mais perder esse status, ou seja, passar de cidadão a escravo ou pária; c)divisão do poder, o povo pobre passou a participar do poder político de Atenas, não somente escolhendo seus representantes, mas decidindo sobre os assuntos relevantes da cidade (polis).
Posteriormente, esses princípios seriam adotados pelos democratas (Clístenes e Péricles), pelos republicanos (platônicos ou não) e pelos defensores do governo misto (Aristóteles). Assim, em sua origem, a democracia não é apenas o governo da maioria, mas o governo da mediação e da inclusão dos mais frágeis na polis. um abraço.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Maioria dos brasileiros não lê para as crianças, revela Datafolha
Fonte: Folha.uol.com.br
Apesar de 96% da população brasileira considerar importante incentivar crianças de até cinco anos a gostar de ler, apenas 37% leem para elas, revela pesquisa feita pelo Datafolha e pela Fundação Itaú Social, em agosto, que entrevistou 2074 pessoas em 133 cidades de todo país.
Entre os que responderam a favor da leitura, cerca de 54% afirmam que o hábito contribui para o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças. A segunda razão mais votada para acreditar na importância da prática são os benefícios para a formação educacional e o gosto pelos livros. Apenas 9% consideram que a leitura ajuda na preparação para o mercado de trabalho
As mulheres adultas, com idade entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C e com ensino médio e superior são as que mais leem para os filhos, seguidas pelos pais. Já nas classes menos favorecidas, as professoras são as grandes responsáveis pelo incentivo à leitura.
Cerca de um quarto dos brasileiros com 16 anos ou mais, costumam ler semanalmente para crianças.
Para ajudar no incremento desses números, o programa Itaú Criança lançou ontem (2/10) uma campanha que pretende distribuir gratuitamente até 7 milhões de livros.
Serão oferecidos três títulos indicados por especialistas: "Lino", de André Neves (editora Callis); "Poesia na Varanda", de Sônia Junqueira (editora Autêntica); e "O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado", de Don e Audrey Wood (editora Brinque-Book).
Os interessados em contribuir com a mobilização podem acessar as coleções por meio do site ou receber o material gratuitamente pelos Correios, após realizar o cadastro on-line.
"A ideia é que a causa seja valorizada para que mais pessoas conheçam a importância de incentivar a criança a descobrir o prazer da leitura", diz Valéria Veiga Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social. " Convidamos a sociedade a participar, e os livros são uma forma de concretizar esse pedido."
Apesar de 96% da população brasileira considerar importante incentivar crianças de até cinco anos a gostar de ler, apenas 37% leem para elas, revela pesquisa feita pelo Datafolha e pela Fundação Itaú Social, em agosto, que entrevistou 2074 pessoas em 133 cidades de todo país.
Entre os que responderam a favor da leitura, cerca de 54% afirmam que o hábito contribui para o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças. A segunda razão mais votada para acreditar na importância da prática são os benefícios para a formação educacional e o gosto pelos livros. Apenas 9% consideram que a leitura ajuda na preparação para o mercado de trabalho
As mulheres adultas, com idade entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C e com ensino médio e superior são as que mais leem para os filhos, seguidas pelos pais. Já nas classes menos favorecidas, as professoras são as grandes responsáveis pelo incentivo à leitura.
Cerca de um quarto dos brasileiros com 16 anos ou mais, costumam ler semanalmente para crianças.
Para ajudar no incremento desses números, o programa Itaú Criança lançou ontem (2/10) uma campanha que pretende distribuir gratuitamente até 7 milhões de livros.
Serão oferecidos três títulos indicados por especialistas: "Lino", de André Neves (editora Callis); "Poesia na Varanda", de Sônia Junqueira (editora Autêntica); e "O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado", de Don e Audrey Wood (editora Brinque-Book).
Os interessados em contribuir com a mobilização podem acessar as coleções por meio do site ou receber o material gratuitamente pelos Correios, após realizar o cadastro on-line.
"A ideia é que a causa seja valorizada para que mais pessoas conheçam a importância de incentivar a criança a descobrir o prazer da leitura", diz Valéria Veiga Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social. " Convidamos a sociedade a participar, e os livros são uma forma de concretizar esse pedido."
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Morre o historiador britânico Eric Hobsbawm
Por Clayton Ribeiro
O historiador britânico Eric Hobsbawm, nascido em 1917, considerado um dos mais maiores historiadores do século XX, morreu nesta segunda-feira aos 95 anos de idade. A causa da morte foi uma pneumonia.
Imagem de Eric Hobsbawm, fonte: www.aristaire.blogspot.com
Marxista, Eric Hobsbawm é leitura obrigatória entre os alunos do curso de História. Com uma narrativa objetiva e clara, estilo inglês, seus livros se tornaram referência no mundo inteiro. Provavelmente você já deve ter lido ou visto alguns desses títulos: "A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios", "Era dos Extremos", "Sobre História História Social do Jazz", entre outras obras. Enfim, a grande temática de Hobsbawm foi a política do século XIX-XX.
O historiador britânico Eric Hobsbawm, nascido em 1917, considerado um dos mais maiores historiadores do século XX, morreu nesta segunda-feira aos 95 anos de idade. A causa da morte foi uma pneumonia.
Imagem de Eric Hobsbawm, fonte: www.aristaire.blogspot.com
Marxista, Eric Hobsbawm é leitura obrigatória entre os alunos do curso de História. Com uma narrativa objetiva e clara, estilo inglês, seus livros se tornaram referência no mundo inteiro. Provavelmente você já deve ter lido ou visto alguns desses títulos: "A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios", "Era dos Extremos", "Sobre História História Social do Jazz", entre outras obras. Enfim, a grande temática de Hobsbawm foi a política do século XIX-XX.
domingo, 30 de setembro de 2012
Professor da UFPI é um dos finalistas do Prêmio Jabuti, uma das mais prestigiadas premiações do Brasil.
Fonte: 180graus.com
O professor Dr. João Kennedy Eugênio, do departamento de História da Universidade Federal do Piauí foi anunciado como finalista do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Melhor Livro de Ciências Humanas, pela obra "Ritmo espontâneo: organicismo em raízes do Brasil de Sergio Buarque de Holanda".
O livro consiste na tese de doutorado do professor e trata-se de um estudo sobre a obra do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, que no contexto da "História Geral da Civilização Brasileira", publicou, em 1972, "Do Império à República", texto que, a princípio, fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por ser ampliado num volume independente.
Sérgio Buarque de Holanda permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda, neste último decênio, publicado diversos textos. De 1975 é o volume "Vale do Paraíba - Velhas Fazendas" e de 1979, a coletânea "Tentativas de Mitologia". Nestes últimos anos, trabalhou também na reelaboração do texto de "Do Império à República" - que não chegou a concluir. Participou, em 1980, da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores.
O prêmio Jabuti foi criado em 1958 e é a mais tradicional prêmiação de livros no Brasil. O diferencial em relação a outros prêmios de literatura é a sua abrangência: o Jabuti não valoriza apenas os escritores, mas destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro. Este ano o prêmio contempla 29 categorias.
O professor Dr. João Kennedy Eugênio, do departamento de História da Universidade Federal do Piauí foi anunciado como finalista do 54º Prêmio Jabuti, na categoria Melhor Livro de Ciências Humanas, pela obra "Ritmo espontâneo: organicismo em raízes do Brasil de Sergio Buarque de Holanda".
O livro consiste na tese de doutorado do professor e trata-se de um estudo sobre a obra do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda, que no contexto da "História Geral da Civilização Brasileira", publicou, em 1972, "Do Império à República", texto que, a princípio, fora concebido como um simples artigo para a coletânea, mas que, com o decurso da pesquisa, acabou por ser ampliado num volume independente.
Sérgio Buarque de Holanda permaneceu intelectualmente ativo até 1982, tendo ainda, neste último decênio, publicado diversos textos. De 1975 é o volume "Vale do Paraíba - Velhas Fazendas" e de 1979, a coletânea "Tentativas de Mitologia". Nestes últimos anos, trabalhou também na reelaboração do texto de "Do Império à República" - que não chegou a concluir. Participou, em 1980, da cerimônia de fundação do Partido dos Trabalhadores.
O prêmio Jabuti foi criado em 1958 e é a mais tradicional prêmiação de livros no Brasil. O diferencial em relação a outros prêmios de literatura é a sua abrangência: o Jabuti não valoriza apenas os escritores, mas destaca a qualidade do trabalho de todas as áreas envolvidas na criação e produção de um livro. Este ano o prêmio contempla 29 categorias.
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Mais uma charge sobre Maomé...homens-bomba, quem fez a charge foi o José Antônio!!!
Título: alvo
Menção honrosa na oitava edição do Porto Cartoon
Charge de José Antônio Costa
Fonte: http://blogdosquadrinhos2.blog.uol.com.br/
Menção honrosa na oitava edição do Porto Cartoon
Charge de José Antônio Costa
Fonte: http://blogdosquadrinhos2.blog.uol.com.br/
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Revista espanhola publica charge que faz referência ao profeta Maomé
Fonte: Folha.uol.com.br
A revista espanhola de sátira política "El Jueves" publicou uma charge do profeta Maomé em sua capa, em meio aos protestos em países de maioria muçulmana por um vídeo americano e caricaturas de uma revista francesa.
Imagem da capa da revista "El Jueves", cujo título é: "Mas...alguém sabe como é Maomé?"
fonte: (folha.uol.com.br)
Na última edição do semanário, que chegou às bancas na quarta-feira, o desenho mostra vários muçulmanos em uma fila da polícia sob o título "Mas... alguém sabe qual a aparência de Maomé?".
Reprodução
Capa da revista "El Jueves" desta quarta-feira, que pergunta: "Mas...alguém sabe como é Maomé?"
Qualquer representação do profeta é considerada uma blasfêmia pelos muçulmanos, mas a questão também gerou um debate no Ocidente sobre censura e liberdade de expressão.
Em entrevista ao portal Huffington Pst, a editora Mayte Quilez disse que a revista tomou a decisão de assumir uma posição humorística sobre uma questão polêmica. "Se você não pode retratar Maomé, como você sabe que é ele nas caricaturas?", disse.
Depois da chegada da revista às bancas espanholas, a Chancelaria do país emitiu um comunicado a seus cidadãos no Egito pedindo cuidado em caso de eventual reação dos islâmicos, mas negou que aumentará a segurança nas representações em países árabes.
"Ainda estamos analisando quais medidas serão tomadas", afirmou uma fonte no ministério de Relações Exteriores à agência de notícias Reuters.
PROTESTOS
Na semana passada, a revista satírica francesa "Charlie Hebdo" publicou charges do profeta Maomé logo após os protestos contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzido nos Estados Unidos e revelado no dia 11.
O vídeo desatou uma onda de protestos violentos em mais de 30 países de maioria muçulmana, que obrigaram a franceses e americanos a reforçarem a segurança em suas representações.
Em meio às manifestações, o embaixador norte-americano na Líbia, Christopher Stevens, e outros três funcionários da missão diplomática foram mortos no consulado de Benghazi, na Líbia, no dia 11.
Na sexta (21), outras 15 pessoas foram mortas em protestos no Paquistão, na sexta-feira passada. Desde o início das ações, dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas.
A revista espanhola de sátira política "El Jueves" publicou uma charge do profeta Maomé em sua capa, em meio aos protestos em países de maioria muçulmana por um vídeo americano e caricaturas de uma revista francesa.
Imagem da capa da revista "El Jueves", cujo título é: "Mas...alguém sabe como é Maomé?"
fonte: (folha.uol.com.br)
Na última edição do semanário, que chegou às bancas na quarta-feira, o desenho mostra vários muçulmanos em uma fila da polícia sob o título "Mas... alguém sabe qual a aparência de Maomé?".
Reprodução
Capa da revista "El Jueves" desta quarta-feira, que pergunta: "Mas...alguém sabe como é Maomé?"
Qualquer representação do profeta é considerada uma blasfêmia pelos muçulmanos, mas a questão também gerou um debate no Ocidente sobre censura e liberdade de expressão.
Em entrevista ao portal Huffington Pst, a editora Mayte Quilez disse que a revista tomou a decisão de assumir uma posição humorística sobre uma questão polêmica. "Se você não pode retratar Maomé, como você sabe que é ele nas caricaturas?", disse.
Depois da chegada da revista às bancas espanholas, a Chancelaria do país emitiu um comunicado a seus cidadãos no Egito pedindo cuidado em caso de eventual reação dos islâmicos, mas negou que aumentará a segurança nas representações em países árabes.
"Ainda estamos analisando quais medidas serão tomadas", afirmou uma fonte no ministério de Relações Exteriores à agência de notícias Reuters.
PROTESTOS
Na semana passada, a revista satírica francesa "Charlie Hebdo" publicou charges do profeta Maomé logo após os protestos contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos", produzido nos Estados Unidos e revelado no dia 11.
O vídeo desatou uma onda de protestos violentos em mais de 30 países de maioria muçulmana, que obrigaram a franceses e americanos a reforçarem a segurança em suas representações.
Em meio às manifestações, o embaixador norte-americano na Líbia, Christopher Stevens, e outros três funcionários da missão diplomática foram mortos no consulado de Benghazi, na Líbia, no dia 11.
Na sexta (21), outras 15 pessoas foram mortas em protestos no Paquistão, na sexta-feira passada. Desde o início das ações, dezenas de pessoas morreram e centenas ficaram feridas.
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Prêmio Nobel de literatura, Vargas Llosa, peruano, celebra em NY os 50 anos do lançamento de seu primeiro livro
Fonte: folha.uol.com.br
O escritor peruano Mario Vargas Llosa comemorou em Nova York o 50º aniversário de "A Cidade e os Cachorros", seu primeiro romance, que ganhou uma edição comemorativa, e com o qual o prêmio Nobel começou na literatura, um "mistério" que ainda o "apaixona".
Imagem de Vargas Llosa, fonte: folha.uol.com.br
"Escrever é apaixonante. Sinto a mesma ilusão e dificuldades que tive quando escrevi meus primeiros contos. Não tenho facilidade para escrever, mas as dificuldades não tiram nada da fascinação, da exaltação e do entusiasmo", disse Vargas Llosa sobre seu ofício em um encontro no Instituto Cervantes de Nova York.
O escritor se referiu à sensação "extraordinária" que sente quando "a história começa a ter vida própria, algo que sempre é misterioso", e que experimentou diante de cada nova obra de sua carreira, que começou com a publicação de "A Cidade e os Cachorros", em 1962.
"Aprendi muito com esse romance, sobre a construção da história, os pontos de vista, a linguagem, adquiri certa técnica que depois repetiria e aperfeiçoaria em outros romances, e forjei uma forma de escrever que tinha a ver com minha personalidade, com minhas simpatias e diferenças no mundo literário", descreveu o autor.
O escritor peruano, que nasceu em Arequipa, em 1936, afirmou que "quase nenhum escritor começa sabendo que tipo de escritor vai ser, já que isso é algo que se descobre com a prática, e por isso as primeiras obras são decisivas".
Além disso, Vargas Llosa lembrou as dificuldades que enfrentou na estreia de seu primeiro romance devido à censura que imperava na Espanha. Segundo ele, a obra só foi publicada graças ao "esforço sobre-humano" de seu editor, Carlos Barral, quem manteve um ano de árduas negociações para que o livro fosse lançado.
"Ele falou com o ministro da Informação, com intelectuais bem-vistos pelo regime (franquista), como José María Valverde, para que falassem bem da obra. E eu também tive que viajar para Madri para manter uma conversa com o chefe da censura", afirmou o escritor.
Vargas Llosa lembrou de momentos de sua entrevista com o censor, que tinha reservas ao uso de frases como a que dizia que um coronel "era gordo, com o ventre de uma baleia", já que a interpretou como uma ironia aos militares. No entanto, o censor concordou em conservar a frase mudando a palavra "baleia" por "cetáceo".
"No final, só tive que tirar oito frases, que eram absurdas e disparatadas, e mesmo assim Barral as restituiu na segunda edição", explicou.
O prêmio Nobel de Literatura de 2010, que brincou dizendo que a condecoração é "uma semana de conto de fadas e um ano de pesadelo", retornou do passado para tratar de temas atuais, como o futuro do livro, "um objeto emblemático da civilização" que enfrenta uma "grande incerteza".
"Minha esperança é que o livro digital coexista com o de papel, e meu temor é que o livro escrito expressamente para as telas, não o transferido, seja muito diferente do tradicional, e que as telas façam o que a televisão fez com seus conteúdos: tornaram eles rápidos, leves e inclusive frívolos", questionou.
O escritor peruano Mario Vargas Llosa comemorou em Nova York o 50º aniversário de "A Cidade e os Cachorros", seu primeiro romance, que ganhou uma edição comemorativa, e com o qual o prêmio Nobel começou na literatura, um "mistério" que ainda o "apaixona".
Imagem de Vargas Llosa, fonte: folha.uol.com.br
"Escrever é apaixonante. Sinto a mesma ilusão e dificuldades que tive quando escrevi meus primeiros contos. Não tenho facilidade para escrever, mas as dificuldades não tiram nada da fascinação, da exaltação e do entusiasmo", disse Vargas Llosa sobre seu ofício em um encontro no Instituto Cervantes de Nova York.
O escritor se referiu à sensação "extraordinária" que sente quando "a história começa a ter vida própria, algo que sempre é misterioso", e que experimentou diante de cada nova obra de sua carreira, que começou com a publicação de "A Cidade e os Cachorros", em 1962.
"Aprendi muito com esse romance, sobre a construção da história, os pontos de vista, a linguagem, adquiri certa técnica que depois repetiria e aperfeiçoaria em outros romances, e forjei uma forma de escrever que tinha a ver com minha personalidade, com minhas simpatias e diferenças no mundo literário", descreveu o autor.
O escritor peruano, que nasceu em Arequipa, em 1936, afirmou que "quase nenhum escritor começa sabendo que tipo de escritor vai ser, já que isso é algo que se descobre com a prática, e por isso as primeiras obras são decisivas".
Além disso, Vargas Llosa lembrou as dificuldades que enfrentou na estreia de seu primeiro romance devido à censura que imperava na Espanha. Segundo ele, a obra só foi publicada graças ao "esforço sobre-humano" de seu editor, Carlos Barral, quem manteve um ano de árduas negociações para que o livro fosse lançado.
"Ele falou com o ministro da Informação, com intelectuais bem-vistos pelo regime (franquista), como José María Valverde, para que falassem bem da obra. E eu também tive que viajar para Madri para manter uma conversa com o chefe da censura", afirmou o escritor.
Vargas Llosa lembrou de momentos de sua entrevista com o censor, que tinha reservas ao uso de frases como a que dizia que um coronel "era gordo, com o ventre de uma baleia", já que a interpretou como uma ironia aos militares. No entanto, o censor concordou em conservar a frase mudando a palavra "baleia" por "cetáceo".
"No final, só tive que tirar oito frases, que eram absurdas e disparatadas, e mesmo assim Barral as restituiu na segunda edição", explicou.
O prêmio Nobel de Literatura de 2010, que brincou dizendo que a condecoração é "uma semana de conto de fadas e um ano de pesadelo", retornou do passado para tratar de temas atuais, como o futuro do livro, "um objeto emblemático da civilização" que enfrenta uma "grande incerteza".
"Minha esperança é que o livro digital coexista com o de papel, e meu temor é que o livro escrito expressamente para as telas, não o transferido, seja muito diferente do tradicional, e que as telas façam o que a televisão fez com seus conteúdos: tornaram eles rápidos, leves e inclusive frívolos", questionou.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
"Feijoada do SIM": evento organizado pelos amigos do Prof. Ayrton Brandim
No dia 29 de setembro (sábado passado) cerca de 200 pessoas participaram de uma feijoada no Clube dos Servidores da Universidade Federal do Piauí. O evento foi uma confraternização dos docentes e funcionários do IFPI. Na ocasião, o Prof. Brandim comentou sobre a necessidade de mudanças na gestão dessa instituição de ensino, pois ainda esse ano haverá eleição e, por isso, faze-se urgente a discussão da próxima equipe de gestores. Entre outros pontos, o Prof. Brandim alertou para a:
1.Criação da Editora do IFPI;
2.Capacitação dos servidores (Mestrado e Doutorado);
3.Gestão democrática;
4.Implantação de cursos de mestrado no IFPI. Aliás, o prof. Brandim organizou o 1º e único Curso de Mestrado oferecido pelo IFPI.
5.Elaboração de metas de qualidade para o ensino.
Imagem da feijoada, Brandim está no centro da imagem
Imagem do Prof. Brandim (esquerda)
Imagem de convidados e participantes da "feijoada do SIM"
Mais informações, ver o blog www.ayrtonbrandim.blogspot.com.br/
1.Criação da Editora do IFPI;
2.Capacitação dos servidores (Mestrado e Doutorado);
3.Gestão democrática;
4.Implantação de cursos de mestrado no IFPI. Aliás, o prof. Brandim organizou o 1º e único Curso de Mestrado oferecido pelo IFPI.
5.Elaboração de metas de qualidade para o ensino.
Imagem da feijoada, Brandim está no centro da imagem
Imagem do Prof. Brandim (esquerda)
Imagem de convidados e participantes da "feijoada do SIM"
Mais informações, ver o blog www.ayrtonbrandim.blogspot.com.br/
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