Fonte: Estadão net
Arqueólogos israelenses descobriram um templo e objetos provavelmente usados em práticas religiosas de idolatria há mais de 3.000 anos, anunciou nesta quarta-feira o Departamento Israelense de Antiguidades.
Objetos de barrro usados em práticas e rituais religiosos, descobertos em Tel Motza
(Foto de Menahem Kahana/AFP)
Os vestígios foram descobertos em Tel Motza, a alguns quilômetros de Jerusalém, durante as escavações arqueológicas realizadas antes do início das obras na estrada entre Jerusalém e Tel Aviv.
"O local de culto de Tel Motza é uma descoberta surpreendente e inesperada, porque não há praticamente nenhum vestígio de locais de culto para o período do reino da Judeia", declararam os diretores das escavações em um comunicado.
Esta descoberta é uma evidência rara das práticas religiosas fora de Jerusalém durante a antiga monarquia do reino judeu da Judeia, disse à AFP Eirikh Anna, que co-dirigiu as escavações.
Este reino foi criado após a morte do rei Salomão, que causou um cisma entre as doze tribos de Israel, 10 delas formaram o novo Reino de Israel (no norte), enquanto os de Judá e Benjamin reuniram-se em torno de Jerusalém para construir o reino de Judá.
Os vestígios datam do século 9 ou 10 a.C, na época do Primeiro Templo em Jerusalém. Eles sugerem que os judeus da época mantinham práticas idólatras religiosas paralelas à prática dominante do judaísmo no templo de Jerusalém, considerou Eirikh.
"É muito interessante ver esses objetos religiosos e este templo tão perto de Jerusalém", acrescentou, ressaltando o caráter "maciço" do altar e dos muros do templo de Tel-Motza.
Diversos objetos foram descobertos nas proximidades, principalmente cerâmicas, fragmentos de cálices e estatuetas de homens e animais, incluindo um cavalo.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Governador corta R$ 19 milhões do orçamento da UESPI para usar na Saúde
Fonte: 180graus net
O final de ano chegou e o governo do Estado se apressa para ajustar as contas ‘mal planejadas’ e ‘mal executadas’. É o que está acontecendo com os serviços de Saúde, que a Advocacia Geral da União acusa do Estado de não usar o percentual mínimo de 12% do orçamento com a Saúde.
No último dia 19, o governador Wilson Martins realizou diversos cortes no orçamento e remanejou os valores para os serviços de Saúde, para evitar o bloqueio de recursos por parte da União.
Dentre os órgãos atingidos pela maior parte dos cortes de R$ 40 milhões está a Universidade Estadual do Piauí. A UESPI vai deixar de usar neste final de ano R$ 19,4 milhões. Os valores estão no DOE do dia 20/12.
O final de ano chegou e o governo do Estado se apressa para ajustar as contas ‘mal planejadas’ e ‘mal executadas’. É o que está acontecendo com os serviços de Saúde, que a Advocacia Geral da União acusa do Estado de não usar o percentual mínimo de 12% do orçamento com a Saúde.
No último dia 19, o governador Wilson Martins realizou diversos cortes no orçamento e remanejou os valores para os serviços de Saúde, para evitar o bloqueio de recursos por parte da União.
Dentre os órgãos atingidos pela maior parte dos cortes de R$ 40 milhões está a Universidade Estadual do Piauí. A UESPI vai deixar de usar neste final de ano R$ 19,4 milhões. Os valores estão no DOE do dia 20/12.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Bóson de Higgs, o maior feito da ciência em 2012
Fonte: Jornal Estadão virtual
A revista americana Science anunciou ontem a sua tradicional lista de dez maiores avanços da ciência no ano. O grande campeão de 2012 não poderia ser outro: a descoberta do bóson de Higgs - a chamada "partícula de Deus" -, nas dependências do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior e mais caro projeto científico de todos os tempos.
A descoberta foi anunciada pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), no dia 4 de julho, em Genebra, num evento que, aconteça o que acontecer, já entrou para a história da ciência. Descobrir - ou demonstrar a não existência - do bóson de Higgs era o maior desafio por trás do LHC, um gigantesco acelerador de partículas subterrâneo com 27 quilômetros de comprimento, que custou US$ 5,5 bilhões para ser construído.
O bóson era a partícula que faltava para completar o Modelo Padrão, o quebra-cabeça de equações elementares da física que descreve a composição e o funcionamento de toda a matéria visível do universo. Segundo a teoria, é a partícula que dá massa a todas as outras partículas, como prótons e elétrons.
"Fecha-se um episódio importantíssimo na história do conhecimento humano. Hoje temos um modelo que descreve com enorme precisão todas as interações relevantes para o mundo subatômico", diz o físico brasileiro Sergio Novaes, da Unesp, um dos seis mil cientistas ao redor do mundo que colaboraram nos experimentos.
A existência do bóson já era prevista teoricamente há mais de 40 anos, mas faltavam resultados experimentais para provar que ela existe de verdade. Foi o que fez o LHC, acelerando e colidindo prótons em velocidades próximas à da luz.
Genômica. Outros nove avanços receberam menção honrosa. Entre eles, o aprimoramento das técnicas de sequenciamento de DNA fóssil, que mapearam com maior precisão o genoma de um hominídeo, e a Enciclopédia de Elementos de DNA (Encode, em inglês), projeto de US$ 288 milhões que desbancou o conceito de "DNA lixo" - os resultados, publicados em setembro, revelam que 80% do genoma humano têm função bioquímica.
Outro destaque foi o desenvolvimento de uma biotecnologia molecular chamada Talent, que permite desligar genes de forma muito mais específica do que pelas metodologias anteriores. Já a biologia celular comprovou que as células-tronco embrionárias podem ser transformadas em óvulos aptos para reprodução.
Na exploração espacial, não poderia faltar a missão Curiosity, da Nasa, que pôs mais um jipe-robô a procurar indícios de vida em Marte. Foram citados ainda estudos com neutrinos na China, o uso de lasers de raio X para determinar a estrutura de proteínas, a descoberta da partícula fêrmion Majorana e avanços na tecnologia de interface cérebro-máquina.
A revista americana Science anunciou ontem a sua tradicional lista de dez maiores avanços da ciência no ano. O grande campeão de 2012 não poderia ser outro: a descoberta do bóson de Higgs - a chamada "partícula de Deus" -, nas dependências do Grande Colisor de Hádrons (LHC), o maior e mais caro projeto científico de todos os tempos.
A descoberta foi anunciada pelo Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), no dia 4 de julho, em Genebra, num evento que, aconteça o que acontecer, já entrou para a história da ciência. Descobrir - ou demonstrar a não existência - do bóson de Higgs era o maior desafio por trás do LHC, um gigantesco acelerador de partículas subterrâneo com 27 quilômetros de comprimento, que custou US$ 5,5 bilhões para ser construído.
O bóson era a partícula que faltava para completar o Modelo Padrão, o quebra-cabeça de equações elementares da física que descreve a composição e o funcionamento de toda a matéria visível do universo. Segundo a teoria, é a partícula que dá massa a todas as outras partículas, como prótons e elétrons.
"Fecha-se um episódio importantíssimo na história do conhecimento humano. Hoje temos um modelo que descreve com enorme precisão todas as interações relevantes para o mundo subatômico", diz o físico brasileiro Sergio Novaes, da Unesp, um dos seis mil cientistas ao redor do mundo que colaboraram nos experimentos.
A existência do bóson já era prevista teoricamente há mais de 40 anos, mas faltavam resultados experimentais para provar que ela existe de verdade. Foi o que fez o LHC, acelerando e colidindo prótons em velocidades próximas à da luz.
Genômica. Outros nove avanços receberam menção honrosa. Entre eles, o aprimoramento das técnicas de sequenciamento de DNA fóssil, que mapearam com maior precisão o genoma de um hominídeo, e a Enciclopédia de Elementos de DNA (Encode, em inglês), projeto de US$ 288 milhões que desbancou o conceito de "DNA lixo" - os resultados, publicados em setembro, revelam que 80% do genoma humano têm função bioquímica.
Outro destaque foi o desenvolvimento de uma biotecnologia molecular chamada Talent, que permite desligar genes de forma muito mais específica do que pelas metodologias anteriores. Já a biologia celular comprovou que as células-tronco embrionárias podem ser transformadas em óvulos aptos para reprodução.
Na exploração espacial, não poderia faltar a missão Curiosity, da Nasa, que pôs mais um jipe-robô a procurar indícios de vida em Marte. Foram citados ainda estudos com neutrinos na China, o uso de lasers de raio X para determinar a estrutura de proteínas, a descoberta da partícula fêrmion Majorana e avanços na tecnologia de interface cérebro-máquina.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Faraó Ramsés 3º morreu com golpe na garganta, afirma pesquisa
Fonte: Folha de São Paulo virtual
Um crime que prescreveu há mais de 3.000 anos finalmente foi elucidado: o faraó Ramsés 3º foi mandado para o Outro Mundo por meio de uma facada na garganta, afirmam pesquisadores.
A conclusão vem de uma detalhada análise forense da múmia do monarca egípcio, despachado para o reino dos mortos no ano 1155 a.C., provavelmente. O estudo, que incluiu tomografias computadorizadas e análises de DNA, está na revista médica "BMJ".
France Presse
Múmia do faraó Ramsés 3º
A partir da leitura de um antigo texto egípcio, o chamado Papiro Judicial de Turim, já se sabia que Ramsés 3º tinha sofrido um atentado em seu harém. Os responsáveis parecem ter sido uma das esposas dele, a rainha Tiy, e o filho do casal, Pentawere.
O papiro, porém, dava a entender que o faraó havia conduzido o julgamento dos traidores -o que a tomografia indica ter sido impossível.
É que o golpe de faca cortou a traqueia, o esôfago e uma série de vasos sanguíneos grandes, chegando até a raspar uma das vértebras do pescoço. A morte do rei deve ter sido instantânea.
A análise de DNA do estudo comparou, além disso, o cromossomo Y (a marca genética da masculinidade) do faraó com a múmia de um homem misterioso, achada no mesmo complexo real onde Ramsés 3º foi enterrado.
Resultado: o mesmo cromossomo. Juntando isso ao fato de que o homem não identificado morreu por volta dos 20 anos de idade, os cientistas especulam que se trate de Pentawere, o príncipe traidor de seu pai.
A equipe do estudo foi liderada por Zahi Hawass, ex-czar de antiguidades do Egito, e pelo paleopatologista Albert Zink, da Academia Europeia em Bolzano, Itália.
Um crime que prescreveu há mais de 3.000 anos finalmente foi elucidado: o faraó Ramsés 3º foi mandado para o Outro Mundo por meio de uma facada na garganta, afirmam pesquisadores.
A conclusão vem de uma detalhada análise forense da múmia do monarca egípcio, despachado para o reino dos mortos no ano 1155 a.C., provavelmente. O estudo, que incluiu tomografias computadorizadas e análises de DNA, está na revista médica "BMJ".
France Presse
Múmia do faraó Ramsés 3º
A partir da leitura de um antigo texto egípcio, o chamado Papiro Judicial de Turim, já se sabia que Ramsés 3º tinha sofrido um atentado em seu harém. Os responsáveis parecem ter sido uma das esposas dele, a rainha Tiy, e o filho do casal, Pentawere.
O papiro, porém, dava a entender que o faraó havia conduzido o julgamento dos traidores -o que a tomografia indica ter sido impossível.
É que o golpe de faca cortou a traqueia, o esôfago e uma série de vasos sanguíneos grandes, chegando até a raspar uma das vértebras do pescoço. A morte do rei deve ter sido instantânea.
A análise de DNA do estudo comparou, além disso, o cromossomo Y (a marca genética da masculinidade) do faraó com a múmia de um homem misterioso, achada no mesmo complexo real onde Ramsés 3º foi enterrado.
Resultado: o mesmo cromossomo. Juntando isso ao fato de que o homem não identificado morreu por volta dos 20 anos de idade, os cientistas especulam que se trate de Pentawere, o príncipe traidor de seu pai.
A equipe do estudo foi liderada por Zahi Hawass, ex-czar de antiguidades do Egito, e pelo paleopatologista Albert Zink, da Academia Europeia em Bolzano, Itália.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Educação - Iletramento
Por Zacarias Sampaio
Lamentavelmente a gente vê o reflexo disso constantemente nas redes sociais. Gente que lê mas não entende, ou faz interpretações totalmente equivocadas sobre o que está escrito.
"A UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas."
"No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo."
Lamentavelmente a gente vê o reflexo disso constantemente nas redes sociais. Gente que lê mas não entende, ou faz interpretações totalmente equivocadas sobre o que está escrito.
"A UNESCO define analfabeto funcional como toda pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como lê e escreve frases simples, efetua cálculos básicos, porém é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, impossibilitando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar idéias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas."
"No Brasil, 75% das pessoas entre 15 e 64 anos não conseguem ler, escrever e calcular plenamente. Esse número inclui os 68% considerados analfabetos funcionais e os 7% considerados analfabetos absolutos, sem qualquer habilidade de leitura ou escrita. Apenas 1 entre 4 brasileiros consegue ler, escrever e utilizar essas habilidades para continuar aprendendo."
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Recifense participa da revista X-Men
Fonte: Diário do Povo do Piauí, versão net.
Com o poder de se transformar em tubarão, Iara dos Santos é a segunda mutante do país a fazer parte da equipe nas HQs. A 20ª edição da revista "Wol-verine and the X-Men", que chegou às bancas dos Estados Unidos em novembro, trouxe uma novidade especial que envolve o Brasil: a mutante Iara dos Santos, natural do Recife.
Na história, o personagem Anjo aborda a jovem, que acabara de desenvolver um apetite para peixes crus, e a convida a integrar a escola para mutantes. Assustada, Iara acaba caindo na água e transforma-se em um tubarão - o que garantiu à brasileira o nome Shark Girl (Garota Tubarão, em português).
A nova estudante da Mansão X não é a primeira brasileira a integrar a equipe mutante. Em 1982 a Marvel lançou o personagem Roberto da Costa, um mutante carioca com poder de absorver energia solar e redirecioná-la para aumentar sua força e projetar raios de calor. No Brasil o personagem ficou conhecido como Mancha Solar.
Já na rival DC Comics, o Brasil é representado pela super-heroína Fogo, cujo nome real é Beatriz da Costa. Com o poder de fazer seu corpo pegar fogo, voar e atirar chamas, a personagem chegou a integrar a Liga da Justiça.
Com o poder de se transformar em tubarão, Iara dos Santos é a segunda mutante do país a fazer parte da equipe nas HQs. A 20ª edição da revista "Wol-verine and the X-Men", que chegou às bancas dos Estados Unidos em novembro, trouxe uma novidade especial que envolve o Brasil: a mutante Iara dos Santos, natural do Recife.
Na história, o personagem Anjo aborda a jovem, que acabara de desenvolver um apetite para peixes crus, e a convida a integrar a escola para mutantes. Assustada, Iara acaba caindo na água e transforma-se em um tubarão - o que garantiu à brasileira o nome Shark Girl (Garota Tubarão, em português).
A nova estudante da Mansão X não é a primeira brasileira a integrar a equipe mutante. Em 1982 a Marvel lançou o personagem Roberto da Costa, um mutante carioca com poder de absorver energia solar e redirecioná-la para aumentar sua força e projetar raios de calor. No Brasil o personagem ficou conhecido como Mancha Solar.
Já na rival DC Comics, o Brasil é representado pela super-heroína Fogo, cujo nome real é Beatriz da Costa. Com o poder de fazer seu corpo pegar fogo, voar e atirar chamas, a personagem chegou a integrar a Liga da Justiça.
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
Pais consideram questão de prova de vestibular pornográfica
Fonte: Portal Meio Norte
Uma tirinha usada na elaboração de uma questão da prova de Língua Portuguesa na seleção para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) contém a ilustração que remete a uma cena de sexo oral. Candidatos, pais e professores relataram o incomodo com a imagem. A banca examinadora informou, em nota, que não viu a tirinha selecionada com “olhar pornográfico”, mas não explicou se o uso foi intencional ou equivocado.
O administrador Thiago Prago é pai de um candidato de 14 anos, considera a tirinha pornográfica e se diz indignado. “Cada pessoa absorve o conteúdo de uma forma. Tenho princípios nos quais não considero conveniente que a escola, onde gostaria que meu filho estudasse, use uma imagem dessa na prova de seleção", disse.
Para a professora de Geografia, Andrea Hackbart, a questão foi recebida com surpresa pelos alunos que participaram da seleção. ''Eles chegaram na escola achando a tirinha estranha, se questionaram se o objetivo era impactar ou se não houve intenção por parte da instituição de fazer essa publicação", conta a professora que trabalha em um curso preparatório, em São Mateus, na região Nordeste do Estado, voltado especialmente para a seleção do Ifes.
A professora ainda disse que a instituição deveria procurar fontes mais confiáveis. “Em especial, quando se exige a interpretação por parte do candidato", aponta.
Veja a resposta do Ifes
Quanto ao “Texto 02” da prova de Língua Portuguesa do Processo Seletivo para Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes, realizado neste domingo (02), a Banca Elaboradora da prova esclarece que os quatro textos selecionados, bem como as questões de 1 a 15, abordavam estratégias publicitárias e mensagens textuais utilizadas pela propaganda, questionando a influência dessas. A Banca afirma que não viu a tirinha selecionada com “olhar pornográfico”, mas deteve-se no foco textual, que faz uma crítica a algumas abordagens realizadas pela Publicidade. Nas palavras da Banca Elaboradora, “o último quadro é uma sequência dos primeiros, que sugerem o tipo de leitura pretendido”.
A Gerência de Processos de Seleção do Ifes esclarece que as questões de prova dos processos seletivos são elaboradas por profissionais do quadro efetivo do Instituto, indicados pela coordenadoria (setor que reúne docentes de uma mesma área de conhecimento) responsável pela disciplina da prova em questão. Após a elaboração, as questões são encaminhadas à Gerência de Processos de Seleção apenas para formatação da prova, tendo em vista a necessidade de manter o conteúdo restrito ao menor número possível de servidores, para garantir o sigilo dado às provas até o momento de sua aplicação.
Uma tirinha usada na elaboração de uma questão da prova de Língua Portuguesa na seleção para o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) contém a ilustração que remete a uma cena de sexo oral. Candidatos, pais e professores relataram o incomodo com a imagem. A banca examinadora informou, em nota, que não viu a tirinha selecionada com “olhar pornográfico”, mas não explicou se o uso foi intencional ou equivocado.
O administrador Thiago Prago é pai de um candidato de 14 anos, considera a tirinha pornográfica e se diz indignado. “Cada pessoa absorve o conteúdo de uma forma. Tenho princípios nos quais não considero conveniente que a escola, onde gostaria que meu filho estudasse, use uma imagem dessa na prova de seleção", disse.
Para a professora de Geografia, Andrea Hackbart, a questão foi recebida com surpresa pelos alunos que participaram da seleção. ''Eles chegaram na escola achando a tirinha estranha, se questionaram se o objetivo era impactar ou se não houve intenção por parte da instituição de fazer essa publicação", conta a professora que trabalha em um curso preparatório, em São Mateus, na região Nordeste do Estado, voltado especialmente para a seleção do Ifes.
A professora ainda disse que a instituição deveria procurar fontes mais confiáveis. “Em especial, quando se exige a interpretação por parte do candidato", aponta.
Veja a resposta do Ifes
Quanto ao “Texto 02” da prova de Língua Portuguesa do Processo Seletivo para Cursos Técnicos Integrados ao Ensino Médio do Instituto Federal do Espírito Santo – Ifes, realizado neste domingo (02), a Banca Elaboradora da prova esclarece que os quatro textos selecionados, bem como as questões de 1 a 15, abordavam estratégias publicitárias e mensagens textuais utilizadas pela propaganda, questionando a influência dessas. A Banca afirma que não viu a tirinha selecionada com “olhar pornográfico”, mas deteve-se no foco textual, que faz uma crítica a algumas abordagens realizadas pela Publicidade. Nas palavras da Banca Elaboradora, “o último quadro é uma sequência dos primeiros, que sugerem o tipo de leitura pretendido”.
A Gerência de Processos de Seleção do Ifes esclarece que as questões de prova dos processos seletivos são elaboradas por profissionais do quadro efetivo do Instituto, indicados pela coordenadoria (setor que reúne docentes de uma mesma área de conhecimento) responsável pela disciplina da prova em questão. Após a elaboração, as questões são encaminhadas à Gerência de Processos de Seleção apenas para formatação da prova, tendo em vista a necessidade de manter o conteúdo restrito ao menor número possível de servidores, para garantir o sigilo dado às provas até o momento de sua aplicação.
domingo, 2 de dezembro de 2012
Analfabetismo ou letramento
Por Julio Abramczyk
Folha (versão net)
O nome parece novo, mas o problema é bem antigo. Agora, não é mais só a letra do médico a culpada pelo paciente não saber como tomar o remédio.
Letramento ou alfabetização em saúde está relacionada ao paciente ter capacidade, ou não, da leitura da receita e do entendimento sobre a sua doença, a partir de informações da equipe médica.
Artigo de revisão publicado no "Jornal Brasileiro de Nefrologia", por Luanda T.M. Santos e colaboradores, mostra que, para os doentes terem melhor entendimento sobre os cuidados com a saúde, haveria necessidade de assistência especial para esses doentes.
Com base no "Indicador de Alfabetismo Funcional", que avalia o letramento geral no Brasil, os autores referem que 27% dos brasileiros entre os 15 e 64 anos de idade são considerados analfabetos funcionais. Desses, 9% são analfabetos absolutos que não conseguem decodificar palavras e frases.
Para a área da nefrologia, estudos mostraram que o número de consultas com o nefrologista nos 12 meses anteriores ao início da terapia renal substitutiva não garantiu melhor conhecimento dos pacientes sobre as opções existentes para o tratamento da falência funcional dos rins.
Dessa forma, são as limitações dos pacientes em entender as informações básicas que comprometem o tratamento, o que deveria constituir um alerta para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Por isso, os autores destacam a necessidade de aumentar o conhecimento e o entendimento dos pacientes sobre a doença que os afeta melhorando a comunicação dos profissionais de saúde com esses doentes.
Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção 'Saúde'., médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção 'Saúde'.
Folha (versão net)
O nome parece novo, mas o problema é bem antigo. Agora, não é mais só a letra do médico a culpada pelo paciente não saber como tomar o remédio.
Letramento ou alfabetização em saúde está relacionada ao paciente ter capacidade, ou não, da leitura da receita e do entendimento sobre a sua doença, a partir de informações da equipe médica.
Artigo de revisão publicado no "Jornal Brasileiro de Nefrologia", por Luanda T.M. Santos e colaboradores, mostra que, para os doentes terem melhor entendimento sobre os cuidados com a saúde, haveria necessidade de assistência especial para esses doentes.
Com base no "Indicador de Alfabetismo Funcional", que avalia o letramento geral no Brasil, os autores referem que 27% dos brasileiros entre os 15 e 64 anos de idade são considerados analfabetos funcionais. Desses, 9% são analfabetos absolutos que não conseguem decodificar palavras e frases.
Para a área da nefrologia, estudos mostraram que o número de consultas com o nefrologista nos 12 meses anteriores ao início da terapia renal substitutiva não garantiu melhor conhecimento dos pacientes sobre as opções existentes para o tratamento da falência funcional dos rins.
Dessa forma, são as limitações dos pacientes em entender as informações básicas que comprometem o tratamento, o que deveria constituir um alerta para o Sistema Único de Saúde (SUS).
Por isso, os autores destacam a necessidade de aumentar o conhecimento e o entendimento dos pacientes sobre a doença que os afeta melhorando a comunicação dos profissionais de saúde com esses doentes.
Julio Abramczyk, médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção 'Saúde'., médico formado pela Escola Paulista de Medicina/Unifesp, faz parte do corpo clínico do Hospital Santa Catarina, onde foi diretor-clínico. Na Folha desde 1960, já publicou mais de 2.500 artigos. Escreve aos sábados na seção 'Saúde'.
sábado, 1 de dezembro de 2012
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