Por Clayton Ribeiro
No dia 15 de outubro deste mês, ontem, a presidente Dilma sancionou mais uma lei favorável ao ingresso de estudantes afro-descendentes e de alunos da rede pública de ensino em universidades públicas por meio do sistema de cotas.
Pela nova lei, até 2016, 50% das vagas disponíveis para o Ensino Superior em instituições federais serão destinadas a alunos cotistas. Metade dessas vagas ficarão à disposição de alunos negros e, a outra metade, para alunos de escolas publicas. Isso é justo?
Não. O ensino público brasileiro cobre praticamente 100% das nossas crianças. Logo, o racismo não exclui brasileiros do Ensino Fundamental e nem do Ensino Médio. Na verdade, excludente é a qualidade do ensino público. Alunos egressos desse sistema não sabem, após 10 anos de estudo, interpretar, escrever um texto básico (introdução, desenvolvimento e conclusão), entre outras coisas. Ou seja, a lei de Cotas opera milagres? Não.
Desse modo, a nova lei tem o duplo objetivo: esconder a falta de qualidade do ensino público e, paralelamente, agradar aos mais prejudicados com o crime de abandono da educação pública, o aluno pobre ou de classe média baixa. Isso deu certo com Hugo Chávez, na Venezuela. Lá foram adotadas práticas semelhantes. O povo ficou feliz, os intelectuais também. Estes últimos afirmam que foi dado mais um passo para a superação de uma dívida histórica com os negros, indígenas, e seus descendentes. Porém, essa medida populista é uma falsa ajuda. Durante anos, os alunos ficam abandonados no Ensino Fundamental e Médio para, no final do processo, terem uma chance de ouro de ingressar em grandes universidades.
Imagem de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Porém, o conhecimento não pode fugir da meritocracia. Aqueles que conseguem melhor desempenho, deveriam ter a melhor recompensa. Assim, o bom aluno não deve ser preterido, inferiorizado, por uma lei qualquer. Esses bons alunos serão provavelmente, no futuro, nossos pesquisadores de ponta. A distorção é absurda. Em vez de se favorecer a melhoria dos alunos com baixo desempenho, se cria uma lei para prejudicar os bons alunos!!! Que país é esse?...é a "Brasiuela".
terça-feira, 16 de outubro de 2012
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dia do Professor
Uma homenagem ao nosso dia...parabéns a todos os professores!!!
fonte: professor-adailtonbastos.blogspot.com.br
fonte: professor-adailtonbastos.blogspot.com.br
sábado, 13 de outubro de 2012
Piauí é rota do tráfico de animais silvestres
Fonte: diáriodopovo-pi.com.br
O Piauí continua a ser uma das principais rotas de captura de animais silvestres para o tráfico. De janeiro a setembro deste ano, a cada dia, pelo menos quatro animais oriundos de criatório irregular chegaram ao único centro receptador do Estado, mantido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama). Porém, o trabalho de preservação das espécies regrediu consideravelmente devido à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar) não assumir suas novas responsabilidades constitucionais. Trabalhos importantes que antes eram feitas pelo Ibama no Piauí, como a receptação de animais silvestres apreendidos em cativeiro e a autorização para criadouros regulares, por exemplo, deixaram de ser executados.
No mês de dezembro completa um ano que a Lei Complementar 140/2011 foi sancionada. Neste período, pouco ou quase nada foi feito para colocá-la em vigor no Piauí. As novas regras dividiram entre a federação, os Estados e municípios, as competências acerca da proteção dos animais e da vegetação dentro do território brasileiro. Pela lei, algumas atribuições antes executadas pelo Ibama foram repassadas aos órgãos estaduais de gestão ambiental. No Piauí, nem mesmo o acordo de cooperação técnica para a transição das atividades foi firmado entre a Semar e o Ibama, de mo-do que alguns trabalhos importantes para a preservação da fauna piauiense estão parados.
"Todos os dias recebemos demanda de solicitação para autorizar o funcionamento de criadouros regulares, por exemplo, e não podemos mais atender por conta da determinação legal. O que estamos fazendo é pedindo que os interessados procurem a Semar", exemplifica o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, Fabiano Pessoa.
Além da mudança na legislação, uma reforma no Cetas impede, atualmente, o centro de atender parte da demanda. Segundo Fabiano, os animais silvestres que chegam através de entrega espontânea - casos onde o criador irregular entrega o animal para se livrar das multas que podem variar de R$ 50 a R$ 5 mil, dependendo da espécie - não estão sendo aceitos. "A reforma deve terminar ainda este mês, porém, é preciso se pensar na construção de novos centros. Nossa capacidade é para atender cerca de 500 animais e nossa demanda anual é o triplo disso", diz. Segundo ele, pelas novas regras, o centro continua a funcionar, mas deve atender somente casos oriundos das demandas interestaduais e internacionais.
O Piauí continua a ser uma das principais rotas de captura de animais silvestres para o tráfico. De janeiro a setembro deste ano, a cada dia, pelo menos quatro animais oriundos de criatório irregular chegaram ao único centro receptador do Estado, mantido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama). Porém, o trabalho de preservação das espécies regrediu consideravelmente devido à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar) não assumir suas novas responsabilidades constitucionais. Trabalhos importantes que antes eram feitas pelo Ibama no Piauí, como a receptação de animais silvestres apreendidos em cativeiro e a autorização para criadouros regulares, por exemplo, deixaram de ser executados.
No mês de dezembro completa um ano que a Lei Complementar 140/2011 foi sancionada. Neste período, pouco ou quase nada foi feito para colocá-la em vigor no Piauí. As novas regras dividiram entre a federação, os Estados e municípios, as competências acerca da proteção dos animais e da vegetação dentro do território brasileiro. Pela lei, algumas atribuições antes executadas pelo Ibama foram repassadas aos órgãos estaduais de gestão ambiental. No Piauí, nem mesmo o acordo de cooperação técnica para a transição das atividades foi firmado entre a Semar e o Ibama, de mo-do que alguns trabalhos importantes para a preservação da fauna piauiense estão parados.
"Todos os dias recebemos demanda de solicitação para autorizar o funcionamento de criadouros regulares, por exemplo, e não podemos mais atender por conta da determinação legal. O que estamos fazendo é pedindo que os interessados procurem a Semar", exemplifica o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, Fabiano Pessoa.
Além da mudança na legislação, uma reforma no Cetas impede, atualmente, o centro de atender parte da demanda. Segundo Fabiano, os animais silvestres que chegam através de entrega espontânea - casos onde o criador irregular entrega o animal para se livrar das multas que podem variar de R$ 50 a R$ 5 mil, dependendo da espécie - não estão sendo aceitos. "A reforma deve terminar ainda este mês, porém, é preciso se pensar na construção de novos centros. Nossa capacidade é para atender cerca de 500 animais e nossa demanda anual é o triplo disso", diz. Segundo ele, pelas novas regras, o centro continua a funcionar, mas deve atender somente casos oriundos das demandas interestaduais e internacionais.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Estudantes do ITA desenvolvem aplicativos educativos
Por Nathalia Goulart (Veja online)
Encontrar aplicativos educativos em português para smartphones e tablets é um desafio para pais e professores – a maioria dos produtos ainda está disponível apenas em inglês. Para ajudar a mudar esse cenário, estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) receberam um desafio: criar jogos voltados ao público brasileiro que estimulem o conhecimento e, de quebra, ajudem a identificar transtornos de aprendizagem. Três grupos participaram da competição: os vencedores embarcam em janeiro para uma visita ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
A inciativa é do Instituto ABCD, que ajuda na identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O desafio de criar os apps foi proposto ao grupo ITAbits, formado por alunos da instituição de São José dos Campos; em cinco meses, três projetos finalizados foram apresentados. Para a produção dos programas, o iABCD ofereceu aos estudantes supervisão técnica devido à pouca familiaridade dos estudantes com assuntos pedagógicos. Mônica Weinstein, presidente do instituto, celebra o resultado. "Foi muito bom ver jovens tão talentosos engajados em trabalhar pela educação."
Éric Conrado e mais dois colegas, Márcio Paiva e Vitor Gonçalves, todos alunos do 2º ano de engenharia da computação, venceram o desafio e receberam nesta quarta-feira as passagens rumo aos famosos laboratórios do MIT. "Eu nunca havia experimentado unir tecnologia e educação e foi muito gratificante ver que o nosso trabalho deu certo. Daqui para frente, quero continuar nessa área", diz o jovem. Da viagem, o grupo pretende trazer muito conhecimento na bagagem. "Vamos visitar centros de excelência e queremos absorver toda a informação que conseguirmos."
O aplicativo desenvolvido por Éric, Márcio e Vitor foi batizado Aramumo e funciona como uma espécie de palavras cruzadas. Ao invés de completar as lacunas com letras, as crianças devem preenchê-los com sílabas até formar a palavra. As sílabas que vão formar o jogo ficam flutuando em bolhas espalhadas pela tela. "Nosso aplicativo ajuda no desenvolvimento e treinamento de ao menos quatro habilidades: separação silábica, ortografia, reconhecimento e memorização de sons e coordenação motora", explica Éric.
Encontrar aplicativos educativos em português para smartphones e tablets é um desafio para pais e professores – a maioria dos produtos ainda está disponível apenas em inglês. Para ajudar a mudar esse cenário, estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) receberam um desafio: criar jogos voltados ao público brasileiro que estimulem o conhecimento e, de quebra, ajudem a identificar transtornos de aprendizagem. Três grupos participaram da competição: os vencedores embarcam em janeiro para uma visita ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
A inciativa é do Instituto ABCD, que ajuda na identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O desafio de criar os apps foi proposto ao grupo ITAbits, formado por alunos da instituição de São José dos Campos; em cinco meses, três projetos finalizados foram apresentados. Para a produção dos programas, o iABCD ofereceu aos estudantes supervisão técnica devido à pouca familiaridade dos estudantes com assuntos pedagógicos. Mônica Weinstein, presidente do instituto, celebra o resultado. "Foi muito bom ver jovens tão talentosos engajados em trabalhar pela educação."
Éric Conrado e mais dois colegas, Márcio Paiva e Vitor Gonçalves, todos alunos do 2º ano de engenharia da computação, venceram o desafio e receberam nesta quarta-feira as passagens rumo aos famosos laboratórios do MIT. "Eu nunca havia experimentado unir tecnologia e educação e foi muito gratificante ver que o nosso trabalho deu certo. Daqui para frente, quero continuar nessa área", diz o jovem. Da viagem, o grupo pretende trazer muito conhecimento na bagagem. "Vamos visitar centros de excelência e queremos absorver toda a informação que conseguirmos."
O aplicativo desenvolvido por Éric, Márcio e Vitor foi batizado Aramumo e funciona como uma espécie de palavras cruzadas. Ao invés de completar as lacunas com letras, as crianças devem preenchê-los com sílabas até formar a palavra. As sílabas que vão formar o jogo ficam flutuando em bolhas espalhadas pela tela. "Nosso aplicativo ajuda no desenvolvimento e treinamento de ao menos quatro habilidades: separação silábica, ortografia, reconhecimento e memorização de sons e coordenação motora", explica Éric.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O celular e a compra de votos!!!
Por Clayton Ribeiro
O celular, uma ferramenta indispensável no mundo moderno, pode favorecer a corrupção eleitoral. No município de Altos, 40 km da capital, muitos eleitores venderam seus votos e, depois, filmaram o ato da votação de modo a garantir a fidelidade ao candidato que os comprou. Essa prática deve ter sido usada em muitos outros municípios e a tendência é que esse sistema de compra-e-venda de votos seja aprimorado.
O Tribunal Superior Eleitoral - TSE - proibiu o uso de celulares nas salas de votação, porém, a fiscalização não foi a contento. É preciso ficar de olho, para que não retorne a velha prática coronelística do "voto de cabresto".
O celular, uma ferramenta indispensável no mundo moderno, pode favorecer a corrupção eleitoral. No município de Altos, 40 km da capital, muitos eleitores venderam seus votos e, depois, filmaram o ato da votação de modo a garantir a fidelidade ao candidato que os comprou. Essa prática deve ter sido usada em muitos outros municípios e a tendência é que esse sistema de compra-e-venda de votos seja aprimorado.
O Tribunal Superior Eleitoral - TSE - proibiu o uso de celulares nas salas de votação, porém, a fiscalização não foi a contento. É preciso ficar de olho, para que não retorne a velha prática coronelística do "voto de cabresto".
terça-feira, 9 de outubro de 2012
E "a porca comeu", como surgiu essa expressão?
Por Clayton Ribeiro
Reza a lenda que a expressão "a porca comeu", referindo-se a uma derrota eleitoral, surgiu no município de Campo Maior, norte do Piauí, entre as décadas de 1950 e 1960. Segundo conta-se, um candidato com poucas chances de vencer honestamente o pleito escondeu uma urna cheia de votos favoráveis a ele próprio, com a intenção de trocá-la pela urna oficial no dia da eleição. Porém, algo deu muito errado. Uma porca encontrou a urna escondida em uma moita e a estraçalhou. Desse modo, o candidato corrupto perdeu a eleição, porém, ficou eternizado no folclore político piauiense.
Imagem do terror dos políticos corruptos do Piauí, fonte: www.grupovirtualadv.blogspot.com
Hoje, a expressão "a porca comeu" é usada em qualquer contexto de derrota eleitoral, como uma espécie de vingança contra a classe política ou contra um grupo rival. No entanto, essa forma de depreciação da política é, de certo modo, negativa. A política deve ser vista como um campo de resolução de problemas e de diálogo. Corrupção política existe desde que o homem apareceu na Terra, ou seja, não é algo exclusivo da democracia. Por outro lado, a derrota eleitoral é um acontecimento corriqueiro, banal...portanto, não é humilhação perder um pleito. É bom lembrar que muitos candidatos bons não ganham eleição...assim tem muito "eleitor-mula" também...que escolhe mau seus representantes...
E o Eleitor-Mula? Fonte: www.fotosdahora.com.br
Desse modo, vamos torcer pela "porca comedora" contra aqueles políticos que realmente tentam manipular o resultado das eleições de modo fraudulento ou algo parecido. Um abraço.
Fonte de pesquisa: artigo encontrado no sítio www.advivo.com.br/blog/luisnassif/
Reza a lenda que a expressão "a porca comeu", referindo-se a uma derrota eleitoral, surgiu no município de Campo Maior, norte do Piauí, entre as décadas de 1950 e 1960. Segundo conta-se, um candidato com poucas chances de vencer honestamente o pleito escondeu uma urna cheia de votos favoráveis a ele próprio, com a intenção de trocá-la pela urna oficial no dia da eleição. Porém, algo deu muito errado. Uma porca encontrou a urna escondida em uma moita e a estraçalhou. Desse modo, o candidato corrupto perdeu a eleição, porém, ficou eternizado no folclore político piauiense.
Imagem do terror dos políticos corruptos do Piauí, fonte: www.grupovirtualadv.blogspot.com
Hoje, a expressão "a porca comeu" é usada em qualquer contexto de derrota eleitoral, como uma espécie de vingança contra a classe política ou contra um grupo rival. No entanto, essa forma de depreciação da política é, de certo modo, negativa. A política deve ser vista como um campo de resolução de problemas e de diálogo. Corrupção política existe desde que o homem apareceu na Terra, ou seja, não é algo exclusivo da democracia. Por outro lado, a derrota eleitoral é um acontecimento corriqueiro, banal...portanto, não é humilhação perder um pleito. É bom lembrar que muitos candidatos bons não ganham eleição...assim tem muito "eleitor-mula" também...que escolhe mau seus representantes...
E o Eleitor-Mula? Fonte: www.fotosdahora.com.br
Desse modo, vamos torcer pela "porca comedora" contra aqueles políticos que realmente tentam manipular o resultado das eleições de modo fraudulento ou algo parecido. Um abraço.
Fonte de pesquisa: artigo encontrado no sítio www.advivo.com.br/blog/luisnassif/
sábado, 6 de outubro de 2012
Grécia Antiga: origem da democracia.
Por Clayton Ribeiro
Os princípios básicos da democracia antiga foram implantados pelo grego Sólon em 594 a.C.. Atenas, principal cidade grega da antiguidade, estava à beira de uma guerra civil. Grandes proprietários de terras estavam escravizando o povo ateniense por dívidas no campo. O povo se revoltou. Sólon, homem público bem quisto em toda a cidade, foi chamado para mediar o conflito. Desse modo, Sólon mudou a legislação de Atenas, trazendo benefícios para ambos os lados em disputa, evitando assim a guerra interna.
Imagem de Sólon, fonte: www.quemdisse.com.br
Como resultado, temos a criação dos princípios básicos da democracia antiga e do republicanismo. Vejamos alguns elementos da reforma política soloniana: a)isonomia jurídica, ou seja, os pobres passaram a ter o direito de processar os ricos; b)cidadania, nenhum cidadão poderia mais perder esse status, ou seja, passar de cidadão a escravo ou pária; c)divisão do poder, o povo pobre passou a participar do poder político de Atenas, não somente escolhendo seus representantes, mas decidindo sobre os assuntos relevantes da cidade (polis).
Posteriormente, esses princípios seriam adotados pelos democratas (Clístenes e Péricles), pelos republicanos (platônicos ou não) e pelos defensores do governo misto (Aristóteles). Assim, em sua origem, a democracia não é apenas o governo da maioria, mas o governo da mediação e da inclusão dos mais frágeis na polis. um abraço.
Os princípios básicos da democracia antiga foram implantados pelo grego Sólon em 594 a.C.. Atenas, principal cidade grega da antiguidade, estava à beira de uma guerra civil. Grandes proprietários de terras estavam escravizando o povo ateniense por dívidas no campo. O povo se revoltou. Sólon, homem público bem quisto em toda a cidade, foi chamado para mediar o conflito. Desse modo, Sólon mudou a legislação de Atenas, trazendo benefícios para ambos os lados em disputa, evitando assim a guerra interna.
Imagem de Sólon, fonte: www.quemdisse.com.br
Como resultado, temos a criação dos princípios básicos da democracia antiga e do republicanismo. Vejamos alguns elementos da reforma política soloniana: a)isonomia jurídica, ou seja, os pobres passaram a ter o direito de processar os ricos; b)cidadania, nenhum cidadão poderia mais perder esse status, ou seja, passar de cidadão a escravo ou pária; c)divisão do poder, o povo pobre passou a participar do poder político de Atenas, não somente escolhendo seus representantes, mas decidindo sobre os assuntos relevantes da cidade (polis).
Posteriormente, esses princípios seriam adotados pelos democratas (Clístenes e Péricles), pelos republicanos (platônicos ou não) e pelos defensores do governo misto (Aristóteles). Assim, em sua origem, a democracia não é apenas o governo da maioria, mas o governo da mediação e da inclusão dos mais frágeis na polis. um abraço.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Maioria dos brasileiros não lê para as crianças, revela Datafolha
Fonte: Folha.uol.com.br
Apesar de 96% da população brasileira considerar importante incentivar crianças de até cinco anos a gostar de ler, apenas 37% leem para elas, revela pesquisa feita pelo Datafolha e pela Fundação Itaú Social, em agosto, que entrevistou 2074 pessoas em 133 cidades de todo país.
Entre os que responderam a favor da leitura, cerca de 54% afirmam que o hábito contribui para o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças. A segunda razão mais votada para acreditar na importância da prática são os benefícios para a formação educacional e o gosto pelos livros. Apenas 9% consideram que a leitura ajuda na preparação para o mercado de trabalho
As mulheres adultas, com idade entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C e com ensino médio e superior são as que mais leem para os filhos, seguidas pelos pais. Já nas classes menos favorecidas, as professoras são as grandes responsáveis pelo incentivo à leitura.
Cerca de um quarto dos brasileiros com 16 anos ou mais, costumam ler semanalmente para crianças.
Para ajudar no incremento desses números, o programa Itaú Criança lançou ontem (2/10) uma campanha que pretende distribuir gratuitamente até 7 milhões de livros.
Serão oferecidos três títulos indicados por especialistas: "Lino", de André Neves (editora Callis); "Poesia na Varanda", de Sônia Junqueira (editora Autêntica); e "O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado", de Don e Audrey Wood (editora Brinque-Book).
Os interessados em contribuir com a mobilização podem acessar as coleções por meio do site ou receber o material gratuitamente pelos Correios, após realizar o cadastro on-line.
"A ideia é que a causa seja valorizada para que mais pessoas conheçam a importância de incentivar a criança a descobrir o prazer da leitura", diz Valéria Veiga Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social. " Convidamos a sociedade a participar, e os livros são uma forma de concretizar esse pedido."
Apesar de 96% da população brasileira considerar importante incentivar crianças de até cinco anos a gostar de ler, apenas 37% leem para elas, revela pesquisa feita pelo Datafolha e pela Fundação Itaú Social, em agosto, que entrevistou 2074 pessoas em 133 cidades de todo país.
Entre os que responderam a favor da leitura, cerca de 54% afirmam que o hábito contribui para o desenvolvimento intelectual e cultural das crianças. A segunda razão mais votada para acreditar na importância da prática são os benefícios para a formação educacional e o gosto pelos livros. Apenas 9% consideram que a leitura ajuda na preparação para o mercado de trabalho
As mulheres adultas, com idade entre 25 e 44 anos, das classes A, B e C e com ensino médio e superior são as que mais leem para os filhos, seguidas pelos pais. Já nas classes menos favorecidas, as professoras são as grandes responsáveis pelo incentivo à leitura.
Cerca de um quarto dos brasileiros com 16 anos ou mais, costumam ler semanalmente para crianças.
Para ajudar no incremento desses números, o programa Itaú Criança lançou ontem (2/10) uma campanha que pretende distribuir gratuitamente até 7 milhões de livros.
Serão oferecidos três títulos indicados por especialistas: "Lino", de André Neves (editora Callis); "Poesia na Varanda", de Sônia Junqueira (editora Autêntica); e "O Ratinho, o Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado", de Don e Audrey Wood (editora Brinque-Book).
Os interessados em contribuir com a mobilização podem acessar as coleções por meio do site ou receber o material gratuitamente pelos Correios, após realizar o cadastro on-line.
"A ideia é que a causa seja valorizada para que mais pessoas conheçam a importância de incentivar a criança a descobrir o prazer da leitura", diz Valéria Veiga Riccomini, diretora da Fundação Itaú Social. " Convidamos a sociedade a participar, e os livros são uma forma de concretizar esse pedido."
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Morre o historiador britânico Eric Hobsbawm
Por Clayton Ribeiro
O historiador britânico Eric Hobsbawm, nascido em 1917, considerado um dos mais maiores historiadores do século XX, morreu nesta segunda-feira aos 95 anos de idade. A causa da morte foi uma pneumonia.
Imagem de Eric Hobsbawm, fonte: www.aristaire.blogspot.com
Marxista, Eric Hobsbawm é leitura obrigatória entre os alunos do curso de História. Com uma narrativa objetiva e clara, estilo inglês, seus livros se tornaram referência no mundo inteiro. Provavelmente você já deve ter lido ou visto alguns desses títulos: "A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios", "Era dos Extremos", "Sobre História História Social do Jazz", entre outras obras. Enfim, a grande temática de Hobsbawm foi a política do século XIX-XX.
O historiador britânico Eric Hobsbawm, nascido em 1917, considerado um dos mais maiores historiadores do século XX, morreu nesta segunda-feira aos 95 anos de idade. A causa da morte foi uma pneumonia.
Imagem de Eric Hobsbawm, fonte: www.aristaire.blogspot.com
Marxista, Eric Hobsbawm é leitura obrigatória entre os alunos do curso de História. Com uma narrativa objetiva e clara, estilo inglês, seus livros se tornaram referência no mundo inteiro. Provavelmente você já deve ter lido ou visto alguns desses títulos: "A Era das Revoluções", "A Era do Capital", "A Era dos Impérios", "Era dos Extremos", "Sobre História História Social do Jazz", entre outras obras. Enfim, a grande temática de Hobsbawm foi a política do século XIX-XX.
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