Por Clayton Ribeiro
Hoje, no dia do Piauí, temos muito o que comemorar, sem ironia. Quando fui morar em Minas Gerais, em 1995, o Estado era o pior entre todos da federação, isso levando-se em conta os mais variados índices que a imaginação humana pode criar. Nesse ano (1995), cerca de 70% dos piauienses eram iletrados, os antigos analfabetos; os sertanejos, em sua grande maioria, moravam em casas de pau a pique. Energia, só tinha aquela que faz o sertanejo movimentar as pernas pra frente atrás de um tatu ou de um preá. Em termos de alimentação, vivia-se na Era da Mandioca; ou seja, todas as refeições, quando tinha, giravam sob o domínio dessa planta-salvação. As crianças pareciam ET's de Varginha, cabeça e barriga grande, pés e mãos finos. Não havia tanto sofrimento, os que adoeciam, morriam rápido e aliviados.
Imagem da mandioca. Crédito da imagem: http://blogsementesagrada.blogspot.com.br/
Porém, a realidade atual é completamente diferente. A fome já não incomoda tanto, pelo menos deixou de ser 24h por dia; as casas não são mais de barro, em sua esmagadora maioria. O iletramento e a mortalidade infantil estão em níveis muito baixo. Universidade de qualidade pode ser encontrada perto de todos os piauienses. A região sul, deixou de ser problema, agora é solução. O agronegócio e a exploração mineral vão nos garantir um desenvolvimento seguro e constante. As escolas técnicas (Instituto Federal do Piauí) estão presente de norte a sul e em expansão. Nossas estradas já não são as piores do Brasil.
Cânyon do Poti, no município de Castelo do Piuaí. Crédito da imagem: piauiterradosol.blogspot.com
É claro, falta ainda organizar nossos pontos turísticos. São Raimundo Nonato grita por socorro, por investimento. E o Canyon do Poty em Castelo do Piauí, nem acesso foi feito. No litoral, tudo continua do mesmo jeito: lixo a céu aberto, muito apagão e água mineral. E as praias? Eu quase morri afogado em Barra Grande. Deveria ter alguém, pelo menos, para resgatar o corpo pro enterro, para não ficar incomodado os outros banhistas.
Como se vê, o Piauí merece comemorar muito hoje, parabéns terra querida!!!
sexta-feira, 19 de outubro de 2012
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Pau de arara ou o abandono dos sertanejos.
Por Clayton Ribeiro
Se existe uma instituição democrática no Piauí, de norte a sul, é com certeza o pau de arara. Em minhas viagens de Teresina a Uruçuí, no sul, e de Teresina a Piripiri, no norte, sempre encontro mais do mesmo: o velho transporte coletivo, popular, ventilado, barato, objetivo. De tão popular, o pau de arara já se tornou invisível. Ele é quase um pé de pequi no Cerrado ou um coqueiro na praia. Figuras banais e paisagísticas. Muitos casamentos aconteceram por causa dele. Lado a lado, olho no olho, conversa vai, conserva vem; de repente...começa um romance. Eu me pergunto: quantas dívidas com Deus não foram pagas por meio desse transporte coletivo nas romarias para o Juazeiro do Norte, no Ceará, ou, no Piauí, em Santa Cruz dos Milagres, 180km de Teresina? Bom, até parece uma coisa boa, mas só parece...
Imagem do pau de arara, crédito da imagem: wikipédia.
Na verdade, o pau de arara é o símbolo do abandono de um povo, de uma gente simples, sofredora. Mesmo as raças bovina, suína e equina, quando transportadas, são melhor tratadas. Há uma preocupação com o excesso de estresse desses animais. Em suma, o pau de arara não é presença, é ausência...
Os prefeitos, os maiores responsáveis pela manutenção desse sistema de transporte arcaico, juntamente com o governo estadual - outro irresponsável-, colaboram, ambos, para a perpetuação do pau de arara. Ora, como depois de décadas, viagens entre cidades não viraram linhas de coletivo? Caminhões improvisados não viraram ônibus ou vans? Transportados não viraram passageiros? Por que a lona não virou cobertura?
O transporte intermunicipal é de interesse público, não somente das linhas que dão retorno financeiro. Quando não há esse estímulo privado, o governo obrigatória - e moralmente - deveria assumir tal serviço. Mas, em época de eleição...vc lembra de ter visto gente sendo carregada de pau de arara? Eu não lembro...nesse período, vans cortaram as estradas de terra com passageiros-eleitores...a paisagem muda. Assim, fica claro que o problema é de vontade política. No fundo, o invisível da história não é o pau de arara, mas o cidadão.
Obs: Segundo Câmara Cascudo, pesquisador da cultura popular, o termo pau de arara faz alusão à prática de se carregar papagaios e araras em varas, amarrados, alvoroçados, frenéticos.
Se existe uma instituição democrática no Piauí, de norte a sul, é com certeza o pau de arara. Em minhas viagens de Teresina a Uruçuí, no sul, e de Teresina a Piripiri, no norte, sempre encontro mais do mesmo: o velho transporte coletivo, popular, ventilado, barato, objetivo. De tão popular, o pau de arara já se tornou invisível. Ele é quase um pé de pequi no Cerrado ou um coqueiro na praia. Figuras banais e paisagísticas. Muitos casamentos aconteceram por causa dele. Lado a lado, olho no olho, conversa vai, conserva vem; de repente...começa um romance. Eu me pergunto: quantas dívidas com Deus não foram pagas por meio desse transporte coletivo nas romarias para o Juazeiro do Norte, no Ceará, ou, no Piauí, em Santa Cruz dos Milagres, 180km de Teresina? Bom, até parece uma coisa boa, mas só parece...
Imagem do pau de arara, crédito da imagem: wikipédia.
Na verdade, o pau de arara é o símbolo do abandono de um povo, de uma gente simples, sofredora. Mesmo as raças bovina, suína e equina, quando transportadas, são melhor tratadas. Há uma preocupação com o excesso de estresse desses animais. Em suma, o pau de arara não é presença, é ausência...
Os prefeitos, os maiores responsáveis pela manutenção desse sistema de transporte arcaico, juntamente com o governo estadual - outro irresponsável-, colaboram, ambos, para a perpetuação do pau de arara. Ora, como depois de décadas, viagens entre cidades não viraram linhas de coletivo? Caminhões improvisados não viraram ônibus ou vans? Transportados não viraram passageiros? Por que a lona não virou cobertura?
O transporte intermunicipal é de interesse público, não somente das linhas que dão retorno financeiro. Quando não há esse estímulo privado, o governo obrigatória - e moralmente - deveria assumir tal serviço. Mas, em época de eleição...vc lembra de ter visto gente sendo carregada de pau de arara? Eu não lembro...nesse período, vans cortaram as estradas de terra com passageiros-eleitores...a paisagem muda. Assim, fica claro que o problema é de vontade política. No fundo, o invisível da história não é o pau de arara, mas o cidadão.
Obs: Segundo Câmara Cascudo, pesquisador da cultura popular, o termo pau de arara faz alusão à prática de se carregar papagaios e araras em varas, amarrados, alvoroçados, frenéticos.
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Dez mandamentos do político brasileiro
Crédito: miriamcafecompimenta.blogspot.com.br/
OS 10 MANDAMENTOS DO POLÍTICO BRASILEIRO
1-ESTAR SEMPRE COM O GOVERNO.
2-O IMPORTANTE NÃO É O FATO, É A VERSÃO.
3-AOS INIMIGOS, QUANDO ESTÃO NO PODER, NÃO SE PEDE NADA; SÓ DEMISSÃO.
4-PARA OS AMIGOS, TUDO. PARA OS INIMIGOS, A LEI.
5-RESPEITAR, ACIMA DE TUDO, O PADRE QUE CONSEGUE VOTOS; O JUIZ, QUE PROCLAMA O ELEITO; E O SOLDADO, QUE GARANTE A POSSE.
6-POVO É ÓTIMO VISTO DO PALANQUE.
7-VOTO COMPRADO NÃO É ATRASO, É PROGRESSO; SE É COMPRADO, É PORQUE TEM VALOR.
8-EM BRIGA DE POLITICO OS DOIS PERDEM.
9-MAIS VALE QUEM O GOVERNO AJUDA DO QUE QUEM CEDO MADRUGA.
10-CONVERSA DE MAIS DE DOIS É COMICIO.
Crédito: miriamcafecompimenta.blogspot.com.br/
terça-feira, 16 de outubro de 2012
Lei de Cotas, populismo e a meritocracia.
Por Clayton Ribeiro
No dia 15 de outubro deste mês, ontem, a presidente Dilma sancionou mais uma lei favorável ao ingresso de estudantes afro-descendentes e de alunos da rede pública de ensino em universidades públicas por meio do sistema de cotas.
Pela nova lei, até 2016, 50% das vagas disponíveis para o Ensino Superior em instituições federais serão destinadas a alunos cotistas. Metade dessas vagas ficarão à disposição de alunos negros e, a outra metade, para alunos de escolas publicas. Isso é justo?
Não. O ensino público brasileiro cobre praticamente 100% das nossas crianças. Logo, o racismo não exclui brasileiros do Ensino Fundamental e nem do Ensino Médio. Na verdade, excludente é a qualidade do ensino público. Alunos egressos desse sistema não sabem, após 10 anos de estudo, interpretar, escrever um texto básico (introdução, desenvolvimento e conclusão), entre outras coisas. Ou seja, a lei de Cotas opera milagres? Não.
Desse modo, a nova lei tem o duplo objetivo: esconder a falta de qualidade do ensino público e, paralelamente, agradar aos mais prejudicados com o crime de abandono da educação pública, o aluno pobre ou de classe média baixa. Isso deu certo com Hugo Chávez, na Venezuela. Lá foram adotadas práticas semelhantes. O povo ficou feliz, os intelectuais também. Estes últimos afirmam que foi dado mais um passo para a superação de uma dívida histórica com os negros, indígenas, e seus descendentes. Porém, essa medida populista é uma falsa ajuda. Durante anos, os alunos ficam abandonados no Ensino Fundamental e Médio para, no final do processo, terem uma chance de ouro de ingressar em grandes universidades.
Imagem de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Porém, o conhecimento não pode fugir da meritocracia. Aqueles que conseguem melhor desempenho, deveriam ter a melhor recompensa. Assim, o bom aluno não deve ser preterido, inferiorizado, por uma lei qualquer. Esses bons alunos serão provavelmente, no futuro, nossos pesquisadores de ponta. A distorção é absurda. Em vez de se favorecer a melhoria dos alunos com baixo desempenho, se cria uma lei para prejudicar os bons alunos!!! Que país é esse?...é a "Brasiuela".
No dia 15 de outubro deste mês, ontem, a presidente Dilma sancionou mais uma lei favorável ao ingresso de estudantes afro-descendentes e de alunos da rede pública de ensino em universidades públicas por meio do sistema de cotas.
Pela nova lei, até 2016, 50% das vagas disponíveis para o Ensino Superior em instituições federais serão destinadas a alunos cotistas. Metade dessas vagas ficarão à disposição de alunos negros e, a outra metade, para alunos de escolas publicas. Isso é justo?
Não. O ensino público brasileiro cobre praticamente 100% das nossas crianças. Logo, o racismo não exclui brasileiros do Ensino Fundamental e nem do Ensino Médio. Na verdade, excludente é a qualidade do ensino público. Alunos egressos desse sistema não sabem, após 10 anos de estudo, interpretar, escrever um texto básico (introdução, desenvolvimento e conclusão), entre outras coisas. Ou seja, a lei de Cotas opera milagres? Não.
Desse modo, a nova lei tem o duplo objetivo: esconder a falta de qualidade do ensino público e, paralelamente, agradar aos mais prejudicados com o crime de abandono da educação pública, o aluno pobre ou de classe média baixa. Isso deu certo com Hugo Chávez, na Venezuela. Lá foram adotadas práticas semelhantes. O povo ficou feliz, os intelectuais também. Estes últimos afirmam que foi dado mais um passo para a superação de uma dívida histórica com os negros, indígenas, e seus descendentes. Porém, essa medida populista é uma falsa ajuda. Durante anos, os alunos ficam abandonados no Ensino Fundamental e Médio para, no final do processo, terem uma chance de ouro de ingressar em grandes universidades.
Imagem de Hugo Chávez, presidente da Venezuela. Fonte: ultimosegundo.ig.com.br
Porém, o conhecimento não pode fugir da meritocracia. Aqueles que conseguem melhor desempenho, deveriam ter a melhor recompensa. Assim, o bom aluno não deve ser preterido, inferiorizado, por uma lei qualquer. Esses bons alunos serão provavelmente, no futuro, nossos pesquisadores de ponta. A distorção é absurda. Em vez de se favorecer a melhoria dos alunos com baixo desempenho, se cria uma lei para prejudicar os bons alunos!!! Que país é esse?...é a "Brasiuela".
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Dia do Professor
Uma homenagem ao nosso dia...parabéns a todos os professores!!!
fonte: professor-adailtonbastos.blogspot.com.br
fonte: professor-adailtonbastos.blogspot.com.br
sábado, 13 de outubro de 2012
Piauí é rota do tráfico de animais silvestres
Fonte: diáriodopovo-pi.com.br
O Piauí continua a ser uma das principais rotas de captura de animais silvestres para o tráfico. De janeiro a setembro deste ano, a cada dia, pelo menos quatro animais oriundos de criatório irregular chegaram ao único centro receptador do Estado, mantido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama). Porém, o trabalho de preservação das espécies regrediu consideravelmente devido à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar) não assumir suas novas responsabilidades constitucionais. Trabalhos importantes que antes eram feitas pelo Ibama no Piauí, como a receptação de animais silvestres apreendidos em cativeiro e a autorização para criadouros regulares, por exemplo, deixaram de ser executados.
No mês de dezembro completa um ano que a Lei Complementar 140/2011 foi sancionada. Neste período, pouco ou quase nada foi feito para colocá-la em vigor no Piauí. As novas regras dividiram entre a federação, os Estados e municípios, as competências acerca da proteção dos animais e da vegetação dentro do território brasileiro. Pela lei, algumas atribuições antes executadas pelo Ibama foram repassadas aos órgãos estaduais de gestão ambiental. No Piauí, nem mesmo o acordo de cooperação técnica para a transição das atividades foi firmado entre a Semar e o Ibama, de mo-do que alguns trabalhos importantes para a preservação da fauna piauiense estão parados.
"Todos os dias recebemos demanda de solicitação para autorizar o funcionamento de criadouros regulares, por exemplo, e não podemos mais atender por conta da determinação legal. O que estamos fazendo é pedindo que os interessados procurem a Semar", exemplifica o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, Fabiano Pessoa.
Além da mudança na legislação, uma reforma no Cetas impede, atualmente, o centro de atender parte da demanda. Segundo Fabiano, os animais silvestres que chegam através de entrega espontânea - casos onde o criador irregular entrega o animal para se livrar das multas que podem variar de R$ 50 a R$ 5 mil, dependendo da espécie - não estão sendo aceitos. "A reforma deve terminar ainda este mês, porém, é preciso se pensar na construção de novos centros. Nossa capacidade é para atender cerca de 500 animais e nossa demanda anual é o triplo disso", diz. Segundo ele, pelas novas regras, o centro continua a funcionar, mas deve atender somente casos oriundos das demandas interestaduais e internacionais.
O Piauí continua a ser uma das principais rotas de captura de animais silvestres para o tráfico. De janeiro a setembro deste ano, a cada dia, pelo menos quatro animais oriundos de criatório irregular chegaram ao único centro receptador do Estado, mantido pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Ibama). Porém, o trabalho de preservação das espécies regrediu consideravelmente devido à Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Semar) não assumir suas novas responsabilidades constitucionais. Trabalhos importantes que antes eram feitas pelo Ibama no Piauí, como a receptação de animais silvestres apreendidos em cativeiro e a autorização para criadouros regulares, por exemplo, deixaram de ser executados.
No mês de dezembro completa um ano que a Lei Complementar 140/2011 foi sancionada. Neste período, pouco ou quase nada foi feito para colocá-la em vigor no Piauí. As novas regras dividiram entre a federação, os Estados e municípios, as competências acerca da proteção dos animais e da vegetação dentro do território brasileiro. Pela lei, algumas atribuições antes executadas pelo Ibama foram repassadas aos órgãos estaduais de gestão ambiental. No Piauí, nem mesmo o acordo de cooperação técnica para a transição das atividades foi firmado entre a Semar e o Ibama, de mo-do que alguns trabalhos importantes para a preservação da fauna piauiense estão parados.
"Todos os dias recebemos demanda de solicitação para autorizar o funcionamento de criadouros regulares, por exemplo, e não podemos mais atender por conta da determinação legal. O que estamos fazendo é pedindo que os interessados procurem a Semar", exemplifica o coordenador do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) do Ibama, Fabiano Pessoa.
Além da mudança na legislação, uma reforma no Cetas impede, atualmente, o centro de atender parte da demanda. Segundo Fabiano, os animais silvestres que chegam através de entrega espontânea - casos onde o criador irregular entrega o animal para se livrar das multas que podem variar de R$ 50 a R$ 5 mil, dependendo da espécie - não estão sendo aceitos. "A reforma deve terminar ainda este mês, porém, é preciso se pensar na construção de novos centros. Nossa capacidade é para atender cerca de 500 animais e nossa demanda anual é o triplo disso", diz. Segundo ele, pelas novas regras, o centro continua a funcionar, mas deve atender somente casos oriundos das demandas interestaduais e internacionais.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Estudantes do ITA desenvolvem aplicativos educativos
Por Nathalia Goulart (Veja online)
Encontrar aplicativos educativos em português para smartphones e tablets é um desafio para pais e professores – a maioria dos produtos ainda está disponível apenas em inglês. Para ajudar a mudar esse cenário, estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) receberam um desafio: criar jogos voltados ao público brasileiro que estimulem o conhecimento e, de quebra, ajudem a identificar transtornos de aprendizagem. Três grupos participaram da competição: os vencedores embarcam em janeiro para uma visita ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
A inciativa é do Instituto ABCD, que ajuda na identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O desafio de criar os apps foi proposto ao grupo ITAbits, formado por alunos da instituição de São José dos Campos; em cinco meses, três projetos finalizados foram apresentados. Para a produção dos programas, o iABCD ofereceu aos estudantes supervisão técnica devido à pouca familiaridade dos estudantes com assuntos pedagógicos. Mônica Weinstein, presidente do instituto, celebra o resultado. "Foi muito bom ver jovens tão talentosos engajados em trabalhar pela educação."
Éric Conrado e mais dois colegas, Márcio Paiva e Vitor Gonçalves, todos alunos do 2º ano de engenharia da computação, venceram o desafio e receberam nesta quarta-feira as passagens rumo aos famosos laboratórios do MIT. "Eu nunca havia experimentado unir tecnologia e educação e foi muito gratificante ver que o nosso trabalho deu certo. Daqui para frente, quero continuar nessa área", diz o jovem. Da viagem, o grupo pretende trazer muito conhecimento na bagagem. "Vamos visitar centros de excelência e queremos absorver toda a informação que conseguirmos."
O aplicativo desenvolvido por Éric, Márcio e Vitor foi batizado Aramumo e funciona como uma espécie de palavras cruzadas. Ao invés de completar as lacunas com letras, as crianças devem preenchê-los com sílabas até formar a palavra. As sílabas que vão formar o jogo ficam flutuando em bolhas espalhadas pela tela. "Nosso aplicativo ajuda no desenvolvimento e treinamento de ao menos quatro habilidades: separação silábica, ortografia, reconhecimento e memorização de sons e coordenação motora", explica Éric.
Encontrar aplicativos educativos em português para smartphones e tablets é um desafio para pais e professores – a maioria dos produtos ainda está disponível apenas em inglês. Para ajudar a mudar esse cenário, estudantes do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) receberam um desafio: criar jogos voltados ao público brasileiro que estimulem o conhecimento e, de quebra, ajudem a identificar transtornos de aprendizagem. Três grupos participaram da competição: os vencedores embarcam em janeiro para uma visita ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).
A inciativa é do Instituto ABCD, que ajuda na identificação e tratamento de distúrbios de aprendizagem como dislexia, discalculia e transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). O desafio de criar os apps foi proposto ao grupo ITAbits, formado por alunos da instituição de São José dos Campos; em cinco meses, três projetos finalizados foram apresentados. Para a produção dos programas, o iABCD ofereceu aos estudantes supervisão técnica devido à pouca familiaridade dos estudantes com assuntos pedagógicos. Mônica Weinstein, presidente do instituto, celebra o resultado. "Foi muito bom ver jovens tão talentosos engajados em trabalhar pela educação."
Éric Conrado e mais dois colegas, Márcio Paiva e Vitor Gonçalves, todos alunos do 2º ano de engenharia da computação, venceram o desafio e receberam nesta quarta-feira as passagens rumo aos famosos laboratórios do MIT. "Eu nunca havia experimentado unir tecnologia e educação e foi muito gratificante ver que o nosso trabalho deu certo. Daqui para frente, quero continuar nessa área", diz o jovem. Da viagem, o grupo pretende trazer muito conhecimento na bagagem. "Vamos visitar centros de excelência e queremos absorver toda a informação que conseguirmos."
O aplicativo desenvolvido por Éric, Márcio e Vitor foi batizado Aramumo e funciona como uma espécie de palavras cruzadas. Ao invés de completar as lacunas com letras, as crianças devem preenchê-los com sílabas até formar a palavra. As sílabas que vão formar o jogo ficam flutuando em bolhas espalhadas pela tela. "Nosso aplicativo ajuda no desenvolvimento e treinamento de ao menos quatro habilidades: separação silábica, ortografia, reconhecimento e memorização de sons e coordenação motora", explica Éric.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O celular e a compra de votos!!!
Por Clayton Ribeiro
O celular, uma ferramenta indispensável no mundo moderno, pode favorecer a corrupção eleitoral. No município de Altos, 40 km da capital, muitos eleitores venderam seus votos e, depois, filmaram o ato da votação de modo a garantir a fidelidade ao candidato que os comprou. Essa prática deve ter sido usada em muitos outros municípios e a tendência é que esse sistema de compra-e-venda de votos seja aprimorado.
O Tribunal Superior Eleitoral - TSE - proibiu o uso de celulares nas salas de votação, porém, a fiscalização não foi a contento. É preciso ficar de olho, para que não retorne a velha prática coronelística do "voto de cabresto".
O celular, uma ferramenta indispensável no mundo moderno, pode favorecer a corrupção eleitoral. No município de Altos, 40 km da capital, muitos eleitores venderam seus votos e, depois, filmaram o ato da votação de modo a garantir a fidelidade ao candidato que os comprou. Essa prática deve ter sido usada em muitos outros municípios e a tendência é que esse sistema de compra-e-venda de votos seja aprimorado.
O Tribunal Superior Eleitoral - TSE - proibiu o uso de celulares nas salas de votação, porém, a fiscalização não foi a contento. É preciso ficar de olho, para que não retorne a velha prática coronelística do "voto de cabresto".
terça-feira, 9 de outubro de 2012
E "a porca comeu", como surgiu essa expressão?
Por Clayton Ribeiro
Reza a lenda que a expressão "a porca comeu", referindo-se a uma derrota eleitoral, surgiu no município de Campo Maior, norte do Piauí, entre as décadas de 1950 e 1960. Segundo conta-se, um candidato com poucas chances de vencer honestamente o pleito escondeu uma urna cheia de votos favoráveis a ele próprio, com a intenção de trocá-la pela urna oficial no dia da eleição. Porém, algo deu muito errado. Uma porca encontrou a urna escondida em uma moita e a estraçalhou. Desse modo, o candidato corrupto perdeu a eleição, porém, ficou eternizado no folclore político piauiense.
Imagem do terror dos políticos corruptos do Piauí, fonte: www.grupovirtualadv.blogspot.com
Hoje, a expressão "a porca comeu" é usada em qualquer contexto de derrota eleitoral, como uma espécie de vingança contra a classe política ou contra um grupo rival. No entanto, essa forma de depreciação da política é, de certo modo, negativa. A política deve ser vista como um campo de resolução de problemas e de diálogo. Corrupção política existe desde que o homem apareceu na Terra, ou seja, não é algo exclusivo da democracia. Por outro lado, a derrota eleitoral é um acontecimento corriqueiro, banal...portanto, não é humilhação perder um pleito. É bom lembrar que muitos candidatos bons não ganham eleição...assim tem muito "eleitor-mula" também...que escolhe mau seus representantes...
E o Eleitor-Mula? Fonte: www.fotosdahora.com.br
Desse modo, vamos torcer pela "porca comedora" contra aqueles políticos que realmente tentam manipular o resultado das eleições de modo fraudulento ou algo parecido. Um abraço.
Fonte de pesquisa: artigo encontrado no sítio www.advivo.com.br/blog/luisnassif/
Reza a lenda que a expressão "a porca comeu", referindo-se a uma derrota eleitoral, surgiu no município de Campo Maior, norte do Piauí, entre as décadas de 1950 e 1960. Segundo conta-se, um candidato com poucas chances de vencer honestamente o pleito escondeu uma urna cheia de votos favoráveis a ele próprio, com a intenção de trocá-la pela urna oficial no dia da eleição. Porém, algo deu muito errado. Uma porca encontrou a urna escondida em uma moita e a estraçalhou. Desse modo, o candidato corrupto perdeu a eleição, porém, ficou eternizado no folclore político piauiense.
Imagem do terror dos políticos corruptos do Piauí, fonte: www.grupovirtualadv.blogspot.com
Hoje, a expressão "a porca comeu" é usada em qualquer contexto de derrota eleitoral, como uma espécie de vingança contra a classe política ou contra um grupo rival. No entanto, essa forma de depreciação da política é, de certo modo, negativa. A política deve ser vista como um campo de resolução de problemas e de diálogo. Corrupção política existe desde que o homem apareceu na Terra, ou seja, não é algo exclusivo da democracia. Por outro lado, a derrota eleitoral é um acontecimento corriqueiro, banal...portanto, não é humilhação perder um pleito. É bom lembrar que muitos candidatos bons não ganham eleição...assim tem muito "eleitor-mula" também...que escolhe mau seus representantes...
E o Eleitor-Mula? Fonte: www.fotosdahora.com.br
Desse modo, vamos torcer pela "porca comedora" contra aqueles políticos que realmente tentam manipular o resultado das eleições de modo fraudulento ou algo parecido. Um abraço.
Fonte de pesquisa: artigo encontrado no sítio www.advivo.com.br/blog/luisnassif/
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