Fonte: "Portal O Dia"
Professores votaram pela suspensão unificada e aguardam posicionamento do Andes
Os professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (Ifpi) decidiram, em assembleia geral nesta quinta-feira (13), encerrar a greve que já dura mais de 100 dias. A greve será encerrada no dia 25 deste mês, e as aulas retornarão no dia 26. Também ontem, em assembleia, os professores da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) votaram pela suspensão unificada da greve. Eles aguardam definição do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) para encerrar o movimento.
No Ifpi, o motivo de terminar a greve somente no dia 25 é que a categoria continuará mobilizada até o final das negociações das pautas locais, que vão acontecer de 17 a 25 de setembro. Assim, de cada Campus do Ifpi, serão escalados dois representantes dos professores, dois técnicos e dois estudantes para discutir a pauta com representantes da reitoria da instituição e apresentar propostas para resolver os problemas identificados em cada centro.
Na Ufpi, o encerramento está condicionado ao balanço das assembleias realizadas nas universidades federais que continuam em greve. Se o Comando Nacional de Greve do Andes decidir pelo término do movimento, deve definir, neste final de semana, em Brasília, a data de retorno às atividades.
A Associação dos Docentes da Ufpi (Adufpi) vai realizar nova assembleia na próxima semana para confirmar o fim da greve. "Teremos uma nova assembleia na próxima semana para avaliar se a suspensão conjunta do movimento paredista será concretizada ou sairemos isoladamente. É importante deixar claro que a suspensão unificada foi a proposta aprovada pelos docentes. Isso significa voltar a dar aula, porém manter o estado de alerta e de mobilização para que a categoria continue na luta pela reestruturação da carreira e da melhoria das condições de trabalho", ressaltou o presidente da Adufpi, Mário Ângelo.
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Racismo e literatura: "audiência no STF sobre livro de Lobato não chega a acordo"
MATHEUS MAGENTA
Fonte: folha.uol.com.br
A audiência de conciliação realizada ontem à noite no Supremo Tribunal Federal para discutir a adoção do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, no Programa Nacional Biblioteca na Escola, do governo federal, trouxe avanços sem chegar a um acordo definitivo.
Em 2010, o livro foi acusado de racismo, sobretudo pelo modo pejorativo como se refere à personagem negra Tia Nastácia.
Convocada pelo ministro Luiz Fux, a negociação envolveu o Ministério da Educação o Instituto de Advocacia Racial, do Rio, e o técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto.
Há dois anos, um parecer do Conselho Nacional de Educação recomendou a não distribuição da obra por meio do PNBE, alegando que o livro era racista. Por meio de um ato homologatório, o MEC desconsiderou o parecer.
Para o ministério, uma nota explicativa recomendando a contextualização da obra bastaria para a distribuição.
O Iara e Costa Neto entraram com um mandado de segurança para sustar o ato.
Na audiência, o instituto sinalizou que pode desistir de pedir a tal anulação, caso o MEC implemente medidas concretas, como a capacitação de professores sobre o tema, além da veiculação da tal nota explicativa.
O ministério se dispôs a negociar os parâmetros do acordo com o próprio Iara, deixando em aberto uma definição sobre o caso. Haverá um novo encontro entre as partes no próximo dia 25, em Brasília, para discutir o processo de ajustamento.
Caso cheguem a um acordo, seus termos deverão ser apresentados ao ministro Fux, que decidirá se procede.
Caso contrário, o processo será submetido à decisão do plenário do STF.
Em entrevista à Folha, na última segunda-feira, o advogado Humberto Adami, que representa o Iara, declarou que o instituto estava aberto ao diálogo e que a ação tem por objetivo "conter o risco de ver o racismo reintroduzido em sala de aula".
Fonte: folha.uol.com.br
A audiência de conciliação realizada ontem à noite no Supremo Tribunal Federal para discutir a adoção do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, no Programa Nacional Biblioteca na Escola, do governo federal, trouxe avanços sem chegar a um acordo definitivo.
Em 2010, o livro foi acusado de racismo, sobretudo pelo modo pejorativo como se refere à personagem negra Tia Nastácia.
Convocada pelo ministro Luiz Fux, a negociação envolveu o Ministério da Educação o Instituto de Advocacia Racial, do Rio, e o técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto.
Há dois anos, um parecer do Conselho Nacional de Educação recomendou a não distribuição da obra por meio do PNBE, alegando que o livro era racista. Por meio de um ato homologatório, o MEC desconsiderou o parecer.
Para o ministério, uma nota explicativa recomendando a contextualização da obra bastaria para a distribuição.
O Iara e Costa Neto entraram com um mandado de segurança para sustar o ato.
Na audiência, o instituto sinalizou que pode desistir de pedir a tal anulação, caso o MEC implemente medidas concretas, como a capacitação de professores sobre o tema, além da veiculação da tal nota explicativa.
O ministério se dispôs a negociar os parâmetros do acordo com o próprio Iara, deixando em aberto uma definição sobre o caso. Haverá um novo encontro entre as partes no próximo dia 25, em Brasília, para discutir o processo de ajustamento.
Caso cheguem a um acordo, seus termos deverão ser apresentados ao ministro Fux, que decidirá se procede.
Caso contrário, o processo será submetido à decisão do plenário do STF.
Em entrevista à Folha, na última segunda-feira, o advogado Humberto Adami, que representa o Iara, declarou que o instituto estava aberto ao diálogo e que a ação tem por objetivo "conter o risco de ver o racismo reintroduzido em sala de aula".
terça-feira, 11 de setembro de 2012
11 de Setembro de 2001: o mundo mudou ou não foi essa coca-cola toda?
Por Clayton Ribeiro
No início dos ataques às Torres Gêmeas, eu estava chegando para uma reunião de trabalho na Escola Sindical, em Belo Horizonte. Subitamente, alguém entrou na sala em que me encontrava e disse: estão atacando os Estados Unidos, o Pentágono, etc...Fomos assistir a transmissão ao vivo pela TV.
Fonte: www.fotos.noticias.bol.uol.com.br/
Em torno da TV já se encontravam várias pessoas. O sentimento era de antiamericanismo, a Escola Sindical formava filiados de diversos sindicatos, inclusive, os da ultra-esquerda. Quando uma das Torres caiu, uma mulher suspirou e disse algo como: "meu Deus, agora nós estamos f...os norte-americanos vão aumentar os preços dos seus produtos que veem para a América Latina, tipo o preço da coca-cola, para puderem pagar seus prejuízos...". Essa tolice me fez lembrar que tudo o que eu estava vendo na TV não era delírio, era real...
Porém, eu não compartilhei desse sentimento antiamericano. Na verdade, fiquei perplexo. Um ataque desses contra uma potência nuclear...apesar dos comentários já apontarem para a responsabilidade de grupos terroristas islâmicos, ou seja, que não pertenciam a nenhum Estado específico; pensei, ainda sim, algum país pagaria o pato...
Enfim, o mundo mudou depois do 11 de Setembro?
Penso que não, os Estados Unidos sim, mudaram...tanto interna quanto externamente...No plano interno, as liberdades foram limitadas. O governo passou a controlar o povo de modo mais intenso. Agora, todo cidadão está dentro do Google, ou da Nuvem appleana. Todos os gastos pessoais com cartão de crédito ou débito estão armazenados...É claro que a evolução da tecnologia tem favorecido o fim do direito de anonimato...
No plano externo, os norte-americanos passaram a impor a perigosa política da "intervenção prévia", ou seja, da agressão antecipada...o preço foi caro, o antiamericanismo aumentou em todo o mundo!
A despeito disso, o fato mais revolucionário do início do século até agora foram, sem medo de errar, as revoluções populares nos países árabes, Líbia, Síria, Egito, Emirados Árabes, Irã, entre outros países. Em parte, esse grito revolucionário da juventude ficou abafado, entretanto, o recado já foi dado!!!
No início dos ataques às Torres Gêmeas, eu estava chegando para uma reunião de trabalho na Escola Sindical, em Belo Horizonte. Subitamente, alguém entrou na sala em que me encontrava e disse: estão atacando os Estados Unidos, o Pentágono, etc...Fomos assistir a transmissão ao vivo pela TV.
Fonte: www.fotos.noticias.bol.uol.com.br/
Em torno da TV já se encontravam várias pessoas. O sentimento era de antiamericanismo, a Escola Sindical formava filiados de diversos sindicatos, inclusive, os da ultra-esquerda. Quando uma das Torres caiu, uma mulher suspirou e disse algo como: "meu Deus, agora nós estamos f...os norte-americanos vão aumentar os preços dos seus produtos que veem para a América Latina, tipo o preço da coca-cola, para puderem pagar seus prejuízos...". Essa tolice me fez lembrar que tudo o que eu estava vendo na TV não era delírio, era real...
Porém, eu não compartilhei desse sentimento antiamericano. Na verdade, fiquei perplexo. Um ataque desses contra uma potência nuclear...apesar dos comentários já apontarem para a responsabilidade de grupos terroristas islâmicos, ou seja, que não pertenciam a nenhum Estado específico; pensei, ainda sim, algum país pagaria o pato...
Enfim, o mundo mudou depois do 11 de Setembro?
Penso que não, os Estados Unidos sim, mudaram...tanto interna quanto externamente...No plano interno, as liberdades foram limitadas. O governo passou a controlar o povo de modo mais intenso. Agora, todo cidadão está dentro do Google, ou da Nuvem appleana. Todos os gastos pessoais com cartão de crédito ou débito estão armazenados...É claro que a evolução da tecnologia tem favorecido o fim do direito de anonimato...
No plano externo, os norte-americanos passaram a impor a perigosa política da "intervenção prévia", ou seja, da agressão antecipada...o preço foi caro, o antiamericanismo aumentou em todo o mundo!
A despeito disso, o fato mais revolucionário do início do século até agora foram, sem medo de errar, as revoluções populares nos países árabes, Líbia, Síria, Egito, Emirados Árabes, Irã, entre outros países. Em parte, esse grito revolucionário da juventude ficou abafado, entretanto, o recado já foi dado!!!
Resposta da enquete: Jacobinos
Por Clayton Ribeiro
A denominação de Jacobino advém do local em que o grupo, sediado na capital da França, Paris, desde 1789, realizava seus encontros: o Convento dos Jacobinos.
Imagem de Robespierre, maior líder jacobino. Fonte: www.juliocanello.blogspot.com.br/
O projeto político dos jacobinos era muito radical, pois defendia o aumento da participação popular no poder e a elevação dos impostos para os mais ricos. Naquela época, bastante conservadora, tais medidas foram consideradas por parte da elite francesa como um grito de guerra. Esse foi um dos motivos para a brevidade da duração do governo dos jacobinos, quando ascenderam ao poder entre meados de 1793 (ano II) até meados de 1794 (ano II). (Veja o quadro abaixo)
A nova datação implantada pelos republicanos a partir de 1792:
1792-1793 (ano I) - início do governo republicano, 23 de setembro. Assim, o ano terminava em setembro do ano seguinte, ou seja, em 1793. Essa forma foi sugerida por Romme. Governo dos Girondinos
1793-94 (ano II) - governo JACOBINO
1794-95 (ano III) - FIM do governo JACOBINO e início do Diretório (gov. conservador).
1795-96 (ano IV) - Diretório
1796-97 (ano V) - Diretório
1797-98 (ano VI) - Diretório
1798-99 (ano VII) - Diretório
1799 (ano VIII) - 18 Brumário ou ascensão de Napoleão Bonaparte, fim da República revolucionária. Napoleão manteve esse calendário até o ano XIV (1805).
O Governo Jacobino:
1.Medidas democráticas: maior participação popular no poder e tributação progressiva, ou seja, quanto maior o patrimônio, maior o tributo!
2.Medidas autoritárias: implantação do Terror ou do assassinato de corruptos, de líderes da oposição ou de suspeitos de traição à república. restrição da liberdade.
O surgimento da guilhotina, 1792:
Os inimigos do governo eram mortos em praça pública por enforcamento, ou decapitação por um machado, até 1792. Começa o espetáculo macabro. Porém, esse tipo de morte não é tão rápido e eficaz, ou seja, causa sofrimento. O povo passa a ter repugnância por essa prática. Desse modo, é inventada uma nova técnica de matança: a guilhotina. Milhares de pessoas foram mortas no governo jacobino por meio da guilhotina.
Imagem da guilhotina, símbolo do Terror jacobino. Fonte: www.bibliotecandoporai.blogspot.com.br/
Bibliografia sugerida:
VOVELLE, Michel (org.). França revolucionária (1789-1799). São Paulo: Editora brasiliense, 1989.
A denominação de Jacobino advém do local em que o grupo, sediado na capital da França, Paris, desde 1789, realizava seus encontros: o Convento dos Jacobinos.
Imagem de Robespierre, maior líder jacobino. Fonte: www.juliocanello.blogspot.com.br/
O projeto político dos jacobinos era muito radical, pois defendia o aumento da participação popular no poder e a elevação dos impostos para os mais ricos. Naquela época, bastante conservadora, tais medidas foram consideradas por parte da elite francesa como um grito de guerra. Esse foi um dos motivos para a brevidade da duração do governo dos jacobinos, quando ascenderam ao poder entre meados de 1793 (ano II) até meados de 1794 (ano II). (Veja o quadro abaixo)
A nova datação implantada pelos republicanos a partir de 1792:
1792-1793 (ano I) - início do governo republicano, 23 de setembro. Assim, o ano terminava em setembro do ano seguinte, ou seja, em 1793. Essa forma foi sugerida por Romme. Governo dos Girondinos
1793-94 (ano II) - governo JACOBINO
1794-95 (ano III) - FIM do governo JACOBINO e início do Diretório (gov. conservador).
1795-96 (ano IV) - Diretório
1796-97 (ano V) - Diretório
1797-98 (ano VI) - Diretório
1798-99 (ano VII) - Diretório
1799 (ano VIII) - 18 Brumário ou ascensão de Napoleão Bonaparte, fim da República revolucionária. Napoleão manteve esse calendário até o ano XIV (1805).
O Governo Jacobino:
1.Medidas democráticas: maior participação popular no poder e tributação progressiva, ou seja, quanto maior o patrimônio, maior o tributo!
2.Medidas autoritárias: implantação do Terror ou do assassinato de corruptos, de líderes da oposição ou de suspeitos de traição à república. restrição da liberdade.
O surgimento da guilhotina, 1792:
Os inimigos do governo eram mortos em praça pública por enforcamento, ou decapitação por um machado, até 1792. Começa o espetáculo macabro. Porém, esse tipo de morte não é tão rápido e eficaz, ou seja, causa sofrimento. O povo passa a ter repugnância por essa prática. Desse modo, é inventada uma nova técnica de matança: a guilhotina. Milhares de pessoas foram mortas no governo jacobino por meio da guilhotina.
Imagem da guilhotina, símbolo do Terror jacobino. Fonte: www.bibliotecandoporai.blogspot.com.br/
Bibliografia sugerida:
VOVELLE, Michel (org.). França revolucionária (1789-1799). São Paulo: Editora brasiliense, 1989.
domingo, 9 de setembro de 2012
O 07 de Setembro e a comemoração oficial
Por Clayton Ribeiro
Cada vez mais os professores "responsáveis" por organizar os alunos das escolas públicas e particulares para os desfiles no Dia da Independência, 7 de setembro, têm procurado formas alternativas ao enfadonho e militaresco desfile oficial. Assim, os alunos assistem filmes sobre a história do Brasil, ou shows de música brasileira, etc. Depois, os professores analisam de modo crítico certos aspectos da formação da nossa nacionalidade.
Ora, os desfiles militares foram criados para celebrar a implantação de uma nova forma de governo, o republicano, e para inculcar uma ideologia, o autoritarismo. Desse modo, no 7 de setembro o povo não pode se apresentar como ele é, espontâneo e festivamente; em oposição, do povo espera-se que ajam como um militar, ou seja, marchem, desfilem, mostrem submissão à autoridade militar, etc. O que tem que ser festejado é a Nação brasileira, sua cultura, e não um tipo específico de regime político ou de burocracia (Estado)
Na verdade, esses famigerados desfiles podem ter tirado dos brasileiros o gosto pelas manifestações de amor à Nação. De modo geral, o brasileiro somente demonstra seu sentimento nacionalista de 04 em 04 anos, quando do evento da Copa do Mundo. Porém, é tempo demais para se esperar...em outros países, as festas nacionalistas ocorrem todo ano...mais de uma vez...Nos Estados Unidos, no Dia da Independência, em 4 de Julho, o povo sai às ruas fantasiado, em uma festa organizada por ele mesmo, sem tanques, armas ou fuzis!!!
Imagem www.dipity.com/
Já imaginou o 7 de Setembro mais popular e espontâneo...
Cada vez mais os professores "responsáveis" por organizar os alunos das escolas públicas e particulares para os desfiles no Dia da Independência, 7 de setembro, têm procurado formas alternativas ao enfadonho e militaresco desfile oficial. Assim, os alunos assistem filmes sobre a história do Brasil, ou shows de música brasileira, etc. Depois, os professores analisam de modo crítico certos aspectos da formação da nossa nacionalidade.
Ora, os desfiles militares foram criados para celebrar a implantação de uma nova forma de governo, o republicano, e para inculcar uma ideologia, o autoritarismo. Desse modo, no 7 de setembro o povo não pode se apresentar como ele é, espontâneo e festivamente; em oposição, do povo espera-se que ajam como um militar, ou seja, marchem, desfilem, mostrem submissão à autoridade militar, etc. O que tem que ser festejado é a Nação brasileira, sua cultura, e não um tipo específico de regime político ou de burocracia (Estado)
Na verdade, esses famigerados desfiles podem ter tirado dos brasileiros o gosto pelas manifestações de amor à Nação. De modo geral, o brasileiro somente demonstra seu sentimento nacionalista de 04 em 04 anos, quando do evento da Copa do Mundo. Porém, é tempo demais para se esperar...em outros países, as festas nacionalistas ocorrem todo ano...mais de uma vez...Nos Estados Unidos, no Dia da Independência, em 4 de Julho, o povo sai às ruas fantasiado, em uma festa organizada por ele mesmo, sem tanques, armas ou fuzis!!!
Imagem www.dipity.com/
Já imaginou o 7 de Setembro mais popular e espontâneo...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Piauí tenta reduzir reajuste do piso dos professores
Mayara Bastos
Jornal O Dia
O Governo do Estado ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os critérios para a definição do índice de reajuste do piso nacional de professores da rede pública, definido por lei de 2008. Além do Piauí, outros cinco estados solicitam ao Supremo uma medida temporária para suspender o critério atual, que leva em conta o aumento do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O relator da ação será o ministro Joaquim Barbosa. O documento é assinado por governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O reajuste deste ano foi de 22,22% em relação ao valor pago ano passado, o salário subiu de R$ 1.187 para R$ 1.451. A lei que o criou determina que nenhum professor pode ganhar menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas.
Jornal O Dia
O Governo do Estado ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os critérios para a definição do índice de reajuste do piso nacional de professores da rede pública, definido por lei de 2008. Além do Piauí, outros cinco estados solicitam ao Supremo uma medida temporária para suspender o critério atual, que leva em conta o aumento do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O relator da ação será o ministro Joaquim Barbosa. O documento é assinado por governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O reajuste deste ano foi de 22,22% em relação ao valor pago ano passado, o salário subiu de R$ 1.187 para R$ 1.451. A lei que o criou determina que nenhum professor pode ganhar menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Unicamp é a universidade brasileira que mais cria
Fonte: Folha de São Paulo
ABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Se é papel das universidades desenvolver produtos para o mercado, não há consenso. Mas, hoje, 5 dos 10 maiores patenteadores do país são instituições de ensino. Por isso, um dos indicadores do RUF são os pedidos de patentes ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) na última década.
Levantamento do órgão mostra que a Unicamp pediu a exclusividade de exploração comercial para 272 inovações de 2004 a 2008 (o pedido pode ser negado; a análise leva até oito anos). Só perdeu para a Petrobras.
Na sequência da Unicamp, figuram entre os dez primeiros lugares a USP e as federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além de duas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada do Instituto de Química da Unicamp, universidade brasileira que mais cria
Isso acontece, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha, por dois motivos.
De um lado, há uma movimentação das universidades para inovar mais, registrar mais patentes e fazer parcerias com o setor produtivo.
Do outro, existe uma apatia do setor produtivo brasileiro, que, sozinho, desenvolve poucas novidades para o mercado consumidor.
"Fazer patentes é importante para a universidade", disse à Folha o reitor da Unicamp, Fernando Costa.
"Mas as universidades não podem carregar sozinhas o peso de ser as grandes patenteadoras do país."
Para ele, o problema é que as empresas brasileiras ficaram muito tempo protegidas pela garantia do mercado consumidor interno, já que a importação era dificultada. Por isso, elas não precisavam inovar para competir.
"Isso está mudando. Daqui a alguns anos, as empresas serão as grandes inovadoras do Brasil", diz Costa.
Isso não significa, porém, que a Unicamp quer perder o bonde. A ideia, diz o reitor, é ter cada vez mais pesquisas em parcerias com empresas.
A universidade está até construindo um parque tecnológico para abrigar laboratórios de empresas que queiram fazer pesquisa em parceria com seus pesquisadores.
As universidades do topo da lista no quesito inovação do RUF são aquelas que criaram recentemente escritórios, dentro do campus, voltados para o assunto.
A pioneira nisso é a UFMG, cuja coordenadoria voltada para inovação já tem 15 anos.
USP e Unicamp vieram depois, com suas agências de inovação criadas em 2003.
Esses escritórios, inspirados em modelos que existem há décadas nas grandes universidades dos EUA, têm profissionais especializados em escrever pedidos de patentes e em introduzi-las no mercado por meio de licenciamento a empresas.
No escritório da UFMG há cerca de 50 funcionários fazendo esse tipo de atividade. De acordo com o reitor da universidade, Clélio Campolina Diniz, eles são responsáveis pelo aumento no número de pedidos. Foram 75 no ano passado. Em 2001, eram 20.
VACINA E TÊNIS
Entre as patentes da UFMG comercializadas recentemente estão a de uma vacina contra leishmaniose e a de um tênis de alto rendimento. Na Unicamp, já foi licenciada até uma máquina para detectar combustível adulterado.
Hoje, pesquisadores brasileiros são avaliados por órgãos como a Capes e o CNPq apenas por sua produção científica (como a quantidade de artigos publicados). O número de patentes por docente não entra na conta, mas isso já foi cogitado.
"Universidades não devem ser avaliadas por patentes. É um erro. Quem tem de fazer inovação são as empresas", diz o físico e professor emérito da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
Com BIANCA BIBIANO, colaboração para a Folha
ABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Se é papel das universidades desenvolver produtos para o mercado, não há consenso. Mas, hoje, 5 dos 10 maiores patenteadores do país são instituições de ensino. Por isso, um dos indicadores do RUF são os pedidos de patentes ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) na última década.
Levantamento do órgão mostra que a Unicamp pediu a exclusividade de exploração comercial para 272 inovações de 2004 a 2008 (o pedido pode ser negado; a análise leva até oito anos). Só perdeu para a Petrobras.
Na sequência da Unicamp, figuram entre os dez primeiros lugares a USP e as federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além de duas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada do Instituto de Química da Unicamp, universidade brasileira que mais cria
Isso acontece, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha, por dois motivos.
De um lado, há uma movimentação das universidades para inovar mais, registrar mais patentes e fazer parcerias com o setor produtivo.
Do outro, existe uma apatia do setor produtivo brasileiro, que, sozinho, desenvolve poucas novidades para o mercado consumidor.
"Fazer patentes é importante para a universidade", disse à Folha o reitor da Unicamp, Fernando Costa.
"Mas as universidades não podem carregar sozinhas o peso de ser as grandes patenteadoras do país."
Para ele, o problema é que as empresas brasileiras ficaram muito tempo protegidas pela garantia do mercado consumidor interno, já que a importação era dificultada. Por isso, elas não precisavam inovar para competir.
"Isso está mudando. Daqui a alguns anos, as empresas serão as grandes inovadoras do Brasil", diz Costa.
Isso não significa, porém, que a Unicamp quer perder o bonde. A ideia, diz o reitor, é ter cada vez mais pesquisas em parcerias com empresas.
A universidade está até construindo um parque tecnológico para abrigar laboratórios de empresas que queiram fazer pesquisa em parceria com seus pesquisadores.
As universidades do topo da lista no quesito inovação do RUF são aquelas que criaram recentemente escritórios, dentro do campus, voltados para o assunto.
A pioneira nisso é a UFMG, cuja coordenadoria voltada para inovação já tem 15 anos.
USP e Unicamp vieram depois, com suas agências de inovação criadas em 2003.
Esses escritórios, inspirados em modelos que existem há décadas nas grandes universidades dos EUA, têm profissionais especializados em escrever pedidos de patentes e em introduzi-las no mercado por meio de licenciamento a empresas.
No escritório da UFMG há cerca de 50 funcionários fazendo esse tipo de atividade. De acordo com o reitor da universidade, Clélio Campolina Diniz, eles são responsáveis pelo aumento no número de pedidos. Foram 75 no ano passado. Em 2001, eram 20.
VACINA E TÊNIS
Entre as patentes da UFMG comercializadas recentemente estão a de uma vacina contra leishmaniose e a de um tênis de alto rendimento. Na Unicamp, já foi licenciada até uma máquina para detectar combustível adulterado.
Hoje, pesquisadores brasileiros são avaliados por órgãos como a Capes e o CNPq apenas por sua produção científica (como a quantidade de artigos publicados). O número de patentes por docente não entra na conta, mas isso já foi cogitado.
"Universidades não devem ser avaliadas por patentes. É um erro. Quem tem de fazer inovação são as empresas", diz o físico e professor emérito da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
Com BIANCA BIBIANO, colaboração para a Folha
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
USP lidera ranking das melhores universidades do Brasil
Fonte: Folha de São Paulo
as 10 melhores universidades
1º USP (SP)
2º UFMG (MG)
3º UFRJ (RJ)
4º UFRGS (RS)
5º Unicamp (SP)
6º Unesp (SP)
7º UFPR (PR)
8º UnB (DF)
9º UFSC (SC)
10º UFPE (PE)
Este caderno traz o primeiro ranking de universidades brasileiras, uma iniciativa de avaliação sistemática do ensino superior no país.
Ao longo de oito meses, a Folha levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).
Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.
DESTAQUES
Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.
Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.
Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.
Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.
Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.
O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).
A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.
Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.
Obs do blogueiro: Destaque para as estaduais de São Paulo e para a UFPE.
as 10 melhores universidades
1º USP (SP)
2º UFMG (MG)
3º UFRJ (RJ)
4º UFRGS (RS)
5º Unicamp (SP)
6º Unesp (SP)
7º UFPR (PR)
8º UnB (DF)
9º UFSC (SC)
10º UFPE (PE)
Este caderno traz o primeiro ranking de universidades brasileiras, uma iniciativa de avaliação sistemática do ensino superior no país.
Ao longo de oito meses, a Folha levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).
Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.
DESTAQUES
Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.
Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.
Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.
Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.
Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.
O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).
A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.
Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.
Obs do blogueiro: Destaque para as estaduais de São Paulo e para a UFPE.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Anarquismo: entre utopia e realidade
Por Clayton Ribeiro
De modo geral, é senso comum a ideia de que o anarquismo não passou de uma teoria política, conhecida entre os operários europeus, e um movimento sindical bem difundido na Europa do Século XIX e início do século XX, porém, pouco se comenta sobre as experiências vividas por comunidades anarquistas, principalmente, na primeira metade do século XIX.
Nesse sentido, pode-se afirmar que o anarquismo existiu em forma de sociedades organizadas, com até 100 membros, em dezezas de cidades européias. Quando o mais conhecido dos teóricos do anarquismo, o francês Joseph Proudhon (1809-1865), começava a se tornar popular entre os operários franceses, na década 1840, com a edição de textos como, "O que é a propriedade?" (de 1840) e "Sistema das Contradições Econômicas, ou Filosofia da Miséria" (de 1846), muitas cidades da Europa contavam com algumas dezenas dessas comunidades anarquistas.
Imagem de Pierre-Joseph Proudhon, fonte: www.culturabrasil.pro.br/
Segundo o filósofo francês Pierre Ansart, que estuda as relações entre as ideologias políticas e os movimentos sociais, em seu livro "El nascimiento del anarquismo", as comunidades anarquistas surgem na França, berço desse movimento social, ainda no final do século XVIII, e ganham força com a Revolução Francesa. Mas, é no início do século XIX que se espalham pela Europa as experiências anarquistas. Em resumo, nesses núcleos, a educação dos filhos dos anarquistas era ensinada pelos próprios pais. Cultivava-se a terra de modo comunitário e emprestava-se dinheiro sem juros, ou notas promissórias!!! Era uma beleza...
Além disso, os anarquistas pregavam o Estado mínimo, o fim da propriedade privada e da educação pública. A polícia e o aparelho judiciário, entre outras instituições públicas, eram consideradas entidades autoritárias e à serviço dos ricos e poderosos. Ah, pelos mesmos motivos, a Igreja também estava no rol das instituições suspeitas aos anarquistas.
Assim, o anarquismo foi uma teoria, um movimento sindical e um movimento social.
De modo geral, é senso comum a ideia de que o anarquismo não passou de uma teoria política, conhecida entre os operários europeus, e um movimento sindical bem difundido na Europa do Século XIX e início do século XX, porém, pouco se comenta sobre as experiências vividas por comunidades anarquistas, principalmente, na primeira metade do século XIX.
Nesse sentido, pode-se afirmar que o anarquismo existiu em forma de sociedades organizadas, com até 100 membros, em dezezas de cidades européias. Quando o mais conhecido dos teóricos do anarquismo, o francês Joseph Proudhon (1809-1865), começava a se tornar popular entre os operários franceses, na década 1840, com a edição de textos como, "O que é a propriedade?" (de 1840) e "Sistema das Contradições Econômicas, ou Filosofia da Miséria" (de 1846), muitas cidades da Europa contavam com algumas dezenas dessas comunidades anarquistas.
Imagem de Pierre-Joseph Proudhon, fonte: www.culturabrasil.pro.br/
Segundo o filósofo francês Pierre Ansart, que estuda as relações entre as ideologias políticas e os movimentos sociais, em seu livro "El nascimiento del anarquismo", as comunidades anarquistas surgem na França, berço desse movimento social, ainda no final do século XVIII, e ganham força com a Revolução Francesa. Mas, é no início do século XIX que se espalham pela Europa as experiências anarquistas. Em resumo, nesses núcleos, a educação dos filhos dos anarquistas era ensinada pelos próprios pais. Cultivava-se a terra de modo comunitário e emprestava-se dinheiro sem juros, ou notas promissórias!!! Era uma beleza...
Além disso, os anarquistas pregavam o Estado mínimo, o fim da propriedade privada e da educação pública. A polícia e o aparelho judiciário, entre outras instituições públicas, eram consideradas entidades autoritárias e à serviço dos ricos e poderosos. Ah, pelos mesmos motivos, a Igreja também estava no rol das instituições suspeitas aos anarquistas.
Assim, o anarquismo foi uma teoria, um movimento sindical e um movimento social.
Assinar:
Postagens (Atom)




