Por Marina Silva
Imagem de Marina da Silva, fonte: www.minhamarina.org.br/
A usina de Belo Monte, ao secar a Volta Grande do rio Xingu, expõe ao sol da opinião pública algo mais que o limo das pedras. A empresa canadense Belo Sun Mining, do grupo Forbes & Manhattan, pretende fazer ali o "maior programa de exploração de ouro do Brasil", investindo mais de US$ 1 bilhão para extrair quase cinco toneladas por ano do precioso metal.
Já no Relatório de Impacto Ambiental da usina constava o interesse de 18 empresas em pesquisa e exploração mineral na área, mas o Ibama achou esse dado irrelevante.
O licenciamento da mineração está sendo feito pelo governo do Pará. Tudo indica que o conhecimento do potencial mineral só é segredo para a população, os "investidores" têm o mapa da mina há tempos.
O Brasil vive uma nova "corrida do ouro", silenciosa e oculta da opinião pública, mas intensa ao ponto de fazer a atividade mineradora saltar de modestos 1,6% para expressivos 4,1% do PIB em só dez anos.
Nem é preciso dizer que esse aumento, embora inserido na ascensão brasileira na economia mundial, é continuidade da velha condição de colônia: as riquezas do subsolo brasileiro destinam-se, em sua quase totalidade, ao comércio exterior. As "veias abertas da América Latina" (feliz e triste expressão de Galeano) continuam sangrando.
Por trás dos grandes negócios e notórias fortunas, sempre financiadas e facilitadas pelo Estado, oculta-se um submundo de devastação ambiental e violência contra populações tradicionais.
O Congresso Nacional avoca para si o poder de demarcar terras indígenas e nelas licenciar atividades econômicas, enquanto discute um novo Código Mineral e a criação de uma agência para o setor.
Enquanto isso, pedidos de licenças para pesquisa e exploração continuam a ser concedidas aos que chegarem, em processo pouco transparente.
No Congresso, debate-se mudanças na lei para dificultar a demarcação de novas áreas de proteção (reservas, parques, quilombos, terras indígenas), diminuir o tamanho das já demarcadas e licenciar a exploração de suas riquezas. Na forma como são feitas, as mudanças atendem à demanda de grupos econômicos alheios aos interesses da sociedade e do país.
O governo entra com a negociação no varejo da política e as justificativas publicitárias do "interesse nacional" e da "inclusão social". À sociedade falta o que poucos detêm: informações profundas que possibilitam definições estratégicas que atendam a interesses mais amplos.
Na vida pública brasileira, o debate superficial das questões mais importantes se assemelha à infantilização promovida pelos candidatos que se oferecem para cuidar do povo. A conversa dos adultos, entretanto, é feita às escondidas. Até quando?
Fonte: Folha.uol.com.br
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Escola Agrícola de Bom Jesus tem a melhor nota entre as públicas do Ensino Médio do Piauí
Por Clayton Ribeiro
Segundo informações do jornalista Efrém Ribeiro, do Jornal Meio Norte, a Escola Agrícola de Bom Jesus obteve a nota 606.2, acima da média nacional de 511.2; além disso, ficou com a melhor posição entre as escolas públicas de Ensino Médio do Estado do Piauí. Com uma excelente infraestrutura, a Escola Agrícola de Bom Jesus possui 33 professores e 664 alunos. Porém, a diferença está na gestão. Outras escolas federais têm infraestrutura semelhante à escola de Bom Jesus, entretanto, não apresentam resultados do mesmo nível.
Para mais informações, ver: Jornal Meio Norte, página "B-1", 19 de setembro.
Segundo informações do jornalista Efrém Ribeiro, do Jornal Meio Norte, a Escola Agrícola de Bom Jesus obteve a nota 606.2, acima da média nacional de 511.2; além disso, ficou com a melhor posição entre as escolas públicas de Ensino Médio do Estado do Piauí. Com uma excelente infraestrutura, a Escola Agrícola de Bom Jesus possui 33 professores e 664 alunos. Porém, a diferença está na gestão. Outras escolas federais têm infraestrutura semelhante à escola de Bom Jesus, entretanto, não apresentam resultados do mesmo nível.
Para mais informações, ver: Jornal Meio Norte, página "B-1", 19 de setembro.
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Governo brasileiro quer contratar 300 ex-pesquisadores da NASA. Salário inicial: 19 mil reais!
Por Clayton Ribeiro
A notícia saiu sábado (15/set) na coluna "Explanada", do jornalista Leandro Mazzini, que faz parte do jornal Diário do Povo do Piauí. O título da matéria é "Mercadante quer contratar 300 ex-NASA". Com o corte de gastos do governo dos E.U.A., muitos pesquisadores perderam o emprego por lá. Assim, o MEC se apressou em convidar muitos desses cientistas para trabalharem em instituições de ensino e pesquisa do Brasil. O salário é bom, 19 mil reais!!!
Em 1991, com o fim da ex-URSS (atual Rússia), vários pesquisadores de alto nível saíram deste país em busca de uma melhor remuneração em outros países. Muitos deles passaram a trabalhar em universidades públicas do Brasil.
Que bom! Durante muito tempo o Brasil sofreu com o fenômeno chamado "fuga de cérebros" do Terceiro Mundo, situação na qual os mais importantes pesquisadores dos países pobres emigravam para os países ricos. Porém, o valor oferecido aos cientistas norte-americanos (19 mil reais) chama a nossa atenção. Não que eles não mereçam. O problema é: por que nós não merecemos esse valor também? Com o aumento oferecido pelo governo, em 2015, doutores em final de carreira atingirão o salário de 17 mil reais. Ou seja, nem assim vão conseguir os salários oferecidos aos professores estrangeiros!!! A coisa piora em outro panorama. No início de carreira, um doutor ganha em torno de 8 mil, bem abaixo dos 19 mil iniciais ofertados aos pesquisadores ex-NASA.
A continuar a atual política de não-valorização dos profissionais da educação brasileira, o Brasil vai precisar cada vez mais importar talentos, pagando muito mais caro por eles...e ainda sim, a educação continuará de mal a pior...
A notícia saiu sábado (15/set) na coluna "Explanada", do jornalista Leandro Mazzini, que faz parte do jornal Diário do Povo do Piauí. O título da matéria é "Mercadante quer contratar 300 ex-NASA". Com o corte de gastos do governo dos E.U.A., muitos pesquisadores perderam o emprego por lá. Assim, o MEC se apressou em convidar muitos desses cientistas para trabalharem em instituições de ensino e pesquisa do Brasil. O salário é bom, 19 mil reais!!!
Em 1991, com o fim da ex-URSS (atual Rússia), vários pesquisadores de alto nível saíram deste país em busca de uma melhor remuneração em outros países. Muitos deles passaram a trabalhar em universidades públicas do Brasil.
Que bom! Durante muito tempo o Brasil sofreu com o fenômeno chamado "fuga de cérebros" do Terceiro Mundo, situação na qual os mais importantes pesquisadores dos países pobres emigravam para os países ricos. Porém, o valor oferecido aos cientistas norte-americanos (19 mil reais) chama a nossa atenção. Não que eles não mereçam. O problema é: por que nós não merecemos esse valor também? Com o aumento oferecido pelo governo, em 2015, doutores em final de carreira atingirão o salário de 17 mil reais. Ou seja, nem assim vão conseguir os salários oferecidos aos professores estrangeiros!!! A coisa piora em outro panorama. No início de carreira, um doutor ganha em torno de 8 mil, bem abaixo dos 19 mil iniciais ofertados aos pesquisadores ex-NASA.
A continuar a atual política de não-valorização dos profissionais da educação brasileira, o Brasil vai precisar cada vez mais importar talentos, pagando muito mais caro por eles...e ainda sim, a educação continuará de mal a pior...
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Ifpi encerra greve; Ufpi aguardará decisão do Andes
Fonte: "Portal O Dia"
Professores votaram pela suspensão unificada e aguardam posicionamento do Andes
Os professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (Ifpi) decidiram, em assembleia geral nesta quinta-feira (13), encerrar a greve que já dura mais de 100 dias. A greve será encerrada no dia 25 deste mês, e as aulas retornarão no dia 26. Também ontem, em assembleia, os professores da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) votaram pela suspensão unificada da greve. Eles aguardam definição do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) para encerrar o movimento.
No Ifpi, o motivo de terminar a greve somente no dia 25 é que a categoria continuará mobilizada até o final das negociações das pautas locais, que vão acontecer de 17 a 25 de setembro. Assim, de cada Campus do Ifpi, serão escalados dois representantes dos professores, dois técnicos e dois estudantes para discutir a pauta com representantes da reitoria da instituição e apresentar propostas para resolver os problemas identificados em cada centro.
Na Ufpi, o encerramento está condicionado ao balanço das assembleias realizadas nas universidades federais que continuam em greve. Se o Comando Nacional de Greve do Andes decidir pelo término do movimento, deve definir, neste final de semana, em Brasília, a data de retorno às atividades.
A Associação dos Docentes da Ufpi (Adufpi) vai realizar nova assembleia na próxima semana para confirmar o fim da greve. "Teremos uma nova assembleia na próxima semana para avaliar se a suspensão conjunta do movimento paredista será concretizada ou sairemos isoladamente. É importante deixar claro que a suspensão unificada foi a proposta aprovada pelos docentes. Isso significa voltar a dar aula, porém manter o estado de alerta e de mobilização para que a categoria continue na luta pela reestruturação da carreira e da melhoria das condições de trabalho", ressaltou o presidente da Adufpi, Mário Ângelo.
Professores votaram pela suspensão unificada e aguardam posicionamento do Andes
Os professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí (Ifpi) decidiram, em assembleia geral nesta quinta-feira (13), encerrar a greve que já dura mais de 100 dias. A greve será encerrada no dia 25 deste mês, e as aulas retornarão no dia 26. Também ontem, em assembleia, os professores da Universidade Federal do Piauí (Ufpi) votaram pela suspensão unificada da greve. Eles aguardam definição do Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) para encerrar o movimento.
No Ifpi, o motivo de terminar a greve somente no dia 25 é que a categoria continuará mobilizada até o final das negociações das pautas locais, que vão acontecer de 17 a 25 de setembro. Assim, de cada Campus do Ifpi, serão escalados dois representantes dos professores, dois técnicos e dois estudantes para discutir a pauta com representantes da reitoria da instituição e apresentar propostas para resolver os problemas identificados em cada centro.
Na Ufpi, o encerramento está condicionado ao balanço das assembleias realizadas nas universidades federais que continuam em greve. Se o Comando Nacional de Greve do Andes decidir pelo término do movimento, deve definir, neste final de semana, em Brasília, a data de retorno às atividades.
A Associação dos Docentes da Ufpi (Adufpi) vai realizar nova assembleia na próxima semana para confirmar o fim da greve. "Teremos uma nova assembleia na próxima semana para avaliar se a suspensão conjunta do movimento paredista será concretizada ou sairemos isoladamente. É importante deixar claro que a suspensão unificada foi a proposta aprovada pelos docentes. Isso significa voltar a dar aula, porém manter o estado de alerta e de mobilização para que a categoria continue na luta pela reestruturação da carreira e da melhoria das condições de trabalho", ressaltou o presidente da Adufpi, Mário Ângelo.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Racismo e literatura: "audiência no STF sobre livro de Lobato não chega a acordo"
MATHEUS MAGENTA
Fonte: folha.uol.com.br
A audiência de conciliação realizada ontem à noite no Supremo Tribunal Federal para discutir a adoção do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, no Programa Nacional Biblioteca na Escola, do governo federal, trouxe avanços sem chegar a um acordo definitivo.
Em 2010, o livro foi acusado de racismo, sobretudo pelo modo pejorativo como se refere à personagem negra Tia Nastácia.
Convocada pelo ministro Luiz Fux, a negociação envolveu o Ministério da Educação o Instituto de Advocacia Racial, do Rio, e o técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto.
Há dois anos, um parecer do Conselho Nacional de Educação recomendou a não distribuição da obra por meio do PNBE, alegando que o livro era racista. Por meio de um ato homologatório, o MEC desconsiderou o parecer.
Para o ministério, uma nota explicativa recomendando a contextualização da obra bastaria para a distribuição.
O Iara e Costa Neto entraram com um mandado de segurança para sustar o ato.
Na audiência, o instituto sinalizou que pode desistir de pedir a tal anulação, caso o MEC implemente medidas concretas, como a capacitação de professores sobre o tema, além da veiculação da tal nota explicativa.
O ministério se dispôs a negociar os parâmetros do acordo com o próprio Iara, deixando em aberto uma definição sobre o caso. Haverá um novo encontro entre as partes no próximo dia 25, em Brasília, para discutir o processo de ajustamento.
Caso cheguem a um acordo, seus termos deverão ser apresentados ao ministro Fux, que decidirá se procede.
Caso contrário, o processo será submetido à decisão do plenário do STF.
Em entrevista à Folha, na última segunda-feira, o advogado Humberto Adami, que representa o Iara, declarou que o instituto estava aberto ao diálogo e que a ação tem por objetivo "conter o risco de ver o racismo reintroduzido em sala de aula".
Fonte: folha.uol.com.br
A audiência de conciliação realizada ontem à noite no Supremo Tribunal Federal para discutir a adoção do livro "Caçadas de Pedrinho", de Monteiro Lobato, no Programa Nacional Biblioteca na Escola, do governo federal, trouxe avanços sem chegar a um acordo definitivo.
Em 2010, o livro foi acusado de racismo, sobretudo pelo modo pejorativo como se refere à personagem negra Tia Nastácia.
Convocada pelo ministro Luiz Fux, a negociação envolveu o Ministério da Educação o Instituto de Advocacia Racial, do Rio, e o técnico em gestão educacional Antonio Gomes da Costa Neto.
Há dois anos, um parecer do Conselho Nacional de Educação recomendou a não distribuição da obra por meio do PNBE, alegando que o livro era racista. Por meio de um ato homologatório, o MEC desconsiderou o parecer.
Para o ministério, uma nota explicativa recomendando a contextualização da obra bastaria para a distribuição.
O Iara e Costa Neto entraram com um mandado de segurança para sustar o ato.
Na audiência, o instituto sinalizou que pode desistir de pedir a tal anulação, caso o MEC implemente medidas concretas, como a capacitação de professores sobre o tema, além da veiculação da tal nota explicativa.
O ministério se dispôs a negociar os parâmetros do acordo com o próprio Iara, deixando em aberto uma definição sobre o caso. Haverá um novo encontro entre as partes no próximo dia 25, em Brasília, para discutir o processo de ajustamento.
Caso cheguem a um acordo, seus termos deverão ser apresentados ao ministro Fux, que decidirá se procede.
Caso contrário, o processo será submetido à decisão do plenário do STF.
Em entrevista à Folha, na última segunda-feira, o advogado Humberto Adami, que representa o Iara, declarou que o instituto estava aberto ao diálogo e que a ação tem por objetivo "conter o risco de ver o racismo reintroduzido em sala de aula".
terça-feira, 11 de setembro de 2012
11 de Setembro de 2001: o mundo mudou ou não foi essa coca-cola toda?
Por Clayton Ribeiro
No início dos ataques às Torres Gêmeas, eu estava chegando para uma reunião de trabalho na Escola Sindical, em Belo Horizonte. Subitamente, alguém entrou na sala em que me encontrava e disse: estão atacando os Estados Unidos, o Pentágono, etc...Fomos assistir a transmissão ao vivo pela TV.
Fonte: www.fotos.noticias.bol.uol.com.br/
Em torno da TV já se encontravam várias pessoas. O sentimento era de antiamericanismo, a Escola Sindical formava filiados de diversos sindicatos, inclusive, os da ultra-esquerda. Quando uma das Torres caiu, uma mulher suspirou e disse algo como: "meu Deus, agora nós estamos f...os norte-americanos vão aumentar os preços dos seus produtos que veem para a América Latina, tipo o preço da coca-cola, para puderem pagar seus prejuízos...". Essa tolice me fez lembrar que tudo o que eu estava vendo na TV não era delírio, era real...
Porém, eu não compartilhei desse sentimento antiamericano. Na verdade, fiquei perplexo. Um ataque desses contra uma potência nuclear...apesar dos comentários já apontarem para a responsabilidade de grupos terroristas islâmicos, ou seja, que não pertenciam a nenhum Estado específico; pensei, ainda sim, algum país pagaria o pato...
Enfim, o mundo mudou depois do 11 de Setembro?
Penso que não, os Estados Unidos sim, mudaram...tanto interna quanto externamente...No plano interno, as liberdades foram limitadas. O governo passou a controlar o povo de modo mais intenso. Agora, todo cidadão está dentro do Google, ou da Nuvem appleana. Todos os gastos pessoais com cartão de crédito ou débito estão armazenados...É claro que a evolução da tecnologia tem favorecido o fim do direito de anonimato...
No plano externo, os norte-americanos passaram a impor a perigosa política da "intervenção prévia", ou seja, da agressão antecipada...o preço foi caro, o antiamericanismo aumentou em todo o mundo!
A despeito disso, o fato mais revolucionário do início do século até agora foram, sem medo de errar, as revoluções populares nos países árabes, Líbia, Síria, Egito, Emirados Árabes, Irã, entre outros países. Em parte, esse grito revolucionário da juventude ficou abafado, entretanto, o recado já foi dado!!!
No início dos ataques às Torres Gêmeas, eu estava chegando para uma reunião de trabalho na Escola Sindical, em Belo Horizonte. Subitamente, alguém entrou na sala em que me encontrava e disse: estão atacando os Estados Unidos, o Pentágono, etc...Fomos assistir a transmissão ao vivo pela TV.
Fonte: www.fotos.noticias.bol.uol.com.br/
Em torno da TV já se encontravam várias pessoas. O sentimento era de antiamericanismo, a Escola Sindical formava filiados de diversos sindicatos, inclusive, os da ultra-esquerda. Quando uma das Torres caiu, uma mulher suspirou e disse algo como: "meu Deus, agora nós estamos f...os norte-americanos vão aumentar os preços dos seus produtos que veem para a América Latina, tipo o preço da coca-cola, para puderem pagar seus prejuízos...". Essa tolice me fez lembrar que tudo o que eu estava vendo na TV não era delírio, era real...
Porém, eu não compartilhei desse sentimento antiamericano. Na verdade, fiquei perplexo. Um ataque desses contra uma potência nuclear...apesar dos comentários já apontarem para a responsabilidade de grupos terroristas islâmicos, ou seja, que não pertenciam a nenhum Estado específico; pensei, ainda sim, algum país pagaria o pato...
Enfim, o mundo mudou depois do 11 de Setembro?
Penso que não, os Estados Unidos sim, mudaram...tanto interna quanto externamente...No plano interno, as liberdades foram limitadas. O governo passou a controlar o povo de modo mais intenso. Agora, todo cidadão está dentro do Google, ou da Nuvem appleana. Todos os gastos pessoais com cartão de crédito ou débito estão armazenados...É claro que a evolução da tecnologia tem favorecido o fim do direito de anonimato...
No plano externo, os norte-americanos passaram a impor a perigosa política da "intervenção prévia", ou seja, da agressão antecipada...o preço foi caro, o antiamericanismo aumentou em todo o mundo!
A despeito disso, o fato mais revolucionário do início do século até agora foram, sem medo de errar, as revoluções populares nos países árabes, Líbia, Síria, Egito, Emirados Árabes, Irã, entre outros países. Em parte, esse grito revolucionário da juventude ficou abafado, entretanto, o recado já foi dado!!!
Resposta da enquete: Jacobinos
Por Clayton Ribeiro
A denominação de Jacobino advém do local em que o grupo, sediado na capital da França, Paris, desde 1789, realizava seus encontros: o Convento dos Jacobinos.
Imagem de Robespierre, maior líder jacobino. Fonte: www.juliocanello.blogspot.com.br/
O projeto político dos jacobinos era muito radical, pois defendia o aumento da participação popular no poder e a elevação dos impostos para os mais ricos. Naquela época, bastante conservadora, tais medidas foram consideradas por parte da elite francesa como um grito de guerra. Esse foi um dos motivos para a brevidade da duração do governo dos jacobinos, quando ascenderam ao poder entre meados de 1793 (ano II) até meados de 1794 (ano II). (Veja o quadro abaixo)
A nova datação implantada pelos republicanos a partir de 1792:
1792-1793 (ano I) - início do governo republicano, 23 de setembro. Assim, o ano terminava em setembro do ano seguinte, ou seja, em 1793. Essa forma foi sugerida por Romme. Governo dos Girondinos
1793-94 (ano II) - governo JACOBINO
1794-95 (ano III) - FIM do governo JACOBINO e início do Diretório (gov. conservador).
1795-96 (ano IV) - Diretório
1796-97 (ano V) - Diretório
1797-98 (ano VI) - Diretório
1798-99 (ano VII) - Diretório
1799 (ano VIII) - 18 Brumário ou ascensão de Napoleão Bonaparte, fim da República revolucionária. Napoleão manteve esse calendário até o ano XIV (1805).
O Governo Jacobino:
1.Medidas democráticas: maior participação popular no poder e tributação progressiva, ou seja, quanto maior o patrimônio, maior o tributo!
2.Medidas autoritárias: implantação do Terror ou do assassinato de corruptos, de líderes da oposição ou de suspeitos de traição à república. restrição da liberdade.
O surgimento da guilhotina, 1792:
Os inimigos do governo eram mortos em praça pública por enforcamento, ou decapitação por um machado, até 1792. Começa o espetáculo macabro. Porém, esse tipo de morte não é tão rápido e eficaz, ou seja, causa sofrimento. O povo passa a ter repugnância por essa prática. Desse modo, é inventada uma nova técnica de matança: a guilhotina. Milhares de pessoas foram mortas no governo jacobino por meio da guilhotina.
Imagem da guilhotina, símbolo do Terror jacobino. Fonte: www.bibliotecandoporai.blogspot.com.br/
Bibliografia sugerida:
VOVELLE, Michel (org.). França revolucionária (1789-1799). São Paulo: Editora brasiliense, 1989.
A denominação de Jacobino advém do local em que o grupo, sediado na capital da França, Paris, desde 1789, realizava seus encontros: o Convento dos Jacobinos.
Imagem de Robespierre, maior líder jacobino. Fonte: www.juliocanello.blogspot.com.br/
O projeto político dos jacobinos era muito radical, pois defendia o aumento da participação popular no poder e a elevação dos impostos para os mais ricos. Naquela época, bastante conservadora, tais medidas foram consideradas por parte da elite francesa como um grito de guerra. Esse foi um dos motivos para a brevidade da duração do governo dos jacobinos, quando ascenderam ao poder entre meados de 1793 (ano II) até meados de 1794 (ano II). (Veja o quadro abaixo)
A nova datação implantada pelos republicanos a partir de 1792:
1792-1793 (ano I) - início do governo republicano, 23 de setembro. Assim, o ano terminava em setembro do ano seguinte, ou seja, em 1793. Essa forma foi sugerida por Romme. Governo dos Girondinos
1793-94 (ano II) - governo JACOBINO
1794-95 (ano III) - FIM do governo JACOBINO e início do Diretório (gov. conservador).
1795-96 (ano IV) - Diretório
1796-97 (ano V) - Diretório
1797-98 (ano VI) - Diretório
1798-99 (ano VII) - Diretório
1799 (ano VIII) - 18 Brumário ou ascensão de Napoleão Bonaparte, fim da República revolucionária. Napoleão manteve esse calendário até o ano XIV (1805).
O Governo Jacobino:
1.Medidas democráticas: maior participação popular no poder e tributação progressiva, ou seja, quanto maior o patrimônio, maior o tributo!
2.Medidas autoritárias: implantação do Terror ou do assassinato de corruptos, de líderes da oposição ou de suspeitos de traição à república. restrição da liberdade.
O surgimento da guilhotina, 1792:
Os inimigos do governo eram mortos em praça pública por enforcamento, ou decapitação por um machado, até 1792. Começa o espetáculo macabro. Porém, esse tipo de morte não é tão rápido e eficaz, ou seja, causa sofrimento. O povo passa a ter repugnância por essa prática. Desse modo, é inventada uma nova técnica de matança: a guilhotina. Milhares de pessoas foram mortas no governo jacobino por meio da guilhotina.
Imagem da guilhotina, símbolo do Terror jacobino. Fonte: www.bibliotecandoporai.blogspot.com.br/
Bibliografia sugerida:
VOVELLE, Michel (org.). França revolucionária (1789-1799). São Paulo: Editora brasiliense, 1989.
domingo, 9 de setembro de 2012
O 07 de Setembro e a comemoração oficial
Por Clayton Ribeiro
Cada vez mais os professores "responsáveis" por organizar os alunos das escolas públicas e particulares para os desfiles no Dia da Independência, 7 de setembro, têm procurado formas alternativas ao enfadonho e militaresco desfile oficial. Assim, os alunos assistem filmes sobre a história do Brasil, ou shows de música brasileira, etc. Depois, os professores analisam de modo crítico certos aspectos da formação da nossa nacionalidade.
Ora, os desfiles militares foram criados para celebrar a implantação de uma nova forma de governo, o republicano, e para inculcar uma ideologia, o autoritarismo. Desse modo, no 7 de setembro o povo não pode se apresentar como ele é, espontâneo e festivamente; em oposição, do povo espera-se que ajam como um militar, ou seja, marchem, desfilem, mostrem submissão à autoridade militar, etc. O que tem que ser festejado é a Nação brasileira, sua cultura, e não um tipo específico de regime político ou de burocracia (Estado)
Na verdade, esses famigerados desfiles podem ter tirado dos brasileiros o gosto pelas manifestações de amor à Nação. De modo geral, o brasileiro somente demonstra seu sentimento nacionalista de 04 em 04 anos, quando do evento da Copa do Mundo. Porém, é tempo demais para se esperar...em outros países, as festas nacionalistas ocorrem todo ano...mais de uma vez...Nos Estados Unidos, no Dia da Independência, em 4 de Julho, o povo sai às ruas fantasiado, em uma festa organizada por ele mesmo, sem tanques, armas ou fuzis!!!
Imagem www.dipity.com/
Já imaginou o 7 de Setembro mais popular e espontâneo...
Cada vez mais os professores "responsáveis" por organizar os alunos das escolas públicas e particulares para os desfiles no Dia da Independência, 7 de setembro, têm procurado formas alternativas ao enfadonho e militaresco desfile oficial. Assim, os alunos assistem filmes sobre a história do Brasil, ou shows de música brasileira, etc. Depois, os professores analisam de modo crítico certos aspectos da formação da nossa nacionalidade.
Ora, os desfiles militares foram criados para celebrar a implantação de uma nova forma de governo, o republicano, e para inculcar uma ideologia, o autoritarismo. Desse modo, no 7 de setembro o povo não pode se apresentar como ele é, espontâneo e festivamente; em oposição, do povo espera-se que ajam como um militar, ou seja, marchem, desfilem, mostrem submissão à autoridade militar, etc. O que tem que ser festejado é a Nação brasileira, sua cultura, e não um tipo específico de regime político ou de burocracia (Estado)
Na verdade, esses famigerados desfiles podem ter tirado dos brasileiros o gosto pelas manifestações de amor à Nação. De modo geral, o brasileiro somente demonstra seu sentimento nacionalista de 04 em 04 anos, quando do evento da Copa do Mundo. Porém, é tempo demais para se esperar...em outros países, as festas nacionalistas ocorrem todo ano...mais de uma vez...Nos Estados Unidos, no Dia da Independência, em 4 de Julho, o povo sai às ruas fantasiado, em uma festa organizada por ele mesmo, sem tanques, armas ou fuzis!!!
Imagem www.dipity.com/
Já imaginou o 7 de Setembro mais popular e espontâneo...
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Piauí tenta reduzir reajuste do piso dos professores
Mayara Bastos
Jornal O Dia
O Governo do Estado ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os critérios para a definição do índice de reajuste do piso nacional de professores da rede pública, definido por lei de 2008. Além do Piauí, outros cinco estados solicitam ao Supremo uma medida temporária para suspender o critério atual, que leva em conta o aumento do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O relator da ação será o ministro Joaquim Barbosa. O documento é assinado por governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O reajuste deste ano foi de 22,22% em relação ao valor pago ano passado, o salário subiu de R$ 1.187 para R$ 1.451. A lei que o criou determina que nenhum professor pode ganhar menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas.
Jornal O Dia
O Governo do Estado ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os critérios para a definição do índice de reajuste do piso nacional de professores da rede pública, definido por lei de 2008. Além do Piauí, outros cinco estados solicitam ao Supremo uma medida temporária para suspender o critério atual, que leva em conta o aumento do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O relator da ação será o ministro Joaquim Barbosa. O documento é assinado por governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O reajuste deste ano foi de 22,22% em relação ao valor pago ano passado, o salário subiu de R$ 1.187 para R$ 1.451. A lei que o criou determina que nenhum professor pode ganhar menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas.
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