quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Resposta da enquete: letra "c"
Por Clayton Ribeiro
A resposta correta é a letra "c". De longe, a Índia era a maior fonte de riqueza do Império Português entre os séculos XVI-XVII. Certo historiador econômico chegou a calcular em 15.000% o lucro do comércio das especiarias indianas na Europa via Portugal. Talvez esse número seja exagerado, porém o lucro da venda das especiarias, com certeza, gerava fortunas. Vivia-se na "Era dos Monopólios". As praças comerciais portuguesas, principalmente, nos portos, recebiam investidores da Europa inteira. Os italianos, donos do dinheiro nessa época, estavam representados em Portugal. Ou seja, os portugueses dominaram por algum tempo o comércio mais lucrativo do mundo.
Quando essa situação mudou?
No século XVI, os espanhóis descobriram prata na Bolívia, América do Sul. Depois veio o ouro, encontrado em outras regiões americanas. Assim, Portugal passou a ter um rival comercial a altura. Mas, o problema foi outro. Muitas potências europeias começaram a minar o monopólio (exclusivismo) lusitano na Ásia. Por outro lado, muitas praças ricas no comércio de especiarias romperam com os portugueses. A Etiópia - região bastante rica na época - e a Índia, por exemplo, gradualmente saíram da zona de influência de Portugal. Na verdade, a Etiópia rompeu bruscamente enquanto na Índia algumas cidades ficaram ainda sob domínio lusitano. Porém, a parte restante demandava gastos militares permanentes.
Enquanto a Ásia se fechava aos portugueses, por obra do destino, descobriu-se ouro e diamantes no Brasil, respectivamente, em Ouro Preto e Diamantina, ambas em Minas Gerais. O ouro e o diamante foram arrancados da terra efusivamente que nem água escorrendo de uma cascata entre 1720 a 1760. Esse foi o último suspiro de Portugal, a última chance desperdiçada.
Um abraço.
A resposta correta é a letra "c". De longe, a Índia era a maior fonte de riqueza do Império Português entre os séculos XVI-XVII. Certo historiador econômico chegou a calcular em 15.000% o lucro do comércio das especiarias indianas na Europa via Portugal. Talvez esse número seja exagerado, porém o lucro da venda das especiarias, com certeza, gerava fortunas. Vivia-se na "Era dos Monopólios". As praças comerciais portuguesas, principalmente, nos portos, recebiam investidores da Europa inteira. Os italianos, donos do dinheiro nessa época, estavam representados em Portugal. Ou seja, os portugueses dominaram por algum tempo o comércio mais lucrativo do mundo.
Quando essa situação mudou?
No século XVI, os espanhóis descobriram prata na Bolívia, América do Sul. Depois veio o ouro, encontrado em outras regiões americanas. Assim, Portugal passou a ter um rival comercial a altura. Mas, o problema foi outro. Muitas potências europeias começaram a minar o monopólio (exclusivismo) lusitano na Ásia. Por outro lado, muitas praças ricas no comércio de especiarias romperam com os portugueses. A Etiópia - região bastante rica na época - e a Índia, por exemplo, gradualmente saíram da zona de influência de Portugal. Na verdade, a Etiópia rompeu bruscamente enquanto na Índia algumas cidades ficaram ainda sob domínio lusitano. Porém, a parte restante demandava gastos militares permanentes.
Enquanto a Ásia se fechava aos portugueses, por obra do destino, descobriu-se ouro e diamantes no Brasil, respectivamente, em Ouro Preto e Diamantina, ambas em Minas Gerais. O ouro e o diamante foram arrancados da terra efusivamente que nem água escorrendo de uma cascata entre 1720 a 1760. Esse foi o último suspiro de Portugal, a última chance desperdiçada.
Um abraço.
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
Para Anglo, questão de matemática admite 2 respostas
Fonte: veja.abril.com.br
Ao menos uma questão do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 deve ganhar repercussão nesta segunda-feira.
Para Thiago Dutra, professor de matemática do Anglo Vestibulares, o enunciado de número 165 da prova azul (154 na prova amarela, 142 na cinza e 161 na rosa; confira abaixo) admite "pelo menos duas respostas". Não é possível, portanto, indicar uma única solução correta para a questão.
"Segundo esse enunciado de geometria espacial, o menino João propõe a um colega que se faça um caminho no meio de uma pirâmide. Só que há uma imprecisão no enunciado, que não diz de que tipo de pirâmide se trata, se regular ou uma pirâmide cujo vértice cai sobre o centro da base", diz Dutra em vídeo gravado para o site de VEJA (abaixo). "Das alternativas apresentadas pela prova, pelo menos duas eram corretas. E, fora das alternativas listadas, existem outras que também são possíveis. Isso talvez tenha prejudicado um bom aluno, porque ele perdeu tempo fazendo a questão e essa perda pode refletir no desempenho geral."
Entre os possíveis destinos para a questão da prova de matemática, está a anulação. O gabarito oficial do Enem 2012 só será divulgado na quarta-feira.

Ao menos uma questão do segundo dia do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2012 deve ganhar repercussão nesta segunda-feira.
Para Thiago Dutra, professor de matemática do Anglo Vestibulares, o enunciado de número 165 da prova azul (154 na prova amarela, 142 na cinza e 161 na rosa; confira abaixo) admite "pelo menos duas respostas". Não é possível, portanto, indicar uma única solução correta para a questão.
"Segundo esse enunciado de geometria espacial, o menino João propõe a um colega que se faça um caminho no meio de uma pirâmide. Só que há uma imprecisão no enunciado, que não diz de que tipo de pirâmide se trata, se regular ou uma pirâmide cujo vértice cai sobre o centro da base", diz Dutra em vídeo gravado para o site de VEJA (abaixo). "Das alternativas apresentadas pela prova, pelo menos duas eram corretas. E, fora das alternativas listadas, existem outras que também são possíveis. Isso talvez tenha prejudicado um bom aluno, porque ele perdeu tempo fazendo a questão e essa perda pode refletir no desempenho geral."
Entre os possíveis destinos para a questão da prova de matemática, está a anulação. O gabarito oficial do Enem 2012 só será divulgado na quarta-feira.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012
RESULTADO DO ENEM - HISTÓRIA
Por Clayton Ribeiro
Como todo mundo está comentando, a prova do ENEM realmente foi cansativa, extensa, etc. Em muitas questões, o aluno teve que comparar dois textos (intertextualidade). No campo da História e das Ciências Humanas pode-se afirmar:
- a História Geral predominou, principalmente, do Período Contemporâneo. No ano passado, pelo contrário, a prova tendeu mais para a História do Brasil.
- o eixo CIDADANIA - DIREITOS está em alta.
- quanto ao tema da História da África e África-Brasil a novidade foi a ausência de questões relativas a escravidão negra no Brasil. Porém, isso não é uma tendência, ou seja, não se repetirá nos próximos anos. Isto porque a escravidão negra é de fundamental importância para o entendimento de nossa história, dos nossos problemas sociais atuais, etc.
-Pelo fato de não abordarem temas mais complexos da História dos africanos no Brasil, as questões sobre a África exigiram pouco dos alunos; como se observou nas questões 05 e 20 do Caderno Azul (1º dia).
Ao longo da semana discutiremos algumas questões da prova de História. Um abraço.
Como todo mundo está comentando, a prova do ENEM realmente foi cansativa, extensa, etc. Em muitas questões, o aluno teve que comparar dois textos (intertextualidade). No campo da História e das Ciências Humanas pode-se afirmar:
- a História Geral predominou, principalmente, do Período Contemporâneo. No ano passado, pelo contrário, a prova tendeu mais para a História do Brasil.
- o eixo CIDADANIA - DIREITOS está em alta.
- quanto ao tema da História da África e África-Brasil a novidade foi a ausência de questões relativas a escravidão negra no Brasil. Porém, isso não é uma tendência, ou seja, não se repetirá nos próximos anos. Isto porque a escravidão negra é de fundamental importância para o entendimento de nossa história, dos nossos problemas sociais atuais, etc.
-Pelo fato de não abordarem temas mais complexos da História dos africanos no Brasil, as questões sobre a África exigiram pouco dos alunos; como se observou nas questões 05 e 20 do Caderno Azul (1º dia).
Ao longo da semana discutiremos algumas questões da prova de História. Um abraço.
sábado, 3 de novembro de 2012
ENEM 2012: HISTÓRIA
Por Clayton Ribeiro
Bom, está muito em cima da hora para dicas do ENEM, mas o importante agora é lembrar que a prova de História aborda os conflitos decorrentes do meio de produção, a chamada "luta de classes", exemplo: patrão versus operário. São velhos chavões marxistas, mas que estão sendo bem trabalhados pelos professores que elaboram as questões do ENEM.
Sendo assim, a última - e a mais decisiva - fase da luta de classes começa com o capitalismo, ou seja, a partir do século XVI, com o início das Grandes Navegações portuguesas. Nesse sentido, a fase de ouro do capitalismo moderno teve o ponta pé com a Revolução Industrial (Inglaterra), em 1750. Neste país, o conflito entre patrões e operários chegou ao extremo. Os operários criaram sindicatos, fizeram greves, quebraram máquinas e, por isso, foram duramente reprimidos pelo Estado inglês. Entretanto, de maneira lenta mas gradual, os trabalhadores conquistaram seus direitos trabalhistas: estabelecimento de carga horária reduzida (8 horas diárias); direito a férias; direito de se organizarem; direito de greve, etc.
Boa sorte para todos, um abraço.
Bom, está muito em cima da hora para dicas do ENEM, mas o importante agora é lembrar que a prova de História aborda os conflitos decorrentes do meio de produção, a chamada "luta de classes", exemplo: patrão versus operário. São velhos chavões marxistas, mas que estão sendo bem trabalhados pelos professores que elaboram as questões do ENEM.
Sendo assim, a última - e a mais decisiva - fase da luta de classes começa com o capitalismo, ou seja, a partir do século XVI, com o início das Grandes Navegações portuguesas. Nesse sentido, a fase de ouro do capitalismo moderno teve o ponta pé com a Revolução Industrial (Inglaterra), em 1750. Neste país, o conflito entre patrões e operários chegou ao extremo. Os operários criaram sindicatos, fizeram greves, quebraram máquinas e, por isso, foram duramente reprimidos pelo Estado inglês. Entretanto, de maneira lenta mas gradual, os trabalhadores conquistaram seus direitos trabalhistas: estabelecimento de carga horária reduzida (8 horas diárias); direito a férias; direito de se organizarem; direito de greve, etc.
Boa sorte para todos, um abraço.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Cerca de 1 milhão de piauienses estão sofrendo com a seca
Por Clayton Ribeiro
Estamos atravessando uma das piores estiagens da história recente do Piauí, pelo menos nos últimos 40 anos. Porém, o impacto social dessa vez foi em menor escala do que das outras vezes. É que a diminuição da pobreza tem relação direta com a intensidade do fenômeno da estiagem. Entretanto, não se pode admitir que 1 milhão de pessoas sofram com falta de água, com a perda completa da lavoura e de outros danos previsíveis. Não se justifica tamanho abandono do povo sertanejo. A ciência da meteorologia avançou sobremaneira. Satélites circulam a Terra a todo instante. Movimentos de nuvens são percebidos quase em tempo real. Então, qual é o problema? Por que a estiagem constitui-se em fenômeno social degradante do sertanejo?
Estiagem ou seca? Imagem: cidadesnanet.com
Ora, a estiagem é coisa de Deus, ou melhor, de São Pedro, mas a seca não, esta última é coisas dos homens imprevidentes, descuidados, desorganizados. A estiagem caracteriza-se por uma falta de água prolongada, por outro lado, a seca ocorre onde falta construção de represas e adutoras, ausência de abastecimento d'água, falta de assistência técnica para preparar o sertanejo para o longo período de estiagem; enfim, falta de planejamento público tanto do governo do Estado quanto das prefeituras mequetrefes.
O nosso Estado não se preparou para a soja, nem para o algodão e nem muito para o milho. De modo semelhante, não se prepara para a estiagem prolongada e dos problemas que a acompanham. Vejam bem, existem países bem mais secos do que o Piauí. Israel, por exemplo, é um dos piores desertos do mundo. Porém, lá você não vem manchete de jornal desse tipo: "Milhares de animais morrem de sede no sertão" ou "Milhares de pessoas passam fome por causa da seca". Quanta incompetência.
Estamos atravessando uma das piores estiagens da história recente do Piauí, pelo menos nos últimos 40 anos. Porém, o impacto social dessa vez foi em menor escala do que das outras vezes. É que a diminuição da pobreza tem relação direta com a intensidade do fenômeno da estiagem. Entretanto, não se pode admitir que 1 milhão de pessoas sofram com falta de água, com a perda completa da lavoura e de outros danos previsíveis. Não se justifica tamanho abandono do povo sertanejo. A ciência da meteorologia avançou sobremaneira. Satélites circulam a Terra a todo instante. Movimentos de nuvens são percebidos quase em tempo real. Então, qual é o problema? Por que a estiagem constitui-se em fenômeno social degradante do sertanejo?
Estiagem ou seca? Imagem: cidadesnanet.com
Ora, a estiagem é coisa de Deus, ou melhor, de São Pedro, mas a seca não, esta última é coisas dos homens imprevidentes, descuidados, desorganizados. A estiagem caracteriza-se por uma falta de água prolongada, por outro lado, a seca ocorre onde falta construção de represas e adutoras, ausência de abastecimento d'água, falta de assistência técnica para preparar o sertanejo para o longo período de estiagem; enfim, falta de planejamento público tanto do governo do Estado quanto das prefeituras mequetrefes.
O nosso Estado não se preparou para a soja, nem para o algodão e nem muito para o milho. De modo semelhante, não se prepara para a estiagem prolongada e dos problemas que a acompanham. Vejam bem, existem países bem mais secos do que o Piauí. Israel, por exemplo, é um dos piores desertos do mundo. Porém, lá você não vem manchete de jornal desse tipo: "Milhares de animais morrem de sede no sertão" ou "Milhares de pessoas passam fome por causa da seca". Quanta incompetência.
domingo, 28 de outubro de 2012
Em 4 anos, 15% das piores escolas no Ideb não se recuperaram
FÁBIO TAKAHASHI
Folha.uol.com.br
Quase 400 escolas públicas que apareceram entre as piores do país em 2007 não conseguiram melhorar quatro anos depois. A maioria (283) até piorou no período.
Programas vão melhorar situação das escolas com dificuldades, diz MEC
Na pior escola de Salvador, professores faltam e alunos reclamam de tráfico
Análise: Índices ressaltam o desafio de descobrirmos por que ocorrem
A Folha analisou a situação atual das escolas que estavam entre os 10% piores no 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) naquele ano. São 2.620 colégios.
Destes, 379 (15%) não conseguiram melhorar seu desempenho em 2011.
Os dados foram tabulados com base no Ideb, índice do Ministério da Educação. Ele avalia a qualidade das escolas básicas com base em provas de português e de matemática e na proporção de alunos aprovados.
Entre esses colégios com os piores desempenhos, 11% tiveram nota ainda menor quatro anos depois. Outros 4% só mantiveram o patamar. A maioria é da rede estadual.
Bahia e Alagoas são os Estados que mais possuem escolas que não melhoraram.
PROGRAMAS ESPECÍFICOS
"A situação deveria ser objeto de intensa preocupação", afirmou o pesquisador Romualdo Portela, da Faculdade de Educação da USP, para quem deveriam ser feitas ações específicas para colégios que não conseguem melhorar.
O Ministério da Educação tem dois programas para escolas com dificuldades. Um prevê ajuda técnica e financeira. Outro oferece recursos para que a jornada seja estendida e se torne até integral.
Um estudo do MEC aponta que os colégios que estavam entre os piores, mas que passaram a ter jornada integral, chegaram às médias nacionais em português e matemática.
Segundo o secretário da Educação Básica do MEC, Cesar Callegari, a ampliação desse programa é uma das apostas para melhorar as escolas com mais dificuldades.
O número de colégios atendidos subiu de 15 mil no ano passado para 32 mil. No país há cerca de 125 mil escolas públicas de ensino fundamental.
"Se nenhum programa de ajuda do Estado está funcionando, essas escolas deveriam ser fechadas", afirmou o pesquisador Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor da USP.
Alunos e professores, diz, deveriam ser transferidos.
O Consed (conselho que reúne secretários estaduais) afirma que as redes possuem dificuldades em lidar com os anos finais do fundamental, porque a prioridade era melhorar os anos iniciais.
Diz, porém, que vai manter esforços para "não descuidar de nenhuma escola".
Por outro lado, 7% dos colégios que estavam entre os piores avançaram e conseguiram até alcançar a média nacional. Minas Gerais, Ceará e Pernambuco se destacaram.
Segundo o governo de Minas, uma das causas foi a adoção de avaliação que identifica cada aluno com dificuldade.
Folha.uol.com.br
Quase 400 escolas públicas que apareceram entre as piores do país em 2007 não conseguiram melhorar quatro anos depois. A maioria (283) até piorou no período.
Programas vão melhorar situação das escolas com dificuldades, diz MEC
Na pior escola de Salvador, professores faltam e alunos reclamam de tráfico
Análise: Índices ressaltam o desafio de descobrirmos por que ocorrem
A Folha analisou a situação atual das escolas que estavam entre os 10% piores no 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) naquele ano. São 2.620 colégios.
Destes, 379 (15%) não conseguiram melhorar seu desempenho em 2011.
Os dados foram tabulados com base no Ideb, índice do Ministério da Educação. Ele avalia a qualidade das escolas básicas com base em provas de português e de matemática e na proporção de alunos aprovados.
Entre esses colégios com os piores desempenhos, 11% tiveram nota ainda menor quatro anos depois. Outros 4% só mantiveram o patamar. A maioria é da rede estadual.
Bahia e Alagoas são os Estados que mais possuem escolas que não melhoraram.
PROGRAMAS ESPECÍFICOS
"A situação deveria ser objeto de intensa preocupação", afirmou o pesquisador Romualdo Portela, da Faculdade de Educação da USP, para quem deveriam ser feitas ações específicas para colégios que não conseguem melhorar.
O Ministério da Educação tem dois programas para escolas com dificuldades. Um prevê ajuda técnica e financeira. Outro oferece recursos para que a jornada seja estendida e se torne até integral.
Um estudo do MEC aponta que os colégios que estavam entre os piores, mas que passaram a ter jornada integral, chegaram às médias nacionais em português e matemática.
Segundo o secretário da Educação Básica do MEC, Cesar Callegari, a ampliação desse programa é uma das apostas para melhorar as escolas com mais dificuldades.
O número de colégios atendidos subiu de 15 mil no ano passado para 32 mil. No país há cerca de 125 mil escolas públicas de ensino fundamental.
"Se nenhum programa de ajuda do Estado está funcionando, essas escolas deveriam ser fechadas", afirmou o pesquisador Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas do Insper e professor da USP.
Alunos e professores, diz, deveriam ser transferidos.
O Consed (conselho que reúne secretários estaduais) afirma que as redes possuem dificuldades em lidar com os anos finais do fundamental, porque a prioridade era melhorar os anos iniciais.
Diz, porém, que vai manter esforços para "não descuidar de nenhuma escola".
Por outro lado, 7% dos colégios que estavam entre os piores avançaram e conseguiram até alcançar a média nacional. Minas Gerais, Ceará e Pernambuco se destacaram.
Segundo o governo de Minas, uma das causas foi a adoção de avaliação que identifica cada aluno com dificuldade.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
"Primavera Árabe": Irã e Síria - ENEM
Por Clayton Ribeiro
Parte II
Iniciada na Tunísia em 2010, a "Primavera Árabe" rapidamente se alastrou para vários países de língua árabe, incluindo a Síria e o Irã. Nesses dois Estados a situação é um pouco mais complexa, pelo fato de serem potências intermediárias na região.
Desse modo, os governos da Síria e do Irã não temem boicotes externos como forma de represália pelo uso da força contra os manifestantes; assim, o uso da violência contra a população civil tem se mostrado mais brutal e impiedosa nesses lugares. Além disso, ambos os países são parceiros econômicos importantes da Rússia, potência mundial em armas de "efeito moral" (bombas atômicas). Entretanto, diferente da Síria, o Irã tem conseguido abafar temporariamente, de modo eficaz, a "Primavera Árabe" dentro de suas fronteiras. Mesmo assim, é bom ficar atento ao que acontece com esses dois países. Vejam a situação da Síria e do Irã separadamente.
Mapa do Oriente Médio, uma das regiões mais conflituosas do mundo. Fonte: 2012umnovodespertar.blogspot.com
Síria:
Refugiados sírios - cerca de 100 mil - estão na fronteira turca, país vizinho da Síria. Porém, o problema é que há também rebeldes nessa região. Assim, escaramuças entre o exército sírio e o turco são cada vez mais frequentes, uma guerra entre ambos pode ocorrer a qualquer momento.
Por outro lado, grupos radicais islâmicos (árabes) simpáticos ao governo sírio podem atacar Israel em uma tentativa de mudar o foco e a atenção do mundo para o que acontece na Síria. Quase todos os países do Oriente Médio são hostis ao Estado de Israel, que se instalou nesse espaço geográfico a partir da anexação de territórios de Estados árabes. Com isso, a entrada deste último país em um conflito na região poderia trazer apoio ao cambaleante governo sírio de Bashar al-Assad.
Irã:
O caso do Irã parece ser mais grave. Israel demonstrou a intenção de bombardear instalações nucleares iranianas que já estão bem avançadas no processo de enriquecimento do urânio, material este que é usado na fabricação de bombas atômicas. Os dois Estados se envolveram em outros conflitos militares no passado recente. Com a bomba nuclear, o Irã seria o único país que realmente poderia fazer frente ao poderio militar israelense no Oriente Médio. Fontes jornalísticas afirmam que esse conflito está muito próximo de ocorrer, em breve, pouco depois da eleição norte-americana para presidente. Os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, não querem uma guerra agora, isso poderia piorar sua situação econômica.
Conflitos no Irã, fonte: topicos.estadao.com.br/ahmadinejad
Um conflito contra Israel pode ser interessante para o governo iraniano de Mahmoud Ahmadinejad, pois pode desviar a atenção do movimento de contestação da juventude iraniana.
Imagem do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, fonte: topicos.estadao.com.br/ahmadinejad
Resumo: A Síria e o Irã estão atravessando um período de tensão tanto no plano internacional quanto no plano interno, esta última decorrente das manifestações da "Primavera Árabe". Esses dois Estados podem desestabilizar toda a região do Oriente Médio. A situação pode ser agravada com a participação do Estado de Israel, inimigo declarado do Irã. Enfim, a "Primavera Árabe" trouxe mais tensão para o Oriente Médio...porém, talvez o custo de tudo pode valer a pena...se a democracia não for pequena.
Parte II
Iniciada na Tunísia em 2010, a "Primavera Árabe" rapidamente se alastrou para vários países de língua árabe, incluindo a Síria e o Irã. Nesses dois Estados a situação é um pouco mais complexa, pelo fato de serem potências intermediárias na região.
Desse modo, os governos da Síria e do Irã não temem boicotes externos como forma de represália pelo uso da força contra os manifestantes; assim, o uso da violência contra a população civil tem se mostrado mais brutal e impiedosa nesses lugares. Além disso, ambos os países são parceiros econômicos importantes da Rússia, potência mundial em armas de "efeito moral" (bombas atômicas). Entretanto, diferente da Síria, o Irã tem conseguido abafar temporariamente, de modo eficaz, a "Primavera Árabe" dentro de suas fronteiras. Mesmo assim, é bom ficar atento ao que acontece com esses dois países. Vejam a situação da Síria e do Irã separadamente.
Mapa do Oriente Médio, uma das regiões mais conflituosas do mundo. Fonte: 2012umnovodespertar.blogspot.com
Síria:
Refugiados sírios - cerca de 100 mil - estão na fronteira turca, país vizinho da Síria. Porém, o problema é que há também rebeldes nessa região. Assim, escaramuças entre o exército sírio e o turco são cada vez mais frequentes, uma guerra entre ambos pode ocorrer a qualquer momento.
Por outro lado, grupos radicais islâmicos (árabes) simpáticos ao governo sírio podem atacar Israel em uma tentativa de mudar o foco e a atenção do mundo para o que acontece na Síria. Quase todos os países do Oriente Médio são hostis ao Estado de Israel, que se instalou nesse espaço geográfico a partir da anexação de territórios de Estados árabes. Com isso, a entrada deste último país em um conflito na região poderia trazer apoio ao cambaleante governo sírio de Bashar al-Assad.
Irã:
O caso do Irã parece ser mais grave. Israel demonstrou a intenção de bombardear instalações nucleares iranianas que já estão bem avançadas no processo de enriquecimento do urânio, material este que é usado na fabricação de bombas atômicas. Os dois Estados se envolveram em outros conflitos militares no passado recente. Com a bomba nuclear, o Irã seria o único país que realmente poderia fazer frente ao poderio militar israelense no Oriente Médio. Fontes jornalísticas afirmam que esse conflito está muito próximo de ocorrer, em breve, pouco depois da eleição norte-americana para presidente. Os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, não querem uma guerra agora, isso poderia piorar sua situação econômica.
Conflitos no Irã, fonte: topicos.estadao.com.br/ahmadinejad
Um conflito contra Israel pode ser interessante para o governo iraniano de Mahmoud Ahmadinejad, pois pode desviar a atenção do movimento de contestação da juventude iraniana.
Imagem do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad, fonte: topicos.estadao.com.br/ahmadinejad
Resumo: A Síria e o Irã estão atravessando um período de tensão tanto no plano internacional quanto no plano interno, esta última decorrente das manifestações da "Primavera Árabe". Esses dois Estados podem desestabilizar toda a região do Oriente Médio. A situação pode ser agravada com a participação do Estado de Israel, inimigo declarado do Irã. Enfim, a "Primavera Árabe" trouxe mais tensão para o Oriente Médio...porém, talvez o custo de tudo pode valer a pena...se a democracia não for pequena.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Brasil cai 15 posições em ranking de proficiência em inglês
Fonte: veja.abril.com.br
O Brasil perdeu 15 posições no Índice de Proficiência em Inglês, ranking organizado pela Education First (EP), empresa fundada na Suécia e especializada em intercâmbio: com a queda, o país ficou no 46º lugar entre 54 nações. Em 2011, quando estava na 31ª posição, o país era qualificado pelo levantamento como nação com "baixa proficiência" no idioma estrangeiro: agora, está na categoria "proficiência muito baixa". O Brasil aparece no ranking atrás de nações como China, Argélia, Síria, Vietnã e Irã.
Entre os 13 países latino-americanos avaliados, o Brasil só supera Guatemala, Colômbia e Panamá. O desempenho do subcontinente é, em geral, baixo. Isso seria consequência do predomínio, na maior parte dos países da região, da língua espanhola, que permite o comércio internacional e viagens.
A má qualidade do ensino público na região, contudo, aparece como principal fator para o mau desempenho. Ao contrário do verificado em outras regiões, não há diferença significativa no domínio da língua segundo a faixa etária. "Jovens egressos do ensino médio, estudantes universitários e profissionais, todos igualmente usam mal o inglês", diz o estudo.
A Argentina, que perdeu quatro posições no ranking, aparecendo em 20º lugar, ainda é o país latino-americano mais bem colocado no ranking, além de ser o único classificado como nação com "proficiência moderada". Taxas de alfabetização superiores à média da região (97% ante 89,9%) e dois anos a mais de escolaridade (15,1 ante 13,1) são apontados como responsáveis pelo desempenho argentino.
A Europa apresenta bons resultados no ranking. Os onze países com as melhores taxas de proficiência estão localizados no continente. Os cinco primeiros colocados são, respectivamente Suécia, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Noruega.
Os dados para a organização do ranking 2012 foram coletados entre 2009 a 2011 por meio de testes realizados com 1,7 milhão de adultos. As informações do levantamento anterior, de 2011, são referentes ao período 2007-2009.
O Brasil perdeu 15 posições no Índice de Proficiência em Inglês, ranking organizado pela Education First (EP), empresa fundada na Suécia e especializada em intercâmbio: com a queda, o país ficou no 46º lugar entre 54 nações. Em 2011, quando estava na 31ª posição, o país era qualificado pelo levantamento como nação com "baixa proficiência" no idioma estrangeiro: agora, está na categoria "proficiência muito baixa". O Brasil aparece no ranking atrás de nações como China, Argélia, Síria, Vietnã e Irã.
Entre os 13 países latino-americanos avaliados, o Brasil só supera Guatemala, Colômbia e Panamá. O desempenho do subcontinente é, em geral, baixo. Isso seria consequência do predomínio, na maior parte dos países da região, da língua espanhola, que permite o comércio internacional e viagens.
A má qualidade do ensino público na região, contudo, aparece como principal fator para o mau desempenho. Ao contrário do verificado em outras regiões, não há diferença significativa no domínio da língua segundo a faixa etária. "Jovens egressos do ensino médio, estudantes universitários e profissionais, todos igualmente usam mal o inglês", diz o estudo.
A Argentina, que perdeu quatro posições no ranking, aparecendo em 20º lugar, ainda é o país latino-americano mais bem colocado no ranking, além de ser o único classificado como nação com "proficiência moderada". Taxas de alfabetização superiores à média da região (97% ante 89,9%) e dois anos a mais de escolaridade (15,1 ante 13,1) são apontados como responsáveis pelo desempenho argentino.
A Europa apresenta bons resultados no ranking. Os onze países com as melhores taxas de proficiência estão localizados no continente. Os cinco primeiros colocados são, respectivamente Suécia, Dinamarca, Holanda, Finlândia e Noruega.
Os dados para a organização do ranking 2012 foram coletados entre 2009 a 2011 por meio de testes realizados com 1,7 milhão de adultos. As informações do levantamento anterior, de 2011, são referentes ao período 2007-2009.
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