Mayara Bastos
Jornal O Dia
O Governo do Estado ingressou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os critérios para a definição do índice de reajuste do piso nacional de professores da rede pública, definido por lei de 2008. Além do Piauí, outros cinco estados solicitam ao Supremo uma medida temporária para suspender o critério atual, que leva em conta o aumento do valor gasto por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
O relator da ação será o ministro Joaquim Barbosa. O documento é assinado por governadores dos Estados do Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Sul, Roraima e Santa Catarina. O reajuste deste ano foi de 22,22% em relação ao valor pago ano passado, o salário subiu de R$ 1.187 para R$ 1.451. A lei que o criou determina que nenhum professor pode ganhar menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Unicamp é a universidade brasileira que mais cria
Fonte: Folha de São Paulo
ABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Se é papel das universidades desenvolver produtos para o mercado, não há consenso. Mas, hoje, 5 dos 10 maiores patenteadores do país são instituições de ensino. Por isso, um dos indicadores do RUF são os pedidos de patentes ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) na última década.
Levantamento do órgão mostra que a Unicamp pediu a exclusividade de exploração comercial para 272 inovações de 2004 a 2008 (o pedido pode ser negado; a análise leva até oito anos). Só perdeu para a Petrobras.
Na sequência da Unicamp, figuram entre os dez primeiros lugares a USP e as federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além de duas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada do Instituto de Química da Unicamp, universidade brasileira que mais cria
Isso acontece, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha, por dois motivos.
De um lado, há uma movimentação das universidades para inovar mais, registrar mais patentes e fazer parcerias com o setor produtivo.
Do outro, existe uma apatia do setor produtivo brasileiro, que, sozinho, desenvolve poucas novidades para o mercado consumidor.
"Fazer patentes é importante para a universidade", disse à Folha o reitor da Unicamp, Fernando Costa.
"Mas as universidades não podem carregar sozinhas o peso de ser as grandes patenteadoras do país."
Para ele, o problema é que as empresas brasileiras ficaram muito tempo protegidas pela garantia do mercado consumidor interno, já que a importação era dificultada. Por isso, elas não precisavam inovar para competir.
"Isso está mudando. Daqui a alguns anos, as empresas serão as grandes inovadoras do Brasil", diz Costa.
Isso não significa, porém, que a Unicamp quer perder o bonde. A ideia, diz o reitor, é ter cada vez mais pesquisas em parcerias com empresas.
A universidade está até construindo um parque tecnológico para abrigar laboratórios de empresas que queiram fazer pesquisa em parceria com seus pesquisadores.
As universidades do topo da lista no quesito inovação do RUF são aquelas que criaram recentemente escritórios, dentro do campus, voltados para o assunto.
A pioneira nisso é a UFMG, cuja coordenadoria voltada para inovação já tem 15 anos.
USP e Unicamp vieram depois, com suas agências de inovação criadas em 2003.
Esses escritórios, inspirados em modelos que existem há décadas nas grandes universidades dos EUA, têm profissionais especializados em escrever pedidos de patentes e em introduzi-las no mercado por meio de licenciamento a empresas.
No escritório da UFMG há cerca de 50 funcionários fazendo esse tipo de atividade. De acordo com o reitor da universidade, Clélio Campolina Diniz, eles são responsáveis pelo aumento no número de pedidos. Foram 75 no ano passado. Em 2001, eram 20.
VACINA E TÊNIS
Entre as patentes da UFMG comercializadas recentemente estão a de uma vacina contra leishmaniose e a de um tênis de alto rendimento. Na Unicamp, já foi licenciada até uma máquina para detectar combustível adulterado.
Hoje, pesquisadores brasileiros são avaliados por órgãos como a Capes e o CNPq apenas por sua produção científica (como a quantidade de artigos publicados). O número de patentes por docente não entra na conta, mas isso já foi cogitado.
"Universidades não devem ser avaliadas por patentes. É um erro. Quem tem de fazer inovação são as empresas", diz o físico e professor emérito da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
Com BIANCA BIBIANO, colaboração para a Folha
ABINE RIGHETTI
DE SÃO PAULO
Se é papel das universidades desenvolver produtos para o mercado, não há consenso. Mas, hoje, 5 dos 10 maiores patenteadores do país são instituições de ensino. Por isso, um dos indicadores do RUF são os pedidos de patentes ao Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual) na última década.
Levantamento do órgão mostra que a Unicamp pediu a exclusividade de exploração comercial para 272 inovações de 2004 a 2008 (o pedido pode ser negado; a análise leva até oito anos). Só perdeu para a Petrobras.
Na sequência da Unicamp, figuram entre os dez primeiros lugares a USP e as federais de Minas Gerais (UFMG) e do Rio de Janeiro (UFRJ), além de duas fundações estaduais de amparo à pesquisa.
Eduardo Knapp/Folhapress
Fachada do Instituto de Química da Unicamp, universidade brasileira que mais cria
Isso acontece, de acordo com especialistas ouvidos pela Folha, por dois motivos.
De um lado, há uma movimentação das universidades para inovar mais, registrar mais patentes e fazer parcerias com o setor produtivo.
Do outro, existe uma apatia do setor produtivo brasileiro, que, sozinho, desenvolve poucas novidades para o mercado consumidor.
"Fazer patentes é importante para a universidade", disse à Folha o reitor da Unicamp, Fernando Costa.
"Mas as universidades não podem carregar sozinhas o peso de ser as grandes patenteadoras do país."
Para ele, o problema é que as empresas brasileiras ficaram muito tempo protegidas pela garantia do mercado consumidor interno, já que a importação era dificultada. Por isso, elas não precisavam inovar para competir.
"Isso está mudando. Daqui a alguns anos, as empresas serão as grandes inovadoras do Brasil", diz Costa.
Isso não significa, porém, que a Unicamp quer perder o bonde. A ideia, diz o reitor, é ter cada vez mais pesquisas em parcerias com empresas.
A universidade está até construindo um parque tecnológico para abrigar laboratórios de empresas que queiram fazer pesquisa em parceria com seus pesquisadores.
As universidades do topo da lista no quesito inovação do RUF são aquelas que criaram recentemente escritórios, dentro do campus, voltados para o assunto.
A pioneira nisso é a UFMG, cuja coordenadoria voltada para inovação já tem 15 anos.
USP e Unicamp vieram depois, com suas agências de inovação criadas em 2003.
Esses escritórios, inspirados em modelos que existem há décadas nas grandes universidades dos EUA, têm profissionais especializados em escrever pedidos de patentes e em introduzi-las no mercado por meio de licenciamento a empresas.
No escritório da UFMG há cerca de 50 funcionários fazendo esse tipo de atividade. De acordo com o reitor da universidade, Clélio Campolina Diniz, eles são responsáveis pelo aumento no número de pedidos. Foram 75 no ano passado. Em 2001, eram 20.
VACINA E TÊNIS
Entre as patentes da UFMG comercializadas recentemente estão a de uma vacina contra leishmaniose e a de um tênis de alto rendimento. Na Unicamp, já foi licenciada até uma máquina para detectar combustível adulterado.
Hoje, pesquisadores brasileiros são avaliados por órgãos como a Capes e o CNPq apenas por sua produção científica (como a quantidade de artigos publicados). O número de patentes por docente não entra na conta, mas isso já foi cogitado.
"Universidades não devem ser avaliadas por patentes. É um erro. Quem tem de fazer inovação são as empresas", diz o físico e professor emérito da Unicamp Rogério Cezar de Cerqueira Leite.
Com BIANCA BIBIANO, colaboração para a Folha
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
USP lidera ranking das melhores universidades do Brasil
Fonte: Folha de São Paulo
as 10 melhores universidades
1º USP (SP)
2º UFMG (MG)
3º UFRJ (RJ)
4º UFRGS (RS)
5º Unicamp (SP)
6º Unesp (SP)
7º UFPR (PR)
8º UnB (DF)
9º UFSC (SC)
10º UFPE (PE)
Este caderno traz o primeiro ranking de universidades brasileiras, uma iniciativa de avaliação sistemática do ensino superior no país.
Ao longo de oito meses, a Folha levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).
Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.
DESTAQUES
Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.
Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.
Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.
Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.
Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.
O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).
A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.
Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.
Obs do blogueiro: Destaque para as estaduais de São Paulo e para a UFPE.
as 10 melhores universidades
1º USP (SP)
2º UFMG (MG)
3º UFRJ (RJ)
4º UFRGS (RS)
5º Unicamp (SP)
6º Unesp (SP)
7º UFPR (PR)
8º UnB (DF)
9º UFSC (SC)
10º UFPE (PE)
Este caderno traz o primeiro ranking de universidades brasileiras, uma iniciativa de avaliação sistemática do ensino superior no país.
Ao longo de oito meses, a Folha levantou dados de publicações acadêmicas e, com o Datafolha, ouviu centenas de cientistas e profissionais de Recursos Humanos para compor o RUF (Ranking Universitário Folha).
Nele estão representadas 191 universidades -que operam com pesquisa, ensino e extensão- mais 41 centros universitários ou faculdades, dedicados sobretudo ao ensino e onde há pouca pesquisa.
DESTAQUES
Dos quatro aspectos analisados na lista geral do RUF (pesquisa, ensino, reputação no mercado de trabalho e inovação), a USP apenas não é primeira colocada em termos de inovação, indicador que a Unicamp lidera.
Outro resultado que chama a atenção é a boa avaliação das escolas privadas pelas empresas. Entre as 15 instituições mais citadas como melhores por profissionais responsáveis por contratação, seis são pagas. Os cientistas têm visão diferente: só citaram uma particular, a PUC-Rio, entre as melhores.
Entre as dez primeiras universidades na lista geral, cinco estão no Sudeste; três no Sul, uma no Centro-Oeste e uma no Nordeste. A melhor universidade do Norte, a federal do Pará, aparece na 24ª colocação do ranking.
Informações como essas são importantes para orientar políticas públicas, alunos, professores e empregadores, pois mostram as instituições de destaque no país e as que estão com defasagem.
Países como EUA, China, Alemanha, Bulgária, Cazaquistão e Vietnã já fazem rankings nacionais.
O Ministério da Educação brasileiro faz uma avaliação de instituições, chamada de IGC (Índice Geral de Cursos).
A metodologia, porém, não prevê um ranking de instituições de ensino superior, apenas as classifica em grupos. O levantamento do governo considera a nota dos estudantes em uma prova (o Enade); a proporção de docentes com doutorado e as notas dos programas de pós-graduação.
Não havia, até agora, um indicador que abrangesse a visão do mercado de trabalho e a produção científica das instituições.
Obs do blogueiro: Destaque para as estaduais de São Paulo e para a UFPE.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Anarquismo: entre utopia e realidade
Por Clayton Ribeiro
De modo geral, é senso comum a ideia de que o anarquismo não passou de uma teoria política, conhecida entre os operários europeus, e um movimento sindical bem difundido na Europa do Século XIX e início do século XX, porém, pouco se comenta sobre as experiências vividas por comunidades anarquistas, principalmente, na primeira metade do século XIX.
Nesse sentido, pode-se afirmar que o anarquismo existiu em forma de sociedades organizadas, com até 100 membros, em dezezas de cidades européias. Quando o mais conhecido dos teóricos do anarquismo, o francês Joseph Proudhon (1809-1865), começava a se tornar popular entre os operários franceses, na década 1840, com a edição de textos como, "O que é a propriedade?" (de 1840) e "Sistema das Contradições Econômicas, ou Filosofia da Miséria" (de 1846), muitas cidades da Europa contavam com algumas dezenas dessas comunidades anarquistas.
Imagem de Pierre-Joseph Proudhon, fonte: www.culturabrasil.pro.br/
Segundo o filósofo francês Pierre Ansart, que estuda as relações entre as ideologias políticas e os movimentos sociais, em seu livro "El nascimiento del anarquismo", as comunidades anarquistas surgem na França, berço desse movimento social, ainda no final do século XVIII, e ganham força com a Revolução Francesa. Mas, é no início do século XIX que se espalham pela Europa as experiências anarquistas. Em resumo, nesses núcleos, a educação dos filhos dos anarquistas era ensinada pelos próprios pais. Cultivava-se a terra de modo comunitário e emprestava-se dinheiro sem juros, ou notas promissórias!!! Era uma beleza...
Além disso, os anarquistas pregavam o Estado mínimo, o fim da propriedade privada e da educação pública. A polícia e o aparelho judiciário, entre outras instituições públicas, eram consideradas entidades autoritárias e à serviço dos ricos e poderosos. Ah, pelos mesmos motivos, a Igreja também estava no rol das instituições suspeitas aos anarquistas.
Assim, o anarquismo foi uma teoria, um movimento sindical e um movimento social.
De modo geral, é senso comum a ideia de que o anarquismo não passou de uma teoria política, conhecida entre os operários europeus, e um movimento sindical bem difundido na Europa do Século XIX e início do século XX, porém, pouco se comenta sobre as experiências vividas por comunidades anarquistas, principalmente, na primeira metade do século XIX.
Nesse sentido, pode-se afirmar que o anarquismo existiu em forma de sociedades organizadas, com até 100 membros, em dezezas de cidades européias. Quando o mais conhecido dos teóricos do anarquismo, o francês Joseph Proudhon (1809-1865), começava a se tornar popular entre os operários franceses, na década 1840, com a edição de textos como, "O que é a propriedade?" (de 1840) e "Sistema das Contradições Econômicas, ou Filosofia da Miséria" (de 1846), muitas cidades da Europa contavam com algumas dezenas dessas comunidades anarquistas.
Imagem de Pierre-Joseph Proudhon, fonte: www.culturabrasil.pro.br/
Segundo o filósofo francês Pierre Ansart, que estuda as relações entre as ideologias políticas e os movimentos sociais, em seu livro "El nascimiento del anarquismo", as comunidades anarquistas surgem na França, berço desse movimento social, ainda no final do século XVIII, e ganham força com a Revolução Francesa. Mas, é no início do século XIX que se espalham pela Europa as experiências anarquistas. Em resumo, nesses núcleos, a educação dos filhos dos anarquistas era ensinada pelos próprios pais. Cultivava-se a terra de modo comunitário e emprestava-se dinheiro sem juros, ou notas promissórias!!! Era uma beleza...
Além disso, os anarquistas pregavam o Estado mínimo, o fim da propriedade privada e da educação pública. A polícia e o aparelho judiciário, entre outras instituições públicas, eram consideradas entidades autoritárias e à serviço dos ricos e poderosos. Ah, pelos mesmos motivos, a Igreja também estava no rol das instituições suspeitas aos anarquistas.
Assim, o anarquismo foi uma teoria, um movimento sindical e um movimento social.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nikita Khrushchev e o projeto soviético de levar cosmonautas à Lua
Por Clayton Ribeiro
Um dos fatos mais marcantes da Guerra Fria (1945-1991), disputa pela supremacia mundial entre norte-americanos e soviéticos, a "conquista" da Lua pelos E.U.A, por meio do Projeto Apollo, abalou o mundo. Muitas pessoas ainda hoje são céticas em relação ao pouso de naves com homens no satélite mais próximo da Terra.
Entretanto, de modo surpreendente, os soviéticos (russos) não negaram o êxito do Projeto Apollo. Na verdade, os comunistas pretendiam enviar homens à Lua antes dos norte-americanos, porém, os custos eram altos demais para os soviéticos. Essas informações foram relatadas, de modo desanimador, por nada menos do que o Chefe Supremo da ex-União Soviética, Nikita Khrushchev (1894-1971), que foi líder desse país entre os anos de 1958 a 1964.
Imagem de Nikita Khushchev ao lado do primeiro satélite lançado pelo homem, o Sputnik. Fonte: www.time.com/
No livro "Memórias de Khrushchev" (ou Khrushchov), o tom é de decepção em relação à corrida espacial pelo fato dos soviéticos estarem à frente dos norte-americanos até o advento do Projeto Apollo. Em 1957, é lançado o primeiro satélite, o Sputnik; em 1961, Yuri Gagarin (1934-1968) tornou-se o primeiro homem a orbitar no espaço. Todas essas conquistas, e outras, elevaram as expectativas dos soviéticos. Apesar do baque ter sido grande, depois do feito da Apollo 11, o projeto espacial da ex-União Soviética continuou.
Atualmente, os russos, depois do fim da União Soviética, ainda acalentam o sonho de enviar cosmonautas à Lua; ou seja, eles não perderam o tempo negando a realidade, assim, partiram para novas conquistas!!!
Imagem de Yuri Gagarin, herói soviético. Fonte: www.inyourpocket.com/
OBS: o livro de Khushchev ("Memórias") é vendido a preço de banana em sebos pelo Brasil. O custo do livro provavelmente será menor do que o preço do envio pelos Correios!!! Menor preço consultado: 2,5 reais (isso mesmo); porém, na média, vc encontrará o valor de 5,0 a 10,0 reais.
Um dos fatos mais marcantes da Guerra Fria (1945-1991), disputa pela supremacia mundial entre norte-americanos e soviéticos, a "conquista" da Lua pelos E.U.A, por meio do Projeto Apollo, abalou o mundo. Muitas pessoas ainda hoje são céticas em relação ao pouso de naves com homens no satélite mais próximo da Terra.
Entretanto, de modo surpreendente, os soviéticos (russos) não negaram o êxito do Projeto Apollo. Na verdade, os comunistas pretendiam enviar homens à Lua antes dos norte-americanos, porém, os custos eram altos demais para os soviéticos. Essas informações foram relatadas, de modo desanimador, por nada menos do que o Chefe Supremo da ex-União Soviética, Nikita Khrushchev (1894-1971), que foi líder desse país entre os anos de 1958 a 1964.
Imagem de Nikita Khushchev ao lado do primeiro satélite lançado pelo homem, o Sputnik. Fonte: www.time.com/
No livro "Memórias de Khrushchev" (ou Khrushchov), o tom é de decepção em relação à corrida espacial pelo fato dos soviéticos estarem à frente dos norte-americanos até o advento do Projeto Apollo. Em 1957, é lançado o primeiro satélite, o Sputnik; em 1961, Yuri Gagarin (1934-1968) tornou-se o primeiro homem a orbitar no espaço. Todas essas conquistas, e outras, elevaram as expectativas dos soviéticos. Apesar do baque ter sido grande, depois do feito da Apollo 11, o projeto espacial da ex-União Soviética continuou.
Atualmente, os russos, depois do fim da União Soviética, ainda acalentam o sonho de enviar cosmonautas à Lua; ou seja, eles não perderam o tempo negando a realidade, assim, partiram para novas conquistas!!!
Imagem de Yuri Gagarin, herói soviético. Fonte: www.inyourpocket.com/
OBS: o livro de Khushchev ("Memórias") é vendido a preço de banana em sebos pelo Brasil. O custo do livro provavelmente será menor do que o preço do envio pelos Correios!!! Menor preço consultado: 2,5 reais (isso mesmo); porém, na média, vc encontrará o valor de 5,0 a 10,0 reais.
sábado, 25 de agosto de 2012
Morre Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua
AFP (Yahoo)
O astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, morreu aos 82 anos, informou neste sábado a rede de televisão americana NBC News.
Imagem do astronauta Neil Armstrong, fonte: www.teacherdeniseselmo.wordpress.com/
Armstrong foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir as artérias coronárias.
Lembrado como "um herói americano", sua família destacou que Armstrong "serviu a Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de provas e astronauta".
Junto ao astronauta Buzz Aldrin a bordo da nave Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, sob o olhar de milhões de telespectadores.
Suas palavras "É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade" entraram para a história.
Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong foi o encarregado de informar ao centro de controle de Houston (Texas) o pouso do módulo lunar (LEM) pilotado por Buzz Aldrin: "Houston, aqui a base da Tranquilidade. A águia pousou".
Herói global após seu feito histórico, Armstrong evitava os microfones e as câmeras, e viveu durante os últimos 33 anos longe do público, ao lado de sua segunda mulher em uma fazenda em Ohio.
"Pensava ser de 90% a possibilidade de voltarmos sãos e salvos à Terra após este voo (Apollo 11), e de apenas 50% a possibilidade de pousarmos na Lua nesta primeira tentativa", revelou Armstrong recentemente.
"Um mês antes do lançamento da Apollo 11, havíamos chegado à conclusão de que estávamos suficientemente prontos para tentar (...) descer na superfície" lunar.
Armstrong andou e saltou sobre a superfície da Lua, seguido por Aldrin cerca de 20 minutos depois. Ambos exploraram a zona do pouso por duas horas e meia, onde recolheram 21 quilos de rochas, tiraram fotos e fincaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Segundo James Hansen, autor da biografia de Armstrong, Aldrin deveria ter sido o primeiro a pisar na Lua, mas a Nasa optou pelo comandante da Apollo 11 por julgá-lo mais capaz de assumir o peso da celebridade.
A viagem à Lua foi a última aventura espacial de Armstrong, e o comandante abandonou a agência espacial americana em 1971, para ensinar Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.
Em seguida, Armstrong ocupou o cargo de conselheiro da administração de várias empresas, incluindo Lear Jet e United Airlines.
Recentemente, Armstrong rompeu seu habitual silêncio para criticar o presidente Barack Obama ao afirmar que foi mal assessorado ao decidir eliminar o programa que previa a volta à Lua.
Obama anunciou em fevereiro o fim do programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente, George W. Bush, com o objetivo de voltar à Lua antes de partir para a conquista de Marte.
"Muitos especialistas da comunidade espacial" não sabiam que o Constellation seria abandonado. "Foi, provavelmente, algo tramado por um pequeno grupo em segredo que persuadiu o presidente a rejeitar uma oportunidade única de deixar sua marca em um programa inovador", declarou Armstrong.
Nascido em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta (Ohio), desde jovem Armstrong demonstrou sua paixão por aeronaves, o que o levou a trabalhar no aeroporto próximo a sua casa.
Aos 16 anos obteve o brevê de piloto e como oficial da Marinha realizou 78 missões de combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Armstrong estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue (Indiana) e obteve o mestrado na mesma disciplina na Universidade da Califórnia do Sul.
Em 1955, como piloto de provas, testou 50 tipos de aviões, antes de ser convocado pela Nasa para ser astronauta.
Em setembro de 1966, participou com David Scott da missão Gemini 8. A cápsula se acoplou a outro veículo no espaço, na primeira união orbital de dois módulos espaciais.
Logo chegaria a missão Apollo 11 e a entrada de Neil Armstrong para a história.
O astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, morreu aos 82 anos, informou neste sábado a rede de televisão americana NBC News.
Imagem do astronauta Neil Armstrong, fonte: www.teacherdeniseselmo.wordpress.com/
Armstrong foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir as artérias coronárias.
Lembrado como "um herói americano", sua família destacou que Armstrong "serviu a Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de provas e astronauta".
Junto ao astronauta Buzz Aldrin a bordo da nave Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, sob o olhar de milhões de telespectadores.
Suas palavras "É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade" entraram para a história.
Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong foi o encarregado de informar ao centro de controle de Houston (Texas) o pouso do módulo lunar (LEM) pilotado por Buzz Aldrin: "Houston, aqui a base da Tranquilidade. A águia pousou".
Herói global após seu feito histórico, Armstrong evitava os microfones e as câmeras, e viveu durante os últimos 33 anos longe do público, ao lado de sua segunda mulher em uma fazenda em Ohio.
"Pensava ser de 90% a possibilidade de voltarmos sãos e salvos à Terra após este voo (Apollo 11), e de apenas 50% a possibilidade de pousarmos na Lua nesta primeira tentativa", revelou Armstrong recentemente.
"Um mês antes do lançamento da Apollo 11, havíamos chegado à conclusão de que estávamos suficientemente prontos para tentar (...) descer na superfície" lunar.
Armstrong andou e saltou sobre a superfície da Lua, seguido por Aldrin cerca de 20 minutos depois. Ambos exploraram a zona do pouso por duas horas e meia, onde recolheram 21 quilos de rochas, tiraram fotos e fincaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Segundo James Hansen, autor da biografia de Armstrong, Aldrin deveria ter sido o primeiro a pisar na Lua, mas a Nasa optou pelo comandante da Apollo 11 por julgá-lo mais capaz de assumir o peso da celebridade.
A viagem à Lua foi a última aventura espacial de Armstrong, e o comandante abandonou a agência espacial americana em 1971, para ensinar Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.
Em seguida, Armstrong ocupou o cargo de conselheiro da administração de várias empresas, incluindo Lear Jet e United Airlines.
Recentemente, Armstrong rompeu seu habitual silêncio para criticar o presidente Barack Obama ao afirmar que foi mal assessorado ao decidir eliminar o programa que previa a volta à Lua.
Obama anunciou em fevereiro o fim do programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente, George W. Bush, com o objetivo de voltar à Lua antes de partir para a conquista de Marte.
"Muitos especialistas da comunidade espacial" não sabiam que o Constellation seria abandonado. "Foi, provavelmente, algo tramado por um pequeno grupo em segredo que persuadiu o presidente a rejeitar uma oportunidade única de deixar sua marca em um programa inovador", declarou Armstrong.
Nascido em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta (Ohio), desde jovem Armstrong demonstrou sua paixão por aeronaves, o que o levou a trabalhar no aeroporto próximo a sua casa.
Aos 16 anos obteve o brevê de piloto e como oficial da Marinha realizou 78 missões de combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Armstrong estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue (Indiana) e obteve o mestrado na mesma disciplina na Universidade da Califórnia do Sul.
Em 1955, como piloto de provas, testou 50 tipos de aviões, antes de ser convocado pela Nasa para ser astronauta.
Em setembro de 1966, participou com David Scott da missão Gemini 8. A cápsula se acoplou a outro veículo no espaço, na primeira união orbital de dois módulos espaciais.
Logo chegaria a missão Apollo 11 e a entrada de Neil Armstrong para a história.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A Confederação do Equador e a unidade brasileira
Por Clayton Ribeiro
Parte I
Confederação do Equador (1821-24)
Imagem da bandeira da Confederação do Equador, Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/
Onde ocorreu: Nordeste brasileiro. Pernambuco foi o centro desse movimento.
Como era ensinado:
Até recentemente, acreditava-se que o processo de Independência do Brasil era homogêneo internamente e que havia um único empecilho para sua realização, Portugal. Assim, ensinava-se que o eventos que levaram à Independência ocorreram entre 1820, data da Revolução do Porto, até 1822, quando houve a separação de Portugal.
O Brasil, dizia-se, manteve sua unidade diante de Portugal devido a dois fatores primordiais: 1)a elite intelectual brasileira compartilhava dos mesmos ideais, pois tinha estudado nas mesmas instituições de ensino, no caso, em Portugal (Coimbra e Lisboa); 2)por outro lado, a base econômica, monocultura escravista, favorecia a união de interesses. Desse modo, o entrave a ser vencido era Portugal. Essa versão caiu por terra...
Como é ensinado hoje:
Na verdade, o processo de Independência foi mais complexo do que se pode imaginar. Primeiro, não havia uma unidade de pensamento na elite brasileira e, além disso, a economia apresentava nuances regionais que impediam a unificação dos interesses em torno do setor produtivo.
Outro ponto decisivo foi a reconstrução do poder depois da separação com Portugal, como seria a nova organização política? Em que base? Esse tornou-se o grande ponto de discórdia e, inclusive, de uma guerra civil! Ora, para uma parte da elite de Pernambuco, e de outros estados do Nordeste, trocar o absolutismo lusitano pelo de um imperador no Rio de Janeiro não fazia muito sentido. Era chegado o momento de tornar o poder menos centralizado, ou seja, com mais autonomia para as províncias. Porém, D. Pedro I não aceitou tal projeto. Começava então a fase mais aguda da crise que levaria ao conflito entre o Rio de Janeiro e Pernambuco e a formação de um bloco que apoiou esta última província, chamado de Confederação do Equador.
Em suma, o que estava em jogo era a forma de organização e divisão do poder entre duas modalidade bem distintas. O centralismo absolutista carioca e a autonomia confederada dos pernambucanos. Outros países da América do Sul tinham passado por dilema parecido; porém, na maioria deles, o absolutismo foi derrotado. Em 1824, o Rio sufoca a Confederação do Equador, a unidade ficou mantida mas, talvez, o preço tenha sido caro demais...
Parte I
Confederação do Equador (1821-24)
Imagem da bandeira da Confederação do Equador, Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/
Onde ocorreu: Nordeste brasileiro. Pernambuco foi o centro desse movimento.
Como era ensinado:
Até recentemente, acreditava-se que o processo de Independência do Brasil era homogêneo internamente e que havia um único empecilho para sua realização, Portugal. Assim, ensinava-se que o eventos que levaram à Independência ocorreram entre 1820, data da Revolução do Porto, até 1822, quando houve a separação de Portugal.
O Brasil, dizia-se, manteve sua unidade diante de Portugal devido a dois fatores primordiais: 1)a elite intelectual brasileira compartilhava dos mesmos ideais, pois tinha estudado nas mesmas instituições de ensino, no caso, em Portugal (Coimbra e Lisboa); 2)por outro lado, a base econômica, monocultura escravista, favorecia a união de interesses. Desse modo, o entrave a ser vencido era Portugal. Essa versão caiu por terra...
Como é ensinado hoje:
Na verdade, o processo de Independência foi mais complexo do que se pode imaginar. Primeiro, não havia uma unidade de pensamento na elite brasileira e, além disso, a economia apresentava nuances regionais que impediam a unificação dos interesses em torno do setor produtivo.
Outro ponto decisivo foi a reconstrução do poder depois da separação com Portugal, como seria a nova organização política? Em que base? Esse tornou-se o grande ponto de discórdia e, inclusive, de uma guerra civil! Ora, para uma parte da elite de Pernambuco, e de outros estados do Nordeste, trocar o absolutismo lusitano pelo de um imperador no Rio de Janeiro não fazia muito sentido. Era chegado o momento de tornar o poder menos centralizado, ou seja, com mais autonomia para as províncias. Porém, D. Pedro I não aceitou tal projeto. Começava então a fase mais aguda da crise que levaria ao conflito entre o Rio de Janeiro e Pernambuco e a formação de um bloco que apoiou esta última província, chamado de Confederação do Equador.
Em suma, o que estava em jogo era a forma de organização e divisão do poder entre duas modalidade bem distintas. O centralismo absolutista carioca e a autonomia confederada dos pernambucanos. Outros países da América do Sul tinham passado por dilema parecido; porém, na maioria deles, o absolutismo foi derrotado. Em 1824, o Rio sufoca a Confederação do Equador, a unidade ficou mantida mas, talvez, o preço tenha sido caro demais...
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
OAB Nacional defende Parque das Nascentes
Fonte: www.Portalaz.com.br
O secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, participou nesta terça-feira de audiência pública da Câmara dos Deputados que debateu o Projeto de Lei que altera os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Marcus Vinicius posicionou-se contra a diminuição da área do Parque, alegando que o Rio Parnaíba é essencial à identidade cultural e à sobrevivência socioeconômica de milhões de piauienses e maranhenses.
O secretário-geral da OAB Nacional fundamentou sua posição no relatório técnico da 4ª Câmara da Procuradoria da República, segundo o qual o “uso do solo do platô da Chapada pode afetar a recarga dos aquíferos e a manutenção das nascentes e cursos d’água da bacia da Parnaíba, além de problemas de erosão e contaminação com agrotóxicos”.
Segundo Marcus Vinicius, “pelo princípio da precaução, não é possível permitir o cultivo em tais áreas diante da possibilidade de lesões às nascentes do Rio Parnaíba”. Argumentou ainda que não é possível modificar a área do Parque sem um estudo definitivo de ausência de prejuízo.
O Parque das Nascentes possui 729 mil hectares, na divisa dos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. O Projeto de Lei de alteração da área do parque é de autoria do Deputado Nelson Marquezelli, sendo a audiência pública realizada por requerimento do deputado Paes Landim.
Em Tempo:
O agronegócio é o maior interessado na alteração dos limites desse parque. Só isso justifica o interesse de um deputado paulista em querer reduzir o tamanho do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba na divisa dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Ainda bem que a OAB - nacional tomou as dores de um rico patrimônio natural e nacional. Esse deputado é um inimigo dos maranhenses, piauienses, baianos e tocantinenses. (Dom Severino)
O secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, participou nesta terça-feira de audiência pública da Câmara dos Deputados que debateu o Projeto de Lei que altera os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Marcus Vinicius posicionou-se contra a diminuição da área do Parque, alegando que o Rio Parnaíba é essencial à identidade cultural e à sobrevivência socioeconômica de milhões de piauienses e maranhenses.
O secretário-geral da OAB Nacional fundamentou sua posição no relatório técnico da 4ª Câmara da Procuradoria da República, segundo o qual o “uso do solo do platô da Chapada pode afetar a recarga dos aquíferos e a manutenção das nascentes e cursos d’água da bacia da Parnaíba, além de problemas de erosão e contaminação com agrotóxicos”.
Segundo Marcus Vinicius, “pelo princípio da precaução, não é possível permitir o cultivo em tais áreas diante da possibilidade de lesões às nascentes do Rio Parnaíba”. Argumentou ainda que não é possível modificar a área do Parque sem um estudo definitivo de ausência de prejuízo.
O Parque das Nascentes possui 729 mil hectares, na divisa dos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. O Projeto de Lei de alteração da área do parque é de autoria do Deputado Nelson Marquezelli, sendo a audiência pública realizada por requerimento do deputado Paes Landim.
Em Tempo:
O agronegócio é o maior interessado na alteração dos limites desse parque. Só isso justifica o interesse de um deputado paulista em querer reduzir o tamanho do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba na divisa dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Ainda bem que a OAB - nacional tomou as dores de um rico patrimônio natural e nacional. Esse deputado é um inimigo dos maranhenses, piauienses, baianos e tocantinenses. (Dom Severino)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Charles Boxer: o Brasil e o Império Português
Por Clayton Ribeiro
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
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