Fonte: www.Portalaz.com.br
O secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, participou nesta terça-feira de audiência pública da Câmara dos Deputados que debateu o Projeto de Lei que altera os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Marcus Vinicius posicionou-se contra a diminuição da área do Parque, alegando que o Rio Parnaíba é essencial à identidade cultural e à sobrevivência socioeconômica de milhões de piauienses e maranhenses.
O secretário-geral da OAB Nacional fundamentou sua posição no relatório técnico da 4ª Câmara da Procuradoria da República, segundo o qual o “uso do solo do platô da Chapada pode afetar a recarga dos aquíferos e a manutenção das nascentes e cursos d’água da bacia da Parnaíba, além de problemas de erosão e contaminação com agrotóxicos”.
Segundo Marcus Vinicius, “pelo princípio da precaução, não é possível permitir o cultivo em tais áreas diante da possibilidade de lesões às nascentes do Rio Parnaíba”. Argumentou ainda que não é possível modificar a área do Parque sem um estudo definitivo de ausência de prejuízo.
O Parque das Nascentes possui 729 mil hectares, na divisa dos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. O Projeto de Lei de alteração da área do parque é de autoria do Deputado Nelson Marquezelli, sendo a audiência pública realizada por requerimento do deputado Paes Landim.
Em Tempo:
O agronegócio é o maior interessado na alteração dos limites desse parque. Só isso justifica o interesse de um deputado paulista em querer reduzir o tamanho do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba na divisa dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Ainda bem que a OAB - nacional tomou as dores de um rico patrimônio natural e nacional. Esse deputado é um inimigo dos maranhenses, piauienses, baianos e tocantinenses. (Dom Severino)
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Charles Boxer: o Brasil e o Império Português
Por Clayton Ribeiro
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
sábado, 18 de agosto de 2012
"Facebook esta acabando com os segredos das pessoas", diz historiador
Fonte: veja online
Ex-empresário do Vale do Silício convertido em historiador, Andrew Keen é hoje um dos críticos mais ácidos do mundo digital. Em seu primeiro livro, O Culto do Amador (Jorge Zahar; 208 páginas; 39 reais), de 2009, o britânico de 51 anos denunciou o que chamou de "ditadura da ignorância" na web, difundida por narcisistas ávidos pelos holofotes digitais. Ganhou rapidamente desafetos, foi tachado de apocalíptico e ficou conhecido como o "anticristo da web”. Três anos depois, Keen volta à carga em novo livro. Seu alvo: Facebook, Twitter, Google+ e afins.
Keen desembarca ao Brasil na próxima semana para divulgar Vertigem Digital – Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando (Jorge Zahar; 253 páginas; 45 reais). Nele, o historiador ataca o carimbo "social" das ferramentas e games on-line, critica a superexposição dos usuários e ironiza os entusiastas da "transparência" das redes citando o filósofo francês Jean Baudrillard: “A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?”.
O desencanto do britânico passa longe da tecnofobia. Keen está no Twitter, usa iPhone, iPad e MacBook, passa dez horas por dia na internet e checa obsessivamente seu e-mail. Seu alvo nunca foi a tecnologia. É o que chama de "era do exibicionismo", que estaria forjando uma "geração sem mistério". Em entrevista ao site de VEJA, Keen explica por quê.
O que há de errado com as redes sociais? Temo que a palavra "social" seja transformada em ideologia. Todas as últimas inovações digitais – de recursos musicais a soluções criativas – recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Isso é preocupante. A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo, atributo que não é respeitado por diversas plataformas. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão.
Recentemente, o empresário Biz Stone (um dos fundadores do Twitter) previu que o futuro será "social". Se isso for realmente verdade, é preocupante. Foi por esse motivo que escrevi meu segundo livro. Precisamos conquistar um espaço na web onde possamos nos proteger da multidão e desenvolver nossas próprias ideias. É preciso praticar mais a autocensura e limitar o número de publicações pessoais nas redes.
Em seu livro, o senhor diz que as pessoas estão abrindo mão de suas informações pessoais. Por quê? Vivemos a era do exibicionismo. Estamos desistindo dos nossos segredos. Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Hoje, riqueza corresponde a conectividade. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas. Eu mesmo, por exemplo, sou o "anticristo da web".
Esta "marca" o incomoda? Não. É até agradável. Como um garoto judeu do norte de Londres, sempre cultivei a ambição de me tornar o anticristo de algo historicamente relevante. O que poderia ser mais significativo do que o Vale do Silício?
As redes sociais podem realmente acabar com os segredos das pessoas? Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração de pessoas sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir. Eu mesmo nunca digo a verdade em meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim.
O senhor se considera pessimista? Eu sempre fui uma pessoa otimista, mas não vivo de sonhos. Aponto os problemas das redes sociais. Não significa que eu seja avesso à tecnologia. Uso a internet diariamente por dez horas, tenho iPhone, iPad e Macbook e sou obcecado por e-mail. Tenho mais de 20.000 seguidores e reconheço: o século XXI será a era da internet. Só não tenho Facebook.
Por quê? Essa rede não é confiável. Ela apresenta um modelo de negócio nada desprezível, com a exposição de dados pessoais, como nome, cidade, idade, gênero, atividades, amigos mais próximos. Seus usuários não são clientes, mas produtos. É uma armadilha compartilhar informações nesse tipo de plataforma. Quanto mais você compartilha, mais a rede sabe sobre você, e mais você se transforma em um produto. O filósofo francês Michel Foucault estava certo: a visibilidade é uma armadilha.
Qual é o futuro do conhecimento na internet? O conhecimento será restrito e estará presente em ambientes fechados com sistemas de pagamento, como o do The New York Times, onde sei que a informação é confiável. Ambientes digitais em que exista livre acesso de distribuição e compartilhamento de conteúdo como a Wikipédia ficarão comprometidos. A elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à 'ditadura da ignorância'. É como voltar à Idade Média – e isso não é uma perspectiva muito atraente.
Fonte: Veja Online
Ex-empresário do Vale do Silício convertido em historiador, Andrew Keen é hoje um dos críticos mais ácidos do mundo digital. Em seu primeiro livro, O Culto do Amador (Jorge Zahar; 208 páginas; 39 reais), de 2009, o britânico de 51 anos denunciou o que chamou de "ditadura da ignorância" na web, difundida por narcisistas ávidos pelos holofotes digitais. Ganhou rapidamente desafetos, foi tachado de apocalíptico e ficou conhecido como o "anticristo da web”. Três anos depois, Keen volta à carga em novo livro. Seu alvo: Facebook, Twitter, Google+ e afins.
Keen desembarca ao Brasil na próxima semana para divulgar Vertigem Digital – Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando (Jorge Zahar; 253 páginas; 45 reais). Nele, o historiador ataca o carimbo "social" das ferramentas e games on-line, critica a superexposição dos usuários e ironiza os entusiastas da "transparência" das redes citando o filósofo francês Jean Baudrillard: “A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?”.
O desencanto do britânico passa longe da tecnofobia. Keen está no Twitter, usa iPhone, iPad e MacBook, passa dez horas por dia na internet e checa obsessivamente seu e-mail. Seu alvo nunca foi a tecnologia. É o que chama de "era do exibicionismo", que estaria forjando uma "geração sem mistério". Em entrevista ao site de VEJA, Keen explica por quê.
O que há de errado com as redes sociais? Temo que a palavra "social" seja transformada em ideologia. Todas as últimas inovações digitais – de recursos musicais a soluções criativas – recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Isso é preocupante. A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo, atributo que não é respeitado por diversas plataformas. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão.
Recentemente, o empresário Biz Stone (um dos fundadores do Twitter) previu que o futuro será "social". Se isso for realmente verdade, é preocupante. Foi por esse motivo que escrevi meu segundo livro. Precisamos conquistar um espaço na web onde possamos nos proteger da multidão e desenvolver nossas próprias ideias. É preciso praticar mais a autocensura e limitar o número de publicações pessoais nas redes.
Em seu livro, o senhor diz que as pessoas estão abrindo mão de suas informações pessoais. Por quê? Vivemos a era do exibicionismo. Estamos desistindo dos nossos segredos. Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Hoje, riqueza corresponde a conectividade. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas. Eu mesmo, por exemplo, sou o "anticristo da web".
Esta "marca" o incomoda? Não. É até agradável. Como um garoto judeu do norte de Londres, sempre cultivei a ambição de me tornar o anticristo de algo historicamente relevante. O que poderia ser mais significativo do que o Vale do Silício?
As redes sociais podem realmente acabar com os segredos das pessoas? Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração de pessoas sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir. Eu mesmo nunca digo a verdade em meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim.
O senhor se considera pessimista? Eu sempre fui uma pessoa otimista, mas não vivo de sonhos. Aponto os problemas das redes sociais. Não significa que eu seja avesso à tecnologia. Uso a internet diariamente por dez horas, tenho iPhone, iPad e Macbook e sou obcecado por e-mail. Tenho mais de 20.000 seguidores e reconheço: o século XXI será a era da internet. Só não tenho Facebook.
Por quê? Essa rede não é confiável. Ela apresenta um modelo de negócio nada desprezível, com a exposição de dados pessoais, como nome, cidade, idade, gênero, atividades, amigos mais próximos. Seus usuários não são clientes, mas produtos. É uma armadilha compartilhar informações nesse tipo de plataforma. Quanto mais você compartilha, mais a rede sabe sobre você, e mais você se transforma em um produto. O filósofo francês Michel Foucault estava certo: a visibilidade é uma armadilha.
Qual é o futuro do conhecimento na internet? O conhecimento será restrito e estará presente em ambientes fechados com sistemas de pagamento, como o do The New York Times, onde sei que a informação é confiável. Ambientes digitais em que exista livre acesso de distribuição e compartilhamento de conteúdo como a Wikipédia ficarão comprometidos. A elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à 'ditadura da ignorância'. É como voltar à Idade Média – e isso não é uma perspectiva muito atraente.
Fonte: Veja Online
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
THE: 160 anos
Parabéns THE,
para comemorar o dia de THE, fiz um desafio pessoal: enquanto cidadão, como sugerir uma mudança positiva para a cidade ser melhor ainda? Então, aí vai uma singela dica...
Sistema de Transporte Público de THE
1)Dentro dos ônibus, os passageiros deveriam ter acesso aos horários de saída dos ônibus. Esses dados podem ser também disponibilizados na internet...
2)Os ônibus deveriam ter na lateral o nome das principais vias em que trafega!!! Observem abaixo as letras próximas da porta da frente, do lado esquerdo...
Imagem: www.ecodesenvolvimento.org/
3)As cores, os ônibus deveriam ser padronizados. Os bus que fazem o trajeto bairro-centro-bairro poderiam ter uma cor somente, exemplo, cor AZUL.
Imagem: www.meutransporte.blogspot.com.br/
4)As paradas de ônibus deveriam ter placas com o número do ônibus. Assim, o motorista deveria necessariamente parar nesse ponto. Observem a placa com várias cores diferentes...e com números...
Imagem: www.skyscrapercity.com/
Essas medidas são fáceis de fazer e de baixo custo...Todas os itens enumerados já existem na capital mineira, Belo Horizonte, desde a década de 1990, pelo menos...um abraço.
para comemorar o dia de THE, fiz um desafio pessoal: enquanto cidadão, como sugerir uma mudança positiva para a cidade ser melhor ainda? Então, aí vai uma singela dica...
Sistema de Transporte Público de THE
1)Dentro dos ônibus, os passageiros deveriam ter acesso aos horários de saída dos ônibus. Esses dados podem ser também disponibilizados na internet...
2)Os ônibus deveriam ter na lateral o nome das principais vias em que trafega!!! Observem abaixo as letras próximas da porta da frente, do lado esquerdo...
Imagem: www.ecodesenvolvimento.org/
3)As cores, os ônibus deveriam ser padronizados. Os bus que fazem o trajeto bairro-centro-bairro poderiam ter uma cor somente, exemplo, cor AZUL.
Imagem: www.meutransporte.blogspot.com.br/
4)As paradas de ônibus deveriam ter placas com o número do ônibus. Assim, o motorista deveria necessariamente parar nesse ponto. Observem a placa com várias cores diferentes...e com números...
Imagem: www.skyscrapercity.com/
Essas medidas são fáceis de fazer e de baixo custo...Todas os itens enumerados já existem na capital mineira, Belo Horizonte, desde a década de 1990, pelo menos...um abraço.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Heródoto, "pai" da história ou dos historiadores?
Por Clayton Ribeiro
Três mil anos antes da existência de Jesus Cristo, reis egípcios já deixavam registros relativos aos fatos mais importantes de suas vidas e dos seus antepassados, assim como de suas famílias reais (dinastias), nascia a história. Ou seja, a história surge como uma narrativa oficial, tendenciosa aos donos do poder.
Imagem de Heródoto de Halicarnasso, retirada do blog: www.equipe01ftcead.blogspot.com.br/
Porém, na Grécia antiga alguns pensadores começam a estudar a história de modo independente, sem ligação ou benesses do Estado, temos o historiador. O primeiro historiador que se conhece a obra é o grego Heródoto de Halicarnasso (485-420); em decorrência disso, ficou conhecido como o "pai da história". Ele nos trouxe o famoso dito: "o Egito é uma dádiva do Nilo", entre outras coisas. As "Histórias", título da única obra de Heródoto que não se perdeu no tempo, mostram a história das origens da cultura grega, egípcia e persa, além de outras civilizações menores.
Cidade de Atenas, imagem: www.guiageo-grecia.com/
A palavra historiador vem de "hístor", testemunha. Entre os gregos, quando ocorria uma disputa judicial entre duas partes, a testemunha ocular, se houvesse, era chamada a contar sua versão dos fatos, pois em tese, não era tendenciosa. Assim, na essência da palavra, o historiador é aquele que declara um testemunho não tendencioso e independente dos fatos, sejam eles do passado ou do presente!!!
O método usado pelos historiadores do período herodotiano era o da autópsia ("eu vi", "eu vejo", em grego), ou seja, da pesquisa de campo. O pesquisador deve ir atrás das informações e avaliá-las "in loco". Outro método, menos confiável, era do "autékoo", "eu ouço", em que o historiador entrevistava pessoas conhecedoras da história e que tinham condutas probas, corretas. Desse modo, o historiador construía sua narrativa por meio da visão ("ópsis") e da audição ("autékoo"), em seguida, refletia ("gnóme") sobre as informações colhidas ("historíe").
Em síntese, Heródoto deveria ser chamado "pai dos historiadores" e não da história propriamente dita.
Bibliografia sugerida: HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 1999.
Três mil anos antes da existência de Jesus Cristo, reis egípcios já deixavam registros relativos aos fatos mais importantes de suas vidas e dos seus antepassados, assim como de suas famílias reais (dinastias), nascia a história. Ou seja, a história surge como uma narrativa oficial, tendenciosa aos donos do poder.
Imagem de Heródoto de Halicarnasso, retirada do blog: www.equipe01ftcead.blogspot.com.br/
Porém, na Grécia antiga alguns pensadores começam a estudar a história de modo independente, sem ligação ou benesses do Estado, temos o historiador. O primeiro historiador que se conhece a obra é o grego Heródoto de Halicarnasso (485-420); em decorrência disso, ficou conhecido como o "pai da história". Ele nos trouxe o famoso dito: "o Egito é uma dádiva do Nilo", entre outras coisas. As "Histórias", título da única obra de Heródoto que não se perdeu no tempo, mostram a história das origens da cultura grega, egípcia e persa, além de outras civilizações menores.
Cidade de Atenas, imagem: www.guiageo-grecia.com/
A palavra historiador vem de "hístor", testemunha. Entre os gregos, quando ocorria uma disputa judicial entre duas partes, a testemunha ocular, se houvesse, era chamada a contar sua versão dos fatos, pois em tese, não era tendenciosa. Assim, na essência da palavra, o historiador é aquele que declara um testemunho não tendencioso e independente dos fatos, sejam eles do passado ou do presente!!!
O método usado pelos historiadores do período herodotiano era o da autópsia ("eu vi", "eu vejo", em grego), ou seja, da pesquisa de campo. O pesquisador deve ir atrás das informações e avaliá-las "in loco". Outro método, menos confiável, era do "autékoo", "eu ouço", em que o historiador entrevistava pessoas conhecedoras da história e que tinham condutas probas, corretas. Desse modo, o historiador construía sua narrativa por meio da visão ("ópsis") e da audição ("autékoo"), em seguida, refletia ("gnóme") sobre as informações colhidas ("historíe").
Em síntese, Heródoto deveria ser chamado "pai dos historiadores" e não da história propriamente dita.
Bibliografia sugerida: HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 1999.
domingo, 12 de agosto de 2012
O Brasil na Olimpíada
Por Emanoel Richardson
Parte II
E de repente chega “o PAN” e o Brasil ganha muitas medalhas, pois em nível continental é realmente muito competitivo entre seus vizinhos da America Latina. E o show de medalhas é potencializado pela imprensa num oba-oba que ilude o público, acostumado a sempre esperar ver o Brasil campeão do futebol.
E no ano seguinte chega a Olimpíada (e não “as olimpíadas” como grande parte da mídia erroneamente chama). E aí vem as “decepções”.
Os “torcedores” geralmente ignorantes sobre os demais esportes, não espera nada além do ouro e ficam à mercê das ilusões vendidas pela imprensa, que por desconhecimento e falta do dever de casa, espera uma chuva de medalhas. E isso numa sucessão de erros, narradores e alguns comentaristas que não conhecem o objeto e cometem erros grosseiros, e só confundem o público. E o brasileiro decepciona, e a brasileira “amarela”, e os comentários não informam nada. E o público, adestrado em projetar suas frustrações no sucesso ou derrota de “heróis” da mídia, de repente se tornam especialistas sem saber do que falam.
Ora, em todos os esportes existem os fracassos e as derrotas, até as inesperadas. Só nessa primeira semana de jogos eu contabilizei 6 candidatos a medalha americanos que fracassaram e outros quatro britânicos, contra, vamos dizer três brasileiros. A diferença é que eles têm 20, 30 candidatos à medalha enquanto o Brasil tem esses três!
E festa por que a Olimpíada em 2016 será no Rio de Janeiro! E daqui a quatro anos será a mesma coisa. O Brasil vai continuar ganhando em torno de 15 medalhas, vão continuar acontecendo as “decepções”. Nesse caso maiores por que estaremos “em casa”. E nem adianta se num milagre o Brasil começar a fazer o dever de casa, pois são necessário pelo menos 8 anos pra se fazer um atleta olímpico. Os possíveis medalhistas brasileiros já estão aí, no mínimo com 17, 18 anos. Pelo menos cuidemos deles.
Parte II
E de repente chega “o PAN” e o Brasil ganha muitas medalhas, pois em nível continental é realmente muito competitivo entre seus vizinhos da America Latina. E o show de medalhas é potencializado pela imprensa num oba-oba que ilude o público, acostumado a sempre esperar ver o Brasil campeão do futebol.
E no ano seguinte chega a Olimpíada (e não “as olimpíadas” como grande parte da mídia erroneamente chama). E aí vem as “decepções”.
Os “torcedores” geralmente ignorantes sobre os demais esportes, não espera nada além do ouro e ficam à mercê das ilusões vendidas pela imprensa, que por desconhecimento e falta do dever de casa, espera uma chuva de medalhas. E isso numa sucessão de erros, narradores e alguns comentaristas que não conhecem o objeto e cometem erros grosseiros, e só confundem o público. E o brasileiro decepciona, e a brasileira “amarela”, e os comentários não informam nada. E o público, adestrado em projetar suas frustrações no sucesso ou derrota de “heróis” da mídia, de repente se tornam especialistas sem saber do que falam.
Ora, em todos os esportes existem os fracassos e as derrotas, até as inesperadas. Só nessa primeira semana de jogos eu contabilizei 6 candidatos a medalha americanos que fracassaram e outros quatro britânicos, contra, vamos dizer três brasileiros. A diferença é que eles têm 20, 30 candidatos à medalha enquanto o Brasil tem esses três!
E festa por que a Olimpíada em 2016 será no Rio de Janeiro! E daqui a quatro anos será a mesma coisa. O Brasil vai continuar ganhando em torno de 15 medalhas, vão continuar acontecendo as “decepções”. Nesse caso maiores por que estaremos “em casa”. E nem adianta se num milagre o Brasil começar a fazer o dever de casa, pois são necessário pelo menos 8 anos pra se fazer um atleta olímpico. Os possíveis medalhistas brasileiros já estão aí, no mínimo com 17, 18 anos. Pelo menos cuidemos deles.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Aprovada a criação de duas novas extensões do IFPI
A partir de meados de 2013, duas novas extensões devem entrar em funcionamento: uma no bairro Santa Maria da Codipi, em Teresina; outra, no município Pio IX.
Município de Pio IX, imagem: wikipédia.
Município de Pio IX, imagem: wikipédia.
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
O Brasil na Olimpíada
Parte I
Por Emanoel Richardson
A cada quatro anos é a mesma coisa. Jogos Olímpicos. Esperanças de medalhas para o Brasil. Torcida pelos brasileiros. Decepções. Algumas alegrias. Perguntas. Repostas prontas. Porque o Brasil vai tão mal nas Olimpíadas? Esses brasileiros amarelam demais...
Sendo bem sucinto e sem análises demasiadas profundas, como deveria ser, vejo alguns fatos.
Imagem: www.reiventando-se.blogspot.com.br
Os jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo, visto a cada quatro anos por mais de 4 bilhões de pessoas pela TV. Foi o grande impulsionador do crescimento do esporte pelo mundo. Hoje mais de 200 países participam dos jogos. O COI (Comitê Olímpico Internacional) tem mais filiados do que a ONU.
No Brasil o investimento no esporte sempre foi pífio. Nos dias de hoje, até que o esporte de alto nível tem dinheiro (não é mais tão comum, como em outros tempos, atletas mendigarem para irem a mundiais ou deixarem de participar por não ter verba). A própria Sarah Menezes conta com uma estrutura bem razoável, vivendo e treinando no Piauí. Essa merece todas as homenagens até 50 anos pra frente!
O grande problema é que não se tem um sistema desportivo que promova a massificação e a seleção dos talentos que vão chegar a esse alto nível. Ainda vivemos de alguns potenciais descobertos. Quantas crianças no Brasil tem contato com esportes que não o futebol e futsal, esportes onde nosso país tem excelência?
Todos os países de grande resultados têm sistemas desportivos que massificam os esportes. Isso não significa ter dinheiro: Quênia, Etiópia e Jamaica são países paupérrimos, mas todas as crianças correm na escola ou mesmo pra frequentá-las. Os países do antigo bloco socialista, dos quais remanescem Cuba e China, mesmo depois da transição para o capitalismo mantém sistemas desportivos baseados nas escolas de esporte. Nos estados unidos o sistema educacional é responsável pela descoberta de atletas do ensino fundamental à universidade. No Brasil pela questão cultural, em certo momento o futebol se tornou dominante, toda criança “joga bola” desde cedo. Lógico, da massificação se descobre os talentos. Isso não ocorre com os demais esportes. Quem já praticou atletismo, ou ginástica na escola? Quantas escolinhas de natação ou judô existem em cidades do interior? Temos piscinas públicas?
Imagem: www.imagensengracadas2.com/
A monocultura do futebol, perpetuada pela mídia: todos sabem o nome do zagueiro reserva do Madureira, mas nesses jogos olímpicos tem um atleta que faz todas as provas de todos os esportes, é “o brasileiro”. Só se ouvem os narradores dizerem: daqui a pouco vai competir o brasileiro!
Nossa “Imprensa esportiva” passa anos e anos ignorando os esportes e os atletas que não estão no “brasileirão”. Aqui ou acolá fala um pouco de algum esporte que esteja na evidencia, como o voleibol, mas não há um acompanhamento sistemático ,como ocorre com os grandes times de futebol do sudeste que são mencionados todo dia, nem que seja pra dizer que treinaram e um olhou de cara feia para o outro. Ora como é que as pessoas vão gostar do que não conhecem? Tudo bem que o público ame futebol, mas por que não mostrar os demais esportes? Em outros lugares do mundo vê-se estádios cheios em vários esportes ao mesmo tempo!
O professor Emanoel Richardson é formado em Educação Física e leciona no IFPI-Uruçuí. Obrigado por mais esse artigo!!
Por Emanoel Richardson
A cada quatro anos é a mesma coisa. Jogos Olímpicos. Esperanças de medalhas para o Brasil. Torcida pelos brasileiros. Decepções. Algumas alegrias. Perguntas. Repostas prontas. Porque o Brasil vai tão mal nas Olimpíadas? Esses brasileiros amarelam demais...
Sendo bem sucinto e sem análises demasiadas profundas, como deveria ser, vejo alguns fatos.
Imagem: www.reiventando-se.blogspot.com.br
Os jogos Olímpicos são o maior evento esportivo do mundo, visto a cada quatro anos por mais de 4 bilhões de pessoas pela TV. Foi o grande impulsionador do crescimento do esporte pelo mundo. Hoje mais de 200 países participam dos jogos. O COI (Comitê Olímpico Internacional) tem mais filiados do que a ONU.
No Brasil o investimento no esporte sempre foi pífio. Nos dias de hoje, até que o esporte de alto nível tem dinheiro (não é mais tão comum, como em outros tempos, atletas mendigarem para irem a mundiais ou deixarem de participar por não ter verba). A própria Sarah Menezes conta com uma estrutura bem razoável, vivendo e treinando no Piauí. Essa merece todas as homenagens até 50 anos pra frente!
O grande problema é que não se tem um sistema desportivo que promova a massificação e a seleção dos talentos que vão chegar a esse alto nível. Ainda vivemos de alguns potenciais descobertos. Quantas crianças no Brasil tem contato com esportes que não o futebol e futsal, esportes onde nosso país tem excelência?
Todos os países de grande resultados têm sistemas desportivos que massificam os esportes. Isso não significa ter dinheiro: Quênia, Etiópia e Jamaica são países paupérrimos, mas todas as crianças correm na escola ou mesmo pra frequentá-las. Os países do antigo bloco socialista, dos quais remanescem Cuba e China, mesmo depois da transição para o capitalismo mantém sistemas desportivos baseados nas escolas de esporte. Nos estados unidos o sistema educacional é responsável pela descoberta de atletas do ensino fundamental à universidade. No Brasil pela questão cultural, em certo momento o futebol se tornou dominante, toda criança “joga bola” desde cedo. Lógico, da massificação se descobre os talentos. Isso não ocorre com os demais esportes. Quem já praticou atletismo, ou ginástica na escola? Quantas escolinhas de natação ou judô existem em cidades do interior? Temos piscinas públicas?
Imagem: www.imagensengracadas2.com/
A monocultura do futebol, perpetuada pela mídia: todos sabem o nome do zagueiro reserva do Madureira, mas nesses jogos olímpicos tem um atleta que faz todas as provas de todos os esportes, é “o brasileiro”. Só se ouvem os narradores dizerem: daqui a pouco vai competir o brasileiro!
Nossa “Imprensa esportiva” passa anos e anos ignorando os esportes e os atletas que não estão no “brasileirão”. Aqui ou acolá fala um pouco de algum esporte que esteja na evidencia, como o voleibol, mas não há um acompanhamento sistemático ,como ocorre com os grandes times de futebol do sudeste que são mencionados todo dia, nem que seja pra dizer que treinaram e um olhou de cara feia para o outro. Ora como é que as pessoas vão gostar do que não conhecem? Tudo bem que o público ame futebol, mas por que não mostrar os demais esportes? Em outros lugares do mundo vê-se estádios cheios em vários esportes ao mesmo tempo!
O professor Emanoel Richardson é formado em Educação Física e leciona no IFPI-Uruçuí. Obrigado por mais esse artigo!!
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