Por Clayton Ribeiro
Um dos fatos mais marcantes da Guerra Fria (1945-1991), disputa pela supremacia mundial entre norte-americanos e soviéticos, a "conquista" da Lua pelos E.U.A, por meio do Projeto Apollo, abalou o mundo. Muitas pessoas ainda hoje são céticas em relação ao pouso de naves com homens no satélite mais próximo da Terra.
Entretanto, de modo surpreendente, os soviéticos (russos) não negaram o êxito do Projeto Apollo. Na verdade, os comunistas pretendiam enviar homens à Lua antes dos norte-americanos, porém, os custos eram altos demais para os soviéticos. Essas informações foram relatadas, de modo desanimador, por nada menos do que o Chefe Supremo da ex-União Soviética, Nikita Khrushchev (1894-1971), que foi líder desse país entre os anos de 1958 a 1964.
Imagem de Nikita Khushchev ao lado do primeiro satélite lançado pelo homem, o Sputnik. Fonte: www.time.com/
No livro "Memórias de Khrushchev" (ou Khrushchov), o tom é de decepção em relação à corrida espacial pelo fato dos soviéticos estarem à frente dos norte-americanos até o advento do Projeto Apollo. Em 1957, é lançado o primeiro satélite, o Sputnik; em 1961, Yuri Gagarin (1934-1968) tornou-se o primeiro homem a orbitar no espaço. Todas essas conquistas, e outras, elevaram as expectativas dos soviéticos. Apesar do baque ter sido grande, depois do feito da Apollo 11, o projeto espacial da ex-União Soviética continuou.
Atualmente, os russos, depois do fim da União Soviética, ainda acalentam o sonho de enviar cosmonautas à Lua; ou seja, eles não perderam o tempo negando a realidade, assim, partiram para novas conquistas!!!
Imagem de Yuri Gagarin, herói soviético. Fonte: www.inyourpocket.com/
OBS: o livro de Khushchev ("Memórias") é vendido a preço de banana em sebos pelo Brasil. O custo do livro provavelmente será menor do que o preço do envio pelos Correios!!! Menor preço consultado: 2,5 reais (isso mesmo); porém, na média, vc encontrará o valor de 5,0 a 10,0 reais.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
sábado, 25 de agosto de 2012
Morre Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua
AFP (Yahoo)
O astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, morreu aos 82 anos, informou neste sábado a rede de televisão americana NBC News.
Imagem do astronauta Neil Armstrong, fonte: www.teacherdeniseselmo.wordpress.com/
Armstrong foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir as artérias coronárias.
Lembrado como "um herói americano", sua família destacou que Armstrong "serviu a Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de provas e astronauta".
Junto ao astronauta Buzz Aldrin a bordo da nave Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, sob o olhar de milhões de telespectadores.
Suas palavras "É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade" entraram para a história.
Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong foi o encarregado de informar ao centro de controle de Houston (Texas) o pouso do módulo lunar (LEM) pilotado por Buzz Aldrin: "Houston, aqui a base da Tranquilidade. A águia pousou".
Herói global após seu feito histórico, Armstrong evitava os microfones e as câmeras, e viveu durante os últimos 33 anos longe do público, ao lado de sua segunda mulher em uma fazenda em Ohio.
"Pensava ser de 90% a possibilidade de voltarmos sãos e salvos à Terra após este voo (Apollo 11), e de apenas 50% a possibilidade de pousarmos na Lua nesta primeira tentativa", revelou Armstrong recentemente.
"Um mês antes do lançamento da Apollo 11, havíamos chegado à conclusão de que estávamos suficientemente prontos para tentar (...) descer na superfície" lunar.
Armstrong andou e saltou sobre a superfície da Lua, seguido por Aldrin cerca de 20 minutos depois. Ambos exploraram a zona do pouso por duas horas e meia, onde recolheram 21 quilos de rochas, tiraram fotos e fincaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Segundo James Hansen, autor da biografia de Armstrong, Aldrin deveria ter sido o primeiro a pisar na Lua, mas a Nasa optou pelo comandante da Apollo 11 por julgá-lo mais capaz de assumir o peso da celebridade.
A viagem à Lua foi a última aventura espacial de Armstrong, e o comandante abandonou a agência espacial americana em 1971, para ensinar Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.
Em seguida, Armstrong ocupou o cargo de conselheiro da administração de várias empresas, incluindo Lear Jet e United Airlines.
Recentemente, Armstrong rompeu seu habitual silêncio para criticar o presidente Barack Obama ao afirmar que foi mal assessorado ao decidir eliminar o programa que previa a volta à Lua.
Obama anunciou em fevereiro o fim do programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente, George W. Bush, com o objetivo de voltar à Lua antes de partir para a conquista de Marte.
"Muitos especialistas da comunidade espacial" não sabiam que o Constellation seria abandonado. "Foi, provavelmente, algo tramado por um pequeno grupo em segredo que persuadiu o presidente a rejeitar uma oportunidade única de deixar sua marca em um programa inovador", declarou Armstrong.
Nascido em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta (Ohio), desde jovem Armstrong demonstrou sua paixão por aeronaves, o que o levou a trabalhar no aeroporto próximo a sua casa.
Aos 16 anos obteve o brevê de piloto e como oficial da Marinha realizou 78 missões de combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Armstrong estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue (Indiana) e obteve o mestrado na mesma disciplina na Universidade da Califórnia do Sul.
Em 1955, como piloto de provas, testou 50 tipos de aviões, antes de ser convocado pela Nasa para ser astronauta.
Em setembro de 1966, participou com David Scott da missão Gemini 8. A cápsula se acoplou a outro veículo no espaço, na primeira união orbital de dois módulos espaciais.
Logo chegaria a missão Apollo 11 e a entrada de Neil Armstrong para a história.
O astronauta americano Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua, em 20 de julho de 1969, morreu aos 82 anos, informou neste sábado a rede de televisão americana NBC News.
Imagem do astronauta Neil Armstrong, fonte: www.teacherdeniseselmo.wordpress.com/
Armstrong foi vítima de complicações após uma cirurgia cardíaca realizada no início de agosto para desobstruir as artérias coronárias.
Lembrado como "um herói americano", sua família destacou que Armstrong "serviu a Nação com orgulho, como piloto da Marinha, piloto de provas e astronauta".
Junto ao astronauta Buzz Aldrin a bordo da nave Apollo 11, Armstrong se tornou o primeiro homem a pisar na Lua, sob o olhar de milhões de telespectadores.
Suas palavras "É um pequeno passo para o homem e um salto gigante para a humanidade" entraram para a história.
Como comandante da missão Apollo 11, Armstrong foi o encarregado de informar ao centro de controle de Houston (Texas) o pouso do módulo lunar (LEM) pilotado por Buzz Aldrin: "Houston, aqui a base da Tranquilidade. A águia pousou".
Herói global após seu feito histórico, Armstrong evitava os microfones e as câmeras, e viveu durante os últimos 33 anos longe do público, ao lado de sua segunda mulher em uma fazenda em Ohio.
"Pensava ser de 90% a possibilidade de voltarmos sãos e salvos à Terra após este voo (Apollo 11), e de apenas 50% a possibilidade de pousarmos na Lua nesta primeira tentativa", revelou Armstrong recentemente.
"Um mês antes do lançamento da Apollo 11, havíamos chegado à conclusão de que estávamos suficientemente prontos para tentar (...) descer na superfície" lunar.
Armstrong andou e saltou sobre a superfície da Lua, seguido por Aldrin cerca de 20 minutos depois. Ambos exploraram a zona do pouso por duas horas e meia, onde recolheram 21 quilos de rochas, tiraram fotos e fincaram uma bandeira dos Estados Unidos.
Segundo James Hansen, autor da biografia de Armstrong, Aldrin deveria ter sido o primeiro a pisar na Lua, mas a Nasa optou pelo comandante da Apollo 11 por julgá-lo mais capaz de assumir o peso da celebridade.
A viagem à Lua foi a última aventura espacial de Armstrong, e o comandante abandonou a agência espacial americana em 1971, para ensinar Engenharia Aeroespacial na Universidade de Cincinnati, Ohio, até 1979.
Em seguida, Armstrong ocupou o cargo de conselheiro da administração de várias empresas, incluindo Lear Jet e United Airlines.
Recentemente, Armstrong rompeu seu habitual silêncio para criticar o presidente Barack Obama ao afirmar que foi mal assessorado ao decidir eliminar o programa que previa a volta à Lua.
Obama anunciou em fevereiro o fim do programa Constellation, lançado em 2004 pelo então presidente, George W. Bush, com o objetivo de voltar à Lua antes de partir para a conquista de Marte.
"Muitos especialistas da comunidade espacial" não sabiam que o Constellation seria abandonado. "Foi, provavelmente, algo tramado por um pequeno grupo em segredo que persuadiu o presidente a rejeitar uma oportunidade única de deixar sua marca em um programa inovador", declarou Armstrong.
Nascido em 5 de agosto de 1930 em Wapakoneta (Ohio), desde jovem Armstrong demonstrou sua paixão por aeronaves, o que o levou a trabalhar no aeroporto próximo a sua casa.
Aos 16 anos obteve o brevê de piloto e como oficial da Marinha realizou 78 missões de combate durante a Guerra da Coreia (1950-1953).
Armstrong estudou engenharia aeronáutica na Universidade de Purdue (Indiana) e obteve o mestrado na mesma disciplina na Universidade da Califórnia do Sul.
Em 1955, como piloto de provas, testou 50 tipos de aviões, antes de ser convocado pela Nasa para ser astronauta.
Em setembro de 1966, participou com David Scott da missão Gemini 8. A cápsula se acoplou a outro veículo no espaço, na primeira união orbital de dois módulos espaciais.
Logo chegaria a missão Apollo 11 e a entrada de Neil Armstrong para a história.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
A Confederação do Equador e a unidade brasileira
Por Clayton Ribeiro
Parte I
Confederação do Equador (1821-24)
Imagem da bandeira da Confederação do Equador, Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/
Onde ocorreu: Nordeste brasileiro. Pernambuco foi o centro desse movimento.
Como era ensinado:
Até recentemente, acreditava-se que o processo de Independência do Brasil era homogêneo internamente e que havia um único empecilho para sua realização, Portugal. Assim, ensinava-se que o eventos que levaram à Independência ocorreram entre 1820, data da Revolução do Porto, até 1822, quando houve a separação de Portugal.
O Brasil, dizia-se, manteve sua unidade diante de Portugal devido a dois fatores primordiais: 1)a elite intelectual brasileira compartilhava dos mesmos ideais, pois tinha estudado nas mesmas instituições de ensino, no caso, em Portugal (Coimbra e Lisboa); 2)por outro lado, a base econômica, monocultura escravista, favorecia a união de interesses. Desse modo, o entrave a ser vencido era Portugal. Essa versão caiu por terra...
Como é ensinado hoje:
Na verdade, o processo de Independência foi mais complexo do que se pode imaginar. Primeiro, não havia uma unidade de pensamento na elite brasileira e, além disso, a economia apresentava nuances regionais que impediam a unificação dos interesses em torno do setor produtivo.
Outro ponto decisivo foi a reconstrução do poder depois da separação com Portugal, como seria a nova organização política? Em que base? Esse tornou-se o grande ponto de discórdia e, inclusive, de uma guerra civil! Ora, para uma parte da elite de Pernambuco, e de outros estados do Nordeste, trocar o absolutismo lusitano pelo de um imperador no Rio de Janeiro não fazia muito sentido. Era chegado o momento de tornar o poder menos centralizado, ou seja, com mais autonomia para as províncias. Porém, D. Pedro I não aceitou tal projeto. Começava então a fase mais aguda da crise que levaria ao conflito entre o Rio de Janeiro e Pernambuco e a formação de um bloco que apoiou esta última província, chamado de Confederação do Equador.
Em suma, o que estava em jogo era a forma de organização e divisão do poder entre duas modalidade bem distintas. O centralismo absolutista carioca e a autonomia confederada dos pernambucanos. Outros países da América do Sul tinham passado por dilema parecido; porém, na maioria deles, o absolutismo foi derrotado. Em 1824, o Rio sufoca a Confederação do Equador, a unidade ficou mantida mas, talvez, o preço tenha sido caro demais...
Parte I
Confederação do Equador (1821-24)
Imagem da bandeira da Confederação do Equador, Fonte: www.portalsaofrancisco.com.br/
Onde ocorreu: Nordeste brasileiro. Pernambuco foi o centro desse movimento.
Como era ensinado:
Até recentemente, acreditava-se que o processo de Independência do Brasil era homogêneo internamente e que havia um único empecilho para sua realização, Portugal. Assim, ensinava-se que o eventos que levaram à Independência ocorreram entre 1820, data da Revolução do Porto, até 1822, quando houve a separação de Portugal.
O Brasil, dizia-se, manteve sua unidade diante de Portugal devido a dois fatores primordiais: 1)a elite intelectual brasileira compartilhava dos mesmos ideais, pois tinha estudado nas mesmas instituições de ensino, no caso, em Portugal (Coimbra e Lisboa); 2)por outro lado, a base econômica, monocultura escravista, favorecia a união de interesses. Desse modo, o entrave a ser vencido era Portugal. Essa versão caiu por terra...
Como é ensinado hoje:
Na verdade, o processo de Independência foi mais complexo do que se pode imaginar. Primeiro, não havia uma unidade de pensamento na elite brasileira e, além disso, a economia apresentava nuances regionais que impediam a unificação dos interesses em torno do setor produtivo.
Outro ponto decisivo foi a reconstrução do poder depois da separação com Portugal, como seria a nova organização política? Em que base? Esse tornou-se o grande ponto de discórdia e, inclusive, de uma guerra civil! Ora, para uma parte da elite de Pernambuco, e de outros estados do Nordeste, trocar o absolutismo lusitano pelo de um imperador no Rio de Janeiro não fazia muito sentido. Era chegado o momento de tornar o poder menos centralizado, ou seja, com mais autonomia para as províncias. Porém, D. Pedro I não aceitou tal projeto. Começava então a fase mais aguda da crise que levaria ao conflito entre o Rio de Janeiro e Pernambuco e a formação de um bloco que apoiou esta última província, chamado de Confederação do Equador.
Em suma, o que estava em jogo era a forma de organização e divisão do poder entre duas modalidade bem distintas. O centralismo absolutista carioca e a autonomia confederada dos pernambucanos. Outros países da América do Sul tinham passado por dilema parecido; porém, na maioria deles, o absolutismo foi derrotado. Em 1824, o Rio sufoca a Confederação do Equador, a unidade ficou mantida mas, talvez, o preço tenha sido caro demais...
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
OAB Nacional defende Parque das Nascentes
Fonte: www.Portalaz.com.br
O secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, participou nesta terça-feira de audiência pública da Câmara dos Deputados que debateu o Projeto de Lei que altera os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Marcus Vinicius posicionou-se contra a diminuição da área do Parque, alegando que o Rio Parnaíba é essencial à identidade cultural e à sobrevivência socioeconômica de milhões de piauienses e maranhenses.
O secretário-geral da OAB Nacional fundamentou sua posição no relatório técnico da 4ª Câmara da Procuradoria da República, segundo o qual o “uso do solo do platô da Chapada pode afetar a recarga dos aquíferos e a manutenção das nascentes e cursos d’água da bacia da Parnaíba, além de problemas de erosão e contaminação com agrotóxicos”.
Segundo Marcus Vinicius, “pelo princípio da precaução, não é possível permitir o cultivo em tais áreas diante da possibilidade de lesões às nascentes do Rio Parnaíba”. Argumentou ainda que não é possível modificar a área do Parque sem um estudo definitivo de ausência de prejuízo.
O Parque das Nascentes possui 729 mil hectares, na divisa dos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. O Projeto de Lei de alteração da área do parque é de autoria do Deputado Nelson Marquezelli, sendo a audiência pública realizada por requerimento do deputado Paes Landim.
Em Tempo:
O agronegócio é o maior interessado na alteração dos limites desse parque. Só isso justifica o interesse de um deputado paulista em querer reduzir o tamanho do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba na divisa dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Ainda bem que a OAB - nacional tomou as dores de um rico patrimônio natural e nacional. Esse deputado é um inimigo dos maranhenses, piauienses, baianos e tocantinenses. (Dom Severino)
O secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinicius Coêlho, participou nesta terça-feira de audiência pública da Câmara dos Deputados que debateu o Projeto de Lei que altera os limites do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba. Marcus Vinicius posicionou-se contra a diminuição da área do Parque, alegando que o Rio Parnaíba é essencial à identidade cultural e à sobrevivência socioeconômica de milhões de piauienses e maranhenses.
O secretário-geral da OAB Nacional fundamentou sua posição no relatório técnico da 4ª Câmara da Procuradoria da República, segundo o qual o “uso do solo do platô da Chapada pode afetar a recarga dos aquíferos e a manutenção das nascentes e cursos d’água da bacia da Parnaíba, além de problemas de erosão e contaminação com agrotóxicos”.
Segundo Marcus Vinicius, “pelo princípio da precaução, não é possível permitir o cultivo em tais áreas diante da possibilidade de lesões às nascentes do Rio Parnaíba”. Argumentou ainda que não é possível modificar a área do Parque sem um estudo definitivo de ausência de prejuízo.
O Parque das Nascentes possui 729 mil hectares, na divisa dos Estados do Piauí, Maranhão, Bahia e Tocantins. O Projeto de Lei de alteração da área do parque é de autoria do Deputado Nelson Marquezelli, sendo a audiência pública realizada por requerimento do deputado Paes Landim.
Em Tempo:
O agronegócio é o maior interessado na alteração dos limites desse parque. Só isso justifica o interesse de um deputado paulista em querer reduzir o tamanho do Parque das Nascentes do Rio Parnaíba na divisa dos estados do Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia. Ainda bem que a OAB - nacional tomou as dores de um rico patrimônio natural e nacional. Esse deputado é um inimigo dos maranhenses, piauienses, baianos e tocantinenses. (Dom Severino)
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Charles Boxer: o Brasil e o Império Português
Por Clayton Ribeiro
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
Pensar o Brasil na perspectiva do Império Português (1415-1825) é um desafio para poucos, ainda levando-se em conta as facilidades de acesso a banco de dados em uma "era digital". O império dos portugueses era mundial, do Brasil ao Japão. No interior desse sistema político-cultural, vários subsistemas mantinham formas de relação com Portugal em graus e modalidades distintas.
Imagem do historiador Charles R. Boxer, fonte: www.temposdoriente.wordpress.com/
Por isso, a leitura dos livros do historiador inglês Charles Ralph Boxer (1904-2000) ainda é atual e necessária. Ex-militar de Sua Majestade da Inglaterra, Boxer passou a estudar história do império lusitano na década de 1940, principalmente, da parte asiática (Índia, China, Japão, entre outros Estados). Na década seguinte, de 1950, começou a se dedicar ao Atlântico Sul, isto é, à parte sul-americana e africana.
Entre os temas de pesquisa de Boxer estão: a Igreja no império; a colonização holandesa no Brasil; a relação histórica entre Nordeste-Angola, etc. Nessa perspectiva, a abordagem sobre a administração, religião, economia, torna-se mais complexa e rica. De maneira geral, a historiografia brasileira ainda não acompanhou totalmente as inovações trazidas por esse grande historiador. Historiadores do período colonial, geralmente, não dão a devida importância à relação Brasil-Império Português. A história especializa-se. Hoje, estuda-se a história colonial do Piauí, de Pernambuco, de São Paulo, de Minas...e por aí vai....como algo isolado, separado, segmentado...Mas, é possível fazer uma história local-regional sem perder de vista o contexto mais amplo...
Vejam alguns livros editados em português de Charles R. Boxer:
_____Salvador de Sá e a Luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1973. (Tradução de Olivério M. de Oliveira
Pinto).
_____Os Holandeses no Brasil, 1624-1654. São Paulo: Companhia Editora Nacional,
1961.
_____O Império Marítimo Português, 1415 - 1825. São Paulo: Companhia das
Letras, 2002.
sábado, 18 de agosto de 2012
"Facebook esta acabando com os segredos das pessoas", diz historiador
Fonte: veja online
Ex-empresário do Vale do Silício convertido em historiador, Andrew Keen é hoje um dos críticos mais ácidos do mundo digital. Em seu primeiro livro, O Culto do Amador (Jorge Zahar; 208 páginas; 39 reais), de 2009, o britânico de 51 anos denunciou o que chamou de "ditadura da ignorância" na web, difundida por narcisistas ávidos pelos holofotes digitais. Ganhou rapidamente desafetos, foi tachado de apocalíptico e ficou conhecido como o "anticristo da web”. Três anos depois, Keen volta à carga em novo livro. Seu alvo: Facebook, Twitter, Google+ e afins.
Keen desembarca ao Brasil na próxima semana para divulgar Vertigem Digital – Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando (Jorge Zahar; 253 páginas; 45 reais). Nele, o historiador ataca o carimbo "social" das ferramentas e games on-line, critica a superexposição dos usuários e ironiza os entusiastas da "transparência" das redes citando o filósofo francês Jean Baudrillard: “A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?”.
O desencanto do britânico passa longe da tecnofobia. Keen está no Twitter, usa iPhone, iPad e MacBook, passa dez horas por dia na internet e checa obsessivamente seu e-mail. Seu alvo nunca foi a tecnologia. É o que chama de "era do exibicionismo", que estaria forjando uma "geração sem mistério". Em entrevista ao site de VEJA, Keen explica por quê.
O que há de errado com as redes sociais? Temo que a palavra "social" seja transformada em ideologia. Todas as últimas inovações digitais – de recursos musicais a soluções criativas – recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Isso é preocupante. A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo, atributo que não é respeitado por diversas plataformas. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão.
Recentemente, o empresário Biz Stone (um dos fundadores do Twitter) previu que o futuro será "social". Se isso for realmente verdade, é preocupante. Foi por esse motivo que escrevi meu segundo livro. Precisamos conquistar um espaço na web onde possamos nos proteger da multidão e desenvolver nossas próprias ideias. É preciso praticar mais a autocensura e limitar o número de publicações pessoais nas redes.
Em seu livro, o senhor diz que as pessoas estão abrindo mão de suas informações pessoais. Por quê? Vivemos a era do exibicionismo. Estamos desistindo dos nossos segredos. Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Hoje, riqueza corresponde a conectividade. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas. Eu mesmo, por exemplo, sou o "anticristo da web".
Esta "marca" o incomoda? Não. É até agradável. Como um garoto judeu do norte de Londres, sempre cultivei a ambição de me tornar o anticristo de algo historicamente relevante. O que poderia ser mais significativo do que o Vale do Silício?
As redes sociais podem realmente acabar com os segredos das pessoas? Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração de pessoas sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir. Eu mesmo nunca digo a verdade em meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim.
O senhor se considera pessimista? Eu sempre fui uma pessoa otimista, mas não vivo de sonhos. Aponto os problemas das redes sociais. Não significa que eu seja avesso à tecnologia. Uso a internet diariamente por dez horas, tenho iPhone, iPad e Macbook e sou obcecado por e-mail. Tenho mais de 20.000 seguidores e reconheço: o século XXI será a era da internet. Só não tenho Facebook.
Por quê? Essa rede não é confiável. Ela apresenta um modelo de negócio nada desprezível, com a exposição de dados pessoais, como nome, cidade, idade, gênero, atividades, amigos mais próximos. Seus usuários não são clientes, mas produtos. É uma armadilha compartilhar informações nesse tipo de plataforma. Quanto mais você compartilha, mais a rede sabe sobre você, e mais você se transforma em um produto. O filósofo francês Michel Foucault estava certo: a visibilidade é uma armadilha.
Qual é o futuro do conhecimento na internet? O conhecimento será restrito e estará presente em ambientes fechados com sistemas de pagamento, como o do The New York Times, onde sei que a informação é confiável. Ambientes digitais em que exista livre acesso de distribuição e compartilhamento de conteúdo como a Wikipédia ficarão comprometidos. A elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à 'ditadura da ignorância'. É como voltar à Idade Média – e isso não é uma perspectiva muito atraente.
Fonte: Veja Online
Ex-empresário do Vale do Silício convertido em historiador, Andrew Keen é hoje um dos críticos mais ácidos do mundo digital. Em seu primeiro livro, O Culto do Amador (Jorge Zahar; 208 páginas; 39 reais), de 2009, o britânico de 51 anos denunciou o que chamou de "ditadura da ignorância" na web, difundida por narcisistas ávidos pelos holofotes digitais. Ganhou rapidamente desafetos, foi tachado de apocalíptico e ficou conhecido como o "anticristo da web”. Três anos depois, Keen volta à carga em novo livro. Seu alvo: Facebook, Twitter, Google+ e afins.
Keen desembarca ao Brasil na próxima semana para divulgar Vertigem Digital – Por que as redes sociais estão nos dividindo, diminuindo e desorientando (Jorge Zahar; 253 páginas; 45 reais). Nele, o historiador ataca o carimbo "social" das ferramentas e games on-line, critica a superexposição dos usuários e ironiza os entusiastas da "transparência" das redes citando o filósofo francês Jean Baudrillard: “A transparência é boa demais para ser verdade... o que há por trás deste mundo transparente?”.
O desencanto do britânico passa longe da tecnofobia. Keen está no Twitter, usa iPhone, iPad e MacBook, passa dez horas por dia na internet e checa obsessivamente seu e-mail. Seu alvo nunca foi a tecnologia. É o que chama de "era do exibicionismo", que estaria forjando uma "geração sem mistério". Em entrevista ao site de VEJA, Keen explica por quê.
O que há de errado com as redes sociais? Temo que a palavra "social" seja transformada em ideologia. Todas as últimas inovações digitais – de recursos musicais a soluções criativas – recebem obrigatoriamente o carimbo de social. Isso é preocupante. A internet deve sempre preservar a autonomia do indivíduo, atributo que não é respeitado por diversas plataformas. Os pensamentos originais só aparecerão quando as pessoas rejeitarem essa doutrina da multidão.
Recentemente, o empresário Biz Stone (um dos fundadores do Twitter) previu que o futuro será "social". Se isso for realmente verdade, é preocupante. Foi por esse motivo que escrevi meu segundo livro. Precisamos conquistar um espaço na web onde possamos nos proteger da multidão e desenvolver nossas próprias ideias. É preciso praticar mais a autocensura e limitar o número de publicações pessoais nas redes.
Em seu livro, o senhor diz que as pessoas estão abrindo mão de suas informações pessoais. Por quê? Vivemos a era do exibicionismo. Estamos desistindo dos nossos segredos. Chegamos ao mundo da transparência radical. Nossos perfis no Facebook, Twitter e Google+ são nossas vitrines. Hoje, riqueza corresponde a conectividade. Com esse comportamento extremamente narcísico, estamos virando marcas. Eu mesmo, por exemplo, sou o "anticristo da web".
Esta "marca" o incomoda? Não. É até agradável. Como um garoto judeu do norte de Londres, sempre cultivei a ambição de me tornar o anticristo de algo historicamente relevante. O que poderia ser mais significativo do que o Vale do Silício?
As redes sociais podem realmente acabar com os segredos das pessoas? Conseguimos saber os gostos e os anseios das pessoas só visitando seus perfis nessas redes. Podemos ter uma geração de pessoas sem mistérios. Meu conselho aos usuários da rede é mentir. Eu mesmo nunca digo a verdade em meu perfil no microblog. Se você me segue no Twitter, confesso: não terá condições de saber muitas coisas sobre mim.
O senhor se considera pessimista? Eu sempre fui uma pessoa otimista, mas não vivo de sonhos. Aponto os problemas das redes sociais. Não significa que eu seja avesso à tecnologia. Uso a internet diariamente por dez horas, tenho iPhone, iPad e Macbook e sou obcecado por e-mail. Tenho mais de 20.000 seguidores e reconheço: o século XXI será a era da internet. Só não tenho Facebook.
Por quê? Essa rede não é confiável. Ela apresenta um modelo de negócio nada desprezível, com a exposição de dados pessoais, como nome, cidade, idade, gênero, atividades, amigos mais próximos. Seus usuários não são clientes, mas produtos. É uma armadilha compartilhar informações nesse tipo de plataforma. Quanto mais você compartilha, mais a rede sabe sobre você, e mais você se transforma em um produto. O filósofo francês Michel Foucault estava certo: a visibilidade é uma armadilha.
Qual é o futuro do conhecimento na internet? O conhecimento será restrito e estará presente em ambientes fechados com sistemas de pagamento, como o do The New York Times, onde sei que a informação é confiável. Ambientes digitais em que exista livre acesso de distribuição e compartilhamento de conteúdo como a Wikipédia ficarão comprometidos. A elite (pessoas como eu) sempre terá acesso às informações mais confiáveis, mas as massas vão se submeter à 'ditadura da ignorância'. É como voltar à Idade Média – e isso não é uma perspectiva muito atraente.
Fonte: Veja Online
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
THE: 160 anos
Parabéns THE,
para comemorar o dia de THE, fiz um desafio pessoal: enquanto cidadão, como sugerir uma mudança positiva para a cidade ser melhor ainda? Então, aí vai uma singela dica...
Sistema de Transporte Público de THE
1)Dentro dos ônibus, os passageiros deveriam ter acesso aos horários de saída dos ônibus. Esses dados podem ser também disponibilizados na internet...
2)Os ônibus deveriam ter na lateral o nome das principais vias em que trafega!!! Observem abaixo as letras próximas da porta da frente, do lado esquerdo...
Imagem: www.ecodesenvolvimento.org/
3)As cores, os ônibus deveriam ser padronizados. Os bus que fazem o trajeto bairro-centro-bairro poderiam ter uma cor somente, exemplo, cor AZUL.
Imagem: www.meutransporte.blogspot.com.br/
4)As paradas de ônibus deveriam ter placas com o número do ônibus. Assim, o motorista deveria necessariamente parar nesse ponto. Observem a placa com várias cores diferentes...e com números...
Imagem: www.skyscrapercity.com/
Essas medidas são fáceis de fazer e de baixo custo...Todas os itens enumerados já existem na capital mineira, Belo Horizonte, desde a década de 1990, pelo menos...um abraço.
para comemorar o dia de THE, fiz um desafio pessoal: enquanto cidadão, como sugerir uma mudança positiva para a cidade ser melhor ainda? Então, aí vai uma singela dica...
Sistema de Transporte Público de THE
1)Dentro dos ônibus, os passageiros deveriam ter acesso aos horários de saída dos ônibus. Esses dados podem ser também disponibilizados na internet...
2)Os ônibus deveriam ter na lateral o nome das principais vias em que trafega!!! Observem abaixo as letras próximas da porta da frente, do lado esquerdo...
Imagem: www.ecodesenvolvimento.org/
3)As cores, os ônibus deveriam ser padronizados. Os bus que fazem o trajeto bairro-centro-bairro poderiam ter uma cor somente, exemplo, cor AZUL.
Imagem: www.meutransporte.blogspot.com.br/
4)As paradas de ônibus deveriam ter placas com o número do ônibus. Assim, o motorista deveria necessariamente parar nesse ponto. Observem a placa com várias cores diferentes...e com números...
Imagem: www.skyscrapercity.com/
Essas medidas são fáceis de fazer e de baixo custo...Todas os itens enumerados já existem na capital mineira, Belo Horizonte, desde a década de 1990, pelo menos...um abraço.
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Heródoto, "pai" da história ou dos historiadores?
Por Clayton Ribeiro
Três mil anos antes da existência de Jesus Cristo, reis egípcios já deixavam registros relativos aos fatos mais importantes de suas vidas e dos seus antepassados, assim como de suas famílias reais (dinastias), nascia a história. Ou seja, a história surge como uma narrativa oficial, tendenciosa aos donos do poder.
Imagem de Heródoto de Halicarnasso, retirada do blog: www.equipe01ftcead.blogspot.com.br/
Porém, na Grécia antiga alguns pensadores começam a estudar a história de modo independente, sem ligação ou benesses do Estado, temos o historiador. O primeiro historiador que se conhece a obra é o grego Heródoto de Halicarnasso (485-420); em decorrência disso, ficou conhecido como o "pai da história". Ele nos trouxe o famoso dito: "o Egito é uma dádiva do Nilo", entre outras coisas. As "Histórias", título da única obra de Heródoto que não se perdeu no tempo, mostram a história das origens da cultura grega, egípcia e persa, além de outras civilizações menores.
Cidade de Atenas, imagem: www.guiageo-grecia.com/
A palavra historiador vem de "hístor", testemunha. Entre os gregos, quando ocorria uma disputa judicial entre duas partes, a testemunha ocular, se houvesse, era chamada a contar sua versão dos fatos, pois em tese, não era tendenciosa. Assim, na essência da palavra, o historiador é aquele que declara um testemunho não tendencioso e independente dos fatos, sejam eles do passado ou do presente!!!
O método usado pelos historiadores do período herodotiano era o da autópsia ("eu vi", "eu vejo", em grego), ou seja, da pesquisa de campo. O pesquisador deve ir atrás das informações e avaliá-las "in loco". Outro método, menos confiável, era do "autékoo", "eu ouço", em que o historiador entrevistava pessoas conhecedoras da história e que tinham condutas probas, corretas. Desse modo, o historiador construía sua narrativa por meio da visão ("ópsis") e da audição ("autékoo"), em seguida, refletia ("gnóme") sobre as informações colhidas ("historíe").
Em síntese, Heródoto deveria ser chamado "pai dos historiadores" e não da história propriamente dita.
Bibliografia sugerida: HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 1999.
Três mil anos antes da existência de Jesus Cristo, reis egípcios já deixavam registros relativos aos fatos mais importantes de suas vidas e dos seus antepassados, assim como de suas famílias reais (dinastias), nascia a história. Ou seja, a história surge como uma narrativa oficial, tendenciosa aos donos do poder.
Imagem de Heródoto de Halicarnasso, retirada do blog: www.equipe01ftcead.blogspot.com.br/
Porém, na Grécia antiga alguns pensadores começam a estudar a história de modo independente, sem ligação ou benesses do Estado, temos o historiador. O primeiro historiador que se conhece a obra é o grego Heródoto de Halicarnasso (485-420); em decorrência disso, ficou conhecido como o "pai da história". Ele nos trouxe o famoso dito: "o Egito é uma dádiva do Nilo", entre outras coisas. As "Histórias", título da única obra de Heródoto que não se perdeu no tempo, mostram a história das origens da cultura grega, egípcia e persa, além de outras civilizações menores.
Cidade de Atenas, imagem: www.guiageo-grecia.com/
A palavra historiador vem de "hístor", testemunha. Entre os gregos, quando ocorria uma disputa judicial entre duas partes, a testemunha ocular, se houvesse, era chamada a contar sua versão dos fatos, pois em tese, não era tendenciosa. Assim, na essência da palavra, o historiador é aquele que declara um testemunho não tendencioso e independente dos fatos, sejam eles do passado ou do presente!!!
O método usado pelos historiadores do período herodotiano era o da autópsia ("eu vi", "eu vejo", em grego), ou seja, da pesquisa de campo. O pesquisador deve ir atrás das informações e avaliá-las "in loco". Outro método, menos confiável, era do "autékoo", "eu ouço", em que o historiador entrevistava pessoas conhecedoras da história e que tinham condutas probas, corretas. Desse modo, o historiador construía sua narrativa por meio da visão ("ópsis") e da audição ("autékoo"), em seguida, refletia ("gnóme") sobre as informações colhidas ("historíe").
Em síntese, Heródoto deveria ser chamado "pai dos historiadores" e não da história propriamente dita.
Bibliografia sugerida: HARTOG, François. O espelho de Heródoto: ensaio sobre a representação do outro. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 1999.
Assinar:
Postagens (Atom)










